Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Um laço que se vai estreitando com o tempo

À medida que crescem cresce também o laço que os une. Vejo os quatro brincarem cada vez mais. Ouço quatro gargalhadas distintas cheias de cumplicidade. Andam sempre uns atrás dos outros e até fazer trabalhos se tornou complicado porque os gémeos não querem sair de ao pé deles. Se os tentamos deixar ao pé, os mais velhos distraem-se e não fazem nada de jeito. Se fechamos a porta para os mais velhos fazerem os exercícios os pequenos choram e gritam enquanto tentam forçar a entrada, o que resulta em que ninguém se consiga concentrar.

Esta união têm coisas boas e coisas más mas mais boas do que más. Fico de sorriso nos lábios quando os vejo andar que nem sombras uns dos outros. Ainda hoje, os mais velhos foram tomar o pequeno almoço e os pequenos tiveram que ir para ao pé deles. 

20161102_080349.jpg

20161102_080402.jpg

Não importa que a televisão da sala estivesse a dar os mesmos bonecos. Não importa que o chão esteja frio e seja rijo. A única coisa que importa é estarem todos juntos.

Tomar banho com os manos

Fomos sair todos de carro. Quando estávamos a voltar para casa o marido disse ao Guilherme:

- Se conseguires que os teus irmãos não durmam até casa dou-te um prémio.

- Boa! Eu até sei o que quero.

Passamos o resto da viagem a ouvi-lo brincar com os irmãos e chegaram a casa todos acordados. Entramos em casa direitos à casa de banho para dar banho aos pequenos quando o Guilherme diz:

- Pai eu quero tomar banho com os manos.

- Guilherme  achas mesmo que cabes na banheira com os teus irmãos? 

- O prémio que eu quero é tomar banho com os manos.

Como o prémio estava prometido lá acedemos e claro está que o Leonardo também quis. Com boa vontade lá se enfiaram todos na banheira. Uma confusão de pernas e braços mas isso não os impediu de se divertirem imenso. Acho que será um daqueles momentos que se lembraram para sempre.

2016-09-02 08.21.24.jpg

2016-09-02 08.21.43.jpg

2016-09-02 08.22.08.jpg

 

 

Não se desgrudam.

20150829_160534.jpg

20150905_072026.jpg

 Por aqui os miúdos não se desgrudam. O Guilherme anda sempre a pegas neles e a brincar com eles.Não os larga um minuto. O Leonardo já é mais comedido, ainda tem alguma dificuldade em brincar com eles. Estava habituado às brincadeiras brutas que tinha com o Guilherme e agora tem dificuldade em ter brincadeiras mais calmas. Depois vê o irmão a pegar num dos gémeos e vai logo tentar pegar no outro. Claro que nós repreendemos-lo, primeiro porque pode deixar cair o bebé e depois porque é muito peso para a coluna dele. Fica logo amuado, no outro dia disse-me:

-Não quero ser mais um menino bonito. Isto de me portar bem é uma seca!

Ficamos um pouco sem saber o que fazer. Sei que ele tem ciúmes, não daqueles ciúmes maus mas acho que se sente um pouco posto de lado. Não nos podemos esquecer que até à um ano atrás o Guilherme era só dele. Agora tem que partilhar o irmão, o que é muito chato. Ainda por cima quando tenta brincar com os irmãos estes acabam sempre por chorar o que o leva a pensar que eles não gostam dele. É vê-lo com um sorriso nos lábios quando consegue arranjar uma brincadeira com os irmãos. No outro dia tiveram para ai uma hora a brincar, os mais novo mandavam a bola e ele ia busca-la, que felicidade.

Os mais novos adoram-nos e iam até ao fim do mundo com eles. Quando os mais velhos se fecham no quarto para brincar com legos, ou outras coisas com peças pequenas, os gémeos ficam à porta do quarto a bater à porta e a chorar. Isto até que os irmãos se fartam de os ouvir chorar, desistem da brincadeira e vem cá para fora brincar com eles.

 

 

 

Estas crianças fazem cada uma!

Por vezes os nossos filhos fazem ou fazem coisas que nos deixam boquiabertos. Nós pais ficamos a tentar perceber de onde veio aquela acção ou informação. Muitas vezes não encontramos uma origem apenas sabemos que em determinado período apreenderam aquela informação. Lembro-me que o Guilherme com cerca de um anos aprendeu a deitar-se no chão a fazer fita. Onde aprende uma criança que está em casa e não tem outras crianças perto este tipo de comportamentos? Existem coisas que aparecem espontaneamente e não tem explicação.

No fim de semana, o Santiago estava no andarilho, na sala com o pai. Eu estava no cozinha a tirar a roupa da máquina e apercebi-me que ele tinha saído da sala, pensei que vinha ter comigo mas eis que ele começa a dirigir-se para o hall de acesso aos quartos. Continuei a dobrar roupa e oiço o Santiago emitir um som Lhé, Lhé.  Apressei-me a ir ao encontro do menino, olhei para o marido que já vinha também no encalço dele e perguntei se tinha ouvido bem. Encontramos o pequeno a tentar passar para o quartos dos irmãos contudo ficou barrado por um móvel que temos no hall. Como não conseguia sair passar começou a chamar mas, o som que emitia parecia mesmo que estava a chamar o Guilherme. Ainda pensei que tinha percebido mal mas o pai ouviu o mesmo, acho um pouco difícil estarmos os dois a alucinar. Claro que provavelmente tratou-se de uma casualidade mas que nos deixa de orelha no ar deixa.

Ontem foi a vez do Guilherme. Vínhamos no carro e ele diz que a senhora que estava a atravessar a estrada era uma idosa. Sabes mãe as velhas são idosas e os velhos são idosos. Não devemos dizer velhas e velhos então dizemos idosas ou idosos é mais educado. Eu não aprendi isto na escola, aprendi sozinho. Não consegui evitar rir do comentário e pensar que ele poderia transmitir esse conhecimento para o Leonardo que ainda no outro dia tivemos de repreender depois de dizer: "Já viram aquela velha feia!". Leonardo não dizemos velha dizemos senhora. "Está bem mas é uma senhora feia, não é?" As pessoas que passaram no momento afastaram-se a rir e eu tive que fazer um esforço enorme para manter uma cara séria enquanto lhe explicava que essas coisas não se dizem.

Hoje de manhã os pequeninos estavam a fazer uns sons tipo lha,lha, lha. O Leonardo vira-se para o Guilherme e diz que foi ele que ensinou os irmãos a dizer aquilo. Sim porque ele diz que os manos já começam a falar. Ainda no outro dia eles emitiram um som semelhante a olá e ele estava todo contente a dizer ao irmão que ele tinha falado.

É muito engraçado ver a interacção deles. É verdade que muito dos sons que os gémeos produzem aprenderam com os irmão. Um faz grrr e o outro responde igual. Um grita AH, o outro grita de volta. Estas crianças de hoje em dia tem uma capacidade de apreender que nos surpreende. Impressiona-me por exemplo a forma como os gémeos saltam para o tablet e se por acaso conseguem deitar-lhe a mão põem-se logo com as mãos a tentar mexer na imagem. E qual é o bebe que não adora o comando a televisão?

Estas crianças já vem com um processador mais avançado..

Não vejo a hora de chegar ao pé dos meus meninos

Não vejo a hora de chegar ao pé dos meus meninos. Passou o dia a pensar neles, será que estão bem, será que comeram tudo, estão felizes?

Isto de ser mãe tem muito que se lhe diga, vivemos permanente com o coração nas mãos. Diria mesmo que o nosso coração só se acalma quando finalmente os temos todos ao pé de nós. Digo todos porque cada um dos meus filhos tem um cantinho especial no meu coração. Todos são especiais à sua maneira e é engraçado ver como apreciamos as diferenças deles. Dou por mim com um sorriso nos lábios a recordar situações que aconteceram com os miúdos, como no dizer ao Guilherme para ajudar o Leonardo a calçar-se e ouvir o pequeno a queixar-se: ó Guilherme estás a calcar no pé errado. Ou lembrar o som das gargalhadas logo de manhã, os pequeninos derretem-se com as macacadas dos mais velhos. Sim, por vezes o corpo está aqui mas a cabeça está longe a divagar, passo a vida a sonhar acordada.

E eis que finalmente são horas de me ir embora, apresso-me para ver os meus rapazes. Um vez a meio das escadas dar-me um abraço, os outros ainda só rebolam mas assim que me vêm começam logo a pedir colo. Se pego num o outro choraminga, agora que já começam a perceber começa a ser mais difícil. Se um tem um brinquedo o outro não descansa enquanto não lho tira, então o que foi roubado começa a chorar e o outro fica feliz da vida. Mas logo de seguida começa a situação inversa, passam a vida nisto e o brinquedo vai passando de um para o outro.

