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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

O maravilhoso mundo das viroses

No sábado o Salvador queixou-se que lhe doía muito a barriga. Estávamos no parque e ele teve um bom bocado sentado num banco a queixar-se. Depois ficou melhor e lá brincou um pouco.

No domingo acordou com as mesmas queixas que foi repetido ocasionalmente durante o dia. Passado um pouco o Santiago começou com os mesmos sintomas. 

Ontem à noite comecei eu. O meu intestino resolveu andar de montanha-russa a noite toda. Toda a noite, toda a noite. A festa foi de tal forma que não se calou o tempo todo. Parecia que estava possuído pelo demónio. Eu só queria dormir, descansar mas ele não estava para aí virado.

Acabei por perceber que os meus filhos tinham razão à cerca das dores porque isto dói a brava. O bom da história é que bastou dois dias para eles ficarem bons por isso estou a meio caminho.

Mãe sofre... 

Drama das prendas impossíveis

- Santiago o Pai Natal não consegue encontrar um boneco do Flash para ti.

- Então é a minha mota doiada.

- A mota dourada também está difícil.

- Mas eu quero uma mota doiada como o ouro. Eu gosto de ouro.

Já coloquei amigos e familiares à procura de uma mota dourada mas a busca não está fácil. Cheguei ao ponto de pensar em comprar uma mota de qualquer cor, uma lata tinta dourada e criar a mota dos sonhos do rapaz. 

Mãe sofre... 

Se virem uma mota dourada lembrem-se desta mãe desesperada 😵

Tenho comida no nariz

Deixei os rapazes a jantar sobre a supervisão do marido e fui tomar banho. Quando desliguei a água ouvi o marido resmungar que estavam a sujar tudo. Minutos depois desci e o marido já tinha arrumado tudo. 

Passado um pouco o Salvador veio queixar-se que o comer que tinha no nariz não saía. Como o rapaz sofre de refluxo pensamos que teria tido um episódio. A noite foi passando e o rapaz andava constantemente a fungar. Acabei por lhe dizer:

- Toma um lenço e assoa esse nariz.

- Mas eu não tenho ranhoso.

- Se não estás ranhoso porque não paras de fungar?

- Porque o comer não sai do meu nariz.

- Qual comer?

- A bolinha que eu coloquei no nariz.

- Onde?

- Aqui. - disse apontando para a narina direita.

Espreitei e não vi nada. Disse-lhe que inspirasse, tapei-lhe a narina oposta, fechei-lhe a boca e indiquei que expelisse o ar pelo nariz. Expirou com força e eis que falta uma ervilha lá de dentro.

Não sei que é pior, pai ou filhos. Os filhos porque só tem ideias luminosas ou o pai porque nunca vê nada.

Conversas da treta

- Mãe o que é aquilo? - pergunta o Salvador numa viagem de carro

- O quê?

- Aquilo!

- Aquilo o quê?

- AQUILO!

- Filho aponta para o aquilo para eu te poder ajudar.

- AQUIIIILOOOOO!

- Se não apontas eu não sei o que é!

- É aquilo.

Resolvi ignorar para ver se se esquecia.

- Mãe ainda não disseste o que é aquilo.

-...

- Mãe o que é aquilo?

-...

- Mãe estou a falar contigo. O que é aquilo?

- Já consegues apontar para eu saber?

- É aquilo.

- Isto? - pergunto eu a apontar para algo

- Não.

- Isto?

- Não.

- Aquilo?

- Não é o outro aquilo.

- Filho gostava muito de te ajudar mas a mãe não sabe o nome daquilo.

- Não sabes o nome?

- Não, não sei.

- Está bem.

 

Mãe sofre

Os meus pequenos pestes

Ontem esgueirei-me para a casa de bano da suite para poder tomar um banho descansada. Claro que a coisa não correr exactamente como planeado. O Guilherme que apesar de mais velho é pior que os outros veio espreitar quem estava no quarto e deixou a porta entreaberta quando saiu. Não tardou que os pequenos notassem a porta aberta e viessem averiguar. O Guilherme ainda os tentou impedir, conseguiu convence-los a ver desenhos animados na televisão. Contudo passado um minuto já estavam de volta. Suspeito que aproveitaram o facto de o irmão estar especado a olhar para o ecrã e escapuliram-se para fazer maldades.

Desta vez resolveram brincar com a luz da casa de banho, eu tomei o resto do meu banho a suplicar para que parassem de acender e apagar a luz. Por momentos até parecia que se tinham cansado da brincadeira o que até era bom tirando o facto de me terem deixado às escuras. Tive que lhes pedir que ligassem o interruptor e começou tudo de novo. Acabei o banho e ralhei com eles à medida em que me limpava. Eles riam-se que nem perdidos. Acabei de me vestir e sai da casa de banho quentinha. Entro no quarto e fico imediatamente gelada. Os sacanas tinham ligado o ar condicionado no mais fresco possível e estava um frio imenso. Gelei de tal maneira que passei o resto da noite com frio.

Este miúdos dão cabo de mim...

Será que não gostam de roupa da cama lavada.

Antigamente o que eu mais gostava era de me deitar nuns lençóis lavadinhos. Adora aquele cheiro a detergente, aquela sensação de limpeza mas agora tenho um trauma com isso. Tudo por culpa dos meus filhos que acham que os lençóis limpinhos e a cheirar bem devem ser imediatamente sujos. É sempre a mesma coisa, basta fazer as camas de lavado e de manhã só me apetece chorar. Existe sempre uma fralda que vaza, um nariz que sangra, um que vomita.

Vejam por exemplo esta semana. Fiz as camas de lavado na quarta e durante a noite o Santiago deu em vomitar e sujar as duas camas de baixo. Lavei tudo outra vez ontem e há noite fiz tudo de lavado. Pois esta noite foi a vez do Salvador passar a noite a vomitar e sujar tudo.

Como se não bastasse sujarem-me as camas ainda tiveram a amabilidade de me pegarem o bicho, pelo que também eu passei a noite a vomitar.  Mãe sofre.

Relação de uma mãe de quatro com os clássicos Disney

Quando era pequena adorava ver os filmes da Disney. Nem sei dizer ao certo quantas vezes vi o Rei leão, o Aladin, a pequena sereia e companhia. Lembro-me de ver os filmes vezes sem conta, até saber de cor todas as canções e falas.

Quando o Guilherme se começou a interessar por estes filmes fiquei contente de os rever com ele. Percebi que ainda me lembrava de tudo e que ainda sabia cantar as musicas todas de cor. Vimos e revimos os clássicos até enjoar. Depois veio o Leonardo e o ciclo recomeçou. Dias inteiros em que o mesmo filme nunca saia do DVD, quando chegava ao fim colocava-se play e assistia-se novamente. Eu mesmo que não estivesse com eles a ver o filme ouvia as musicas pela casa fora. Chegou a um ponto em que já não conseguia ouvir o "Hakuna matata", "You've got a friend in me" ou qualquer outra musica do género.

O tempo passou e eles deixaram de gostar tantos dos clássicos que ficaram esquecidos lá em casa e eu consegui respirar de alivio. Contudo, como o que é bom sempre acaba, começa o ciclo de os gémeos gostarem desse tipo de filmes. Já começaram a ver mil e uma vezes os filmes do michey. Já sabem de cor o Gru o mal disposto e começam a querer ver coisas novas. Eu tentei resistindo ao máximo a colocar os clássicos mas acabei por ficar sem alternativas. No outro dia coloquei o Toy´s story e tentei fugir de mansinho. Fui logo perseguida por um menino que me deu a mão e me puxou para o pé do sofá:

- Senta mãe, senta com o iago!

E lá tive eu que ver o raio do filme novamente. Não é que ainda o sei de cor, até podia fechar os olhos que mesmo assim iria visualizar as imagens todas na cabeça. Parece exagerado mas, se pensarmos bem, já devo ter visto estes filmes largas milhares de vezes e deixem que vos diga que perdem a magia depois da milésima primeira visualização. O ponto positivo da história é que se um DVD se estragar eu consigo representar a história toda.