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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

A liberdade de usar farda

Sempre ouvi as pessoas falarem mal por terem de usar farda. Muitos são os que não gostam de andar na rua a fazer publicidade à empresa. Outros porque não gostam de ter que trocar a sua própria roupa por outra. É certo que as fardas nem sempre assentam bem, nem sempre são feitas com bons materiais e por vezes a cor não nos favorece. Se pensarmos bem sobre o assunto estou certa de que vamos encontrar coisas positivas.

Eu cá voluntariei-me à força para usar farda. Quando me pediram para dizer o que era necessário para o meu pessoal requisitei também para mim. Primeiro ouve quem me perguntasse porquê. Outros que me questionaram se tinha  se certeza de querer usar a farda. Eu aceitei as perguntas e sugestões mas aderi à farda do mesmo jeito e não podia estar mais satisfeita. Só o levantar de manhã e não ter que pensar o que vestir é um descanso enorme para a minha cabeça. Todos os dias tenho que preparar a roupa para os quatro rapazes e quando chegava a minha vez já não tinha cabeça para nada. Assim passei a ter menos uma dor de cabeça é só levantar e vestir sem ter que raciocinar. Outra coisa que também têm de bom é que deixei de precisar de tanta roupa. A minha roupa passou a ser usada ao fim de semana e férias por isso não preciso de mil peças no guarda roupa. Deixei também de ter o problema da roupa que se estragava no trabalho e que me obrigava a ter que comprar mais. Agora não se estraga e quase não é vestida pelo que não tenho necessidade de compras. Para uma forreta como eu isso é uma vantagem enorme e se só comprava roupa em extrema necessidade agora vou passar a comprar... acho que nunca mais.

É certo que nem tudo é lindo. Reparo a forma como as pessoas me olham quando passo na rua. Algumas com curiosidade mas outras com puro desdém, como se de alguma forma a roupa que uma pessoa veste pudesse deferir que é. Eu cá continuo a dizer que ninguém é melhor que ninguém, que nunca se deve julgar o livro pela capa.Eu cá vou continuar a ser do contra e a vestir farda enquanto quiser.  Opiniões e experiências existem por aí?