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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Como ficar viúva.

Fomos a uma festa de ano da filha de uma amiga. Passamos a festa de um lado para o outro. Um olhava por uns e o outro pelos restantes. Ao mesmo tempo tentávamos manter conversas com os adultos que nos abordavam. Finalmente os rapazes acalmaram um pouco e o marido aproximou-se de mim.

- Porque é que todas as pessoas me perguntam se ainda vamos à menina?

- Porque ainda vamos à menina.

- Lá estás tu. Lá estás tu.

E foi logo embora com cara de quem estava prestes a ter um ataque cardíaco 😂.

Forte!!

Andavam numa correria pegada pela casa até que o inevitável aconteceu, o Salvador tropeçou e caio no chão. Começou de imediato a queixar-se e ia começara chorar quando o Guilherme:

- Não chora mano.- disse enquanto o pegava- Tu és forte e não vais chorar. Forte. Forte. Assim mesmo.

O Salvador lá se esqueceu e começou de novo a brincar. Eis que um dá com um boneco nas costas do irmão mais velho.

- Aí, fogo isso dói.

- Guilherme! Tu és forte. Não te vais queixar. Forte. Forte.

- Ó mãe mas isto doeu mesmo.

- Tenho a certeza que as pernas do teu irmão também lhe doeram da queda.

A sério????

- Quem deixou a luz da casa de banho acesa?

- Fui eu. Foi um acidente.

- Então faz favor de a ir apagar Salvador.

- Não consigo as minhas pernas estão tão cansadas.

 

- Mãe ainda tenho fome.

- Mas ainda tens comer no prato. Tens que comer tudo para não teres fome.

- Ai, ai. Dói o meu braço.

- Então tens que comer tudo para ficares com força e o teu braço deixar de doer.

- Não pode ser. Dói muito. Preciso de uma coisa para o meu braço ficar bom.

- O que precisas?

- A minha barriga precisa de um doce.

 

Tão despistado este meu filho...

Fui buscar o Guilherme à escola e passamos no supermercado a comprar umas coisas. Chegámos a casa e ele quis ajudar a arrumar as compras.

No dia seguinte corri tudo à procura das acendalhas, que tinha comprado na véspera, mas sem sucesso. Recordei então que tinha sido o rapaz a arrumar as ditas. Perguntei-lhe:

- Filho onde arrumas-te aquela caixa preta?

- Qual caixa?

- Aquela caixa pequena com cubos brancos.

- Aquela com aquelas coisas que tu deitas no comer?

- Não aquela com aquelas coisas que uso para acender o lume.

- Essa não vi. Eu só arrumei aquela com aqueles cubos que tu colocas na comida.

- Os caldos Knorr? Mas eu ontem não comprei caldos Knorr.

Fui ao frigorífico e lá estavam as acendalhas a olhar para mim

Ó Rodrigo!

O marido ficou um dia em casa dom os pequenos. Cheguei a casa e:

- Ó Rodrigo o que aconteceu aos meus morangueiros?

- Nada. Ninguém lhes mexeu.

- Mexeu sim que eles não estão do mesmo jeito. Estão todos amachucados deste lado. Parece que alguém se sentou aqui em cima ou que aconteceu outra coisa.

- Não! Ninguém lhe mexeu.  Espera, se calhar...

- O que foi?

- Acho que já sei porque motivo a escavadora estava toda suja.

- Como assim?

- Chegaram ao pé de mim com a escavadora cheia de terra e eu não percebi o que tinha acontecido. Agora já entendi que estiveram a lavrar a terra.

Subo as  escadas e:

- Ó Rodrigo o que aconteceu ao candeeiro?

- Qual candeeiro?

- O que está na parede do nosso quarto.

- Ninguém lhe mexeu.

- Então porque é que está quase a cair da parede?

- Como assim?

- Anda ver está arrancado da parede, até as buchas estão a sair.

- Aqueles sacanas são terríveis.

Acho melhor nunca mais deixar pai e filhos em casa caso contrário ainda deitam a casa a baixo.

 

 

 

Coisas à Salvador

- Mãe olha aqui!

Olho para o banco de trás do carro e vejo um pé espetado na minha direcção.

- Salvador, tu estás descalço!

- Sim tirei o sapato e a meia.

- Porquê?

- O meu pé tinha fiambre.

- ?????

 

- Mãe onde estão os porcos?

- Porcos? Que porcos?

- Aqui não há porcos. Temos galinhas, vacas, ovelhas, cavalos mas não porcos. - explica o Santiago

- Não eu quero ver os porcos. 

- Aqui não há porcos! - afirma o irmão

- Sim. Eu sinto nos meus olhos.

- Consegues sentir nos olhos?

- Os meus olhos cheiram os porcos.

 

- Mãe, podemos ir a casa da tia M.

- Queres ir a casa da tia?

- Sim, quero comer batatas de galinhas e fazer uma festa da maçã.

Ser popular

Na sexta-feira resolvi levar os mais velhos a visitar a escola antiga. Assim que saímos do carro fomos reconhecidos pelos ex-colega do mais velho.

- Guilherme, Guilherme.

- Guilherme à tanto tempo.

- Então Guilherme como estás?

- Olá ... Como é que se chama o outro?

- Leonardo! - responde o mais velho com um ar emproado.

- Leonardo tens que aprender a ser popular se não nem de de lembram do teu nome.

Lá seguiu para dentro da escola com ar de quem já é alguém só porque saiu do primeiro ciclo.

Está pré-adolescