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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Trabalhadores da aldeia

Aos poucos vamos avançando com o restauro da nossa casa centenária. Temos procurado soluções locais e deixem que vos diga as diferenças que noto. 

Quando preciso de alguma intervenção na casa do distrito de lisboa é difícil encontrar soluções. Temos que fazer mais de vinte telefonemas. Estão sempre todos muito ocupados e é quase preciso implorar para que alguém venha resolver o assunto. Os preços são inflacionados mas estamos tão desesperados que pagamos o que nos pedem. Exigem imediatamente metade do valor do orçamento antes de fazer o que quer que seja.

Na aldeia tudo está a ser diferente. Se ligamos para alguém são muito mais abertos. Estão sempre disponíveis para ajudar e se não é propriamente a sua área indicam quem nos pode fazer o serviço. Fornecem opiniões valiosas e até se voluntariam para efectuar coisas que nunca haviamos pensado. Entregam materias com facturas para pagamento quando puder. Existem ainda aqueles que temos que andar constantemente a pedir nib para acertar contas e ainda nos respondem que não há pressa. Nós que gostamos de pagar tudo na hora ficamos confusos com esta maneira de ser. Só tenho a dizer bem desta gente sociável que adora ver vida nas suas terras.

Brevemente, se tudo correr bem, serão mais seis cabeças a passear pelas ruas, mais quatro crianças a gritar pelos caminhos. Não sei se sabem ao certo o que está para chegar 😁

7 comentários

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    Catarina 07.11.2020

    Ainda não sabemos. A minha vontade era mudar mas não sei se conseguimos. Por enquanto vamos remodelar para férias e fins de semana. Mais tarde não sei
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    Ana de Deus 07.11.2020

    tenho a certeza que as férias e os fins de semana vos vão cativar de vez
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    Catarina 07.11.2020

    Eu comecei a lançar a ideia, em tom de brincadeira, para o ar. Agora é o marido que fala nisso
    Mas a dizer verdade também vivemoa numa zona maravilhosa. É raro o dia em que não encontre um saco com coisas à porta de casa. Laranjas, tangerinas, romãs, chuchu, diospiros, alperces, batatas... Somos todos pobres mas o espírito de partilha é imenso. Sair daqui nunca será fácil
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    Ana de Deus 07.11.2020

    também já vivi num prédio que era como uma aldeia. todos viviam lá há mais de 40 anos e havia o cheiro de marmelada caseira à porta de casa. as comadres conversavam nas escadas as lâmpadas duravam dois, três meses.. tanta lâmpada comprei eu. elas ficavam de porta aberta não entravam em casa de cada uma e o resto da vizinhança tinha que mudar de lâmpadas das escadas com uma frequência nunca vista
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    Catarina 07.11.2020

    por aqui conversamos de quintal para quintal não gastamos eletricidade que está pela hora da morte e temos uma faceta ambientalista
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    Ana de Deus 08.11.2020

    bom dia feliz domingo
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