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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Todas as manhãs a mesma coisa

À medida que o tempo passa e eles vão crescendo vou vendo as manhãs a ficarem mais difíceis. Bem sei que as pessoas pensam que os bebes é que dão trabalho mas eu dou por mim com saudades do tempo que só os tinha que vestir, dar um biberão e colocar no ovo. Era tudo muito mais simples.

Agora uns saltam da cama com as galinhas enquanto que os mais velhos ficam na cama até ao ultimo minuto. Depois andam numa correria desenfreada comigo a dizer ao Guilherme que vai perder o autocarro enquanto tento despachar os outros três. O pequeno almoço é para esquecer não porque não comam mas porque comem demais. Pedem cereais com leite mas também querem iogurte e pão. Depois eu começo a ficar enervada porque vejo o tempo a passar e eles ainda estão a comer. O Gui despacha-se num instante, corre a lavar os dentes e prepara-se para sair. Quando está à porta lembra-se sempre de alguma coisa que ficou esquecida no piso de cima e lá vou eu a correr para que não perca o autocarro. Despacho-me igual a um foguete abro a porta para o rapaz sair e começa um pi pi pi. Os rapazes já sabem que o alarme vai tocar pelo que colocam os dedos nos ouvidos enquanto eu tento  desligar a coisa dentro do tempo de segurança. Quando não consigo tenho que lidar com um telefonema em que me pedem uns códigos com os quais não consigo atinar nem por nada o que me atrasa ainda mais.

Despachado o primeiro tenho que lidar com a birra dos pequenos porque o Guilherme foi embora e eles não foram dizer adeus. Perdem mais tempo a falar do que a comer e eu começo a dizer que estamos atrasados. Lá consigo levantar a mesa para sairmos. Calço os pequenos e oiço o Leonardo a cantar nas calmas na casa de banho enquanto escova os dentes. Pressa é coisa que não existe no dicionário deles e eu não me consigo habituar a isso. Vou colocando os pequenos no carro enquanto espero que o molenga se despache.

Finalmente aparece calçado e entra no carro. Preparo-me para arrancar e um dos gémeos lembra-se que não tem o seu panda ou carrinho de eleição. As alternativas passam na minha cabeça. Posso seguir viagem e aguentar com a birra durante os vinte minutos de percurso ou entrar de novo em casa e procurar a coisa. Por norma acabo por ir buscar o  objecto o que me faz atrasar ainda mais. 

Para mim é uma vitória quando consigo arrancar com o carro a caminho da escola. Quem mais se sente vitorioso todas as manhãs?

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