Depois vou buscar o mais velho que me dá abraços e diz que sou a mãe mais linda do mundo. O Leonardo ao ouvir o irmão diz-me logo que gosta muito de mim. Entretanto os mais velhos enchem os gémeos de beijos, nunca vi tanto namoro.  Chegam a casa e fazem uma festa ao pai, querem contar tudo o que se passou durante o dia. Eu e o pai nem conseguimos falar um com o outro pois há sempre uma historia emocionante, ou uma pergunta, ou outra coisa qualquer e ainda só dois é que falam.

Por vezes resmungo que já não os posso aturar, tiram-me do sério. Mas quando não estão sinto uma falta deles terrível. Somos completamente doidos mas somos felizes.

 

E os gémeos é que dão trabalho?

Acho piada quando as pessoas me abordam na rua a dizer que é muito bonito ter gémeos mas que dá muito trabalho. Mas dá trabalho como? Ainda não consegui perceber. Tenho muito mais trabalho com os dois mais velhos do que com os pequenos. Ainda por cima estão naquela fase de amor ódio, não podem estar juntos mas não vivem um sem o outro. Batem-se, choram mas passados 5 minutos já estão agarrados um ao outro.

Implicam por tudo e por nada, bem na verdade o Leonardo implica por tudo e por nada e o Guilherme ainda o espicaça mais. Ontem, como passei o dia todo com eles, já nem os podia ver à minha frente. Começaram logo de manhã, o Guilherme estava a dizer que já quase  se conseguia ver no espelho do corredor, o Leonardo veio imediatamente colocar-se ao lado dele para se tentar ver no dito espelho. Claro que se o Guilherme ainda não se consegue ver, o Leonardo, que tem um palmo a menos que o irmão, muito menos. Começou logo a barafustar porque é o Guilherme tinha de ter nascido primeiro e não ele. Foi um castigo para o calar e sair de casa.

Depois de deixarmos o Gui na escola fomos ao posto médico para os outros 3 rapazes levarem vacinas. Quando foi a vez do Leonardo quase que foi preciso um colete de forças.Parecia que o estavamos a espancar, gritava e chorava de tal maneira e ainda nem o tinham picado.  A muito custo lá levou as duas vacinas e depois meia hora ainda choramingava: mas doeu tanto!!

Ao almoço não quis comer lasanha aparentemente já não gosta. De seguida fomos buscar o Guilherme e fomos a uma consulta no pediatra. Enquanto estávamos a espera o Guilherme amuou porque não o deixei jogar no tablet. O Leonardo queria fazer um jogo de tabuleiro com o irmão mas o outro como estava amuado não quis. Então fui eu jogar um jogo com o Leonardo já quase no fim ele começou a perder e já não quis jogar. Entretanto o Guilherme já queria jogar, pegamos um jogo que dava para jogarmos todos. Começamos a jogar e o Guilherme que tem uma sorte fenomenal começou a ganhar claro que o Leonardo começou logo a fazer fita. Eu mais uma vez contei até 20 pois nem sei o que me apetecia fazer aqueles miúdos, sim porque o outro ainda se põe a dizer que ganhou e que o irmão perdeu.

Mais tarde o Gui recebeu uma nota de 20 euros de prenda de anos e o outro ficou chateado porque não recebeu nada. O Gui ainda lhe disse  era 10 euros para cada um mas o mau humor continuou. Chegamos a casa e estavam possuídos, gritavam, corriam, pulavam até  que o pai se passou e começou a ralhar com eles. Por fim lá foram dormir e tivemos um pouco de sossego.

Como o que é bom acaba depressa, hoje de manhã já tive novo episódio da novela. O menino Leonardo bateu o pé que não tinha escola, aparentemente ouviu a avó a dizer que hoje havia greve e que eles não deviam ter escola. Eu claro disse-lhe que sim havia escola e que era bom que se apressasse ou ficava sozinho em casa. Sabem qual foi a resposta que ouvi? Hoje é o pior dia de todos e a culpa é tua. Anda uma mãe a criar um filho para isto....

Ainda dizem que os gémeos é que dão trabalho.