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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Comentários inconvenientes

No fim do dia fui buscar os pequenos à creche para irmos para casa. Na viagem parei num semáforo vermelho e um dos pequenos diz-me:

- Mãe queo bolo niversário!

- Queres comer bolo de aniversário?

- Sim na festa.

- Querido agora só vais comer bolo na festa da I. que é já no fim de semana.

- Não mãe queo bolo ali na festa. - diz enquanto aponta para o passeio.

Eu olhei para ver a que festa se referia e vejo mais de cinquenta pessoas à porta da casa mortuária.

- Amor aquilo não é uma festa...- tento explicar sem saber bem o que lhe dizer.

- Mãe, olha muitas pessoas. É uma festa. Eu quero ir à festa!

Optei por fechar os vidros, que estavam abertos devido ao calor, para as pessoas não ouvirem o rapaz a gritar que queria ir à festa e arranquei assim que o sinal ficou verde. Ele chorou um pouco mas lá esqueceu a coisa. Eu segui caminho a pensar na quantidade de situações embaraçosas que me colocam.

 

 

Situações embaraçosas

Ontem contei sobre os enganos do Santiago que me deixaram em situações um pouco estranhas contudo este tipo de situações embaraçosas começaram à muito tempo atrás.

A primeira que me lembro era o Guilherme ainda pequeno. O rapaz teria uns três anos e tinha começado a falar à muito pouco tempo. Devido aos problemas que teve a fala veio tarde e pouco explicita. Não me lembro onde tinha ido com o rapaz nesse dia, só me recordo que fui tratar de alguns assuntos o que nos fez andar bastante. Já no fim das coisas tratadas e na urgência de voltar para casa vi um elevador a parar e corri junto com o pequeno para entrar nele. Conseguimos entrar à justa num elevador lotado e quando as portas fecharam o rapaz diz em alto e bom som:

- Mãe estou tão cagado!

Fez se um silêncio absoluto dentro do elevador. Daqueles silêncios constrangedores e eu só pensava se seria possível o rapaz ter borrado as cuecas. Comecei a suar de nervosismo enquanto pensava como ia para casa com o rapaz naquele estado. O elevador parecia que não andava, juro que as pessoas retinham a respiração e eu só queria sair. Por fim as portas abriram-se e saímos apesar de nem ser o andar que pretendíamos. Agachei-me à altura do rapaz e perguntei:

- Guilherme fizeste cocó?

- Não.

- Mas tu disseste que estava cagado.

- Sim mãe estou cagado. Assim af, af,af - explicou imitando um cão a arfar

- Filho tu estás cansado?

- Sim mãe!

O que uma simples palavra pode fazer. Se acham que está é má leiam a que contei aqui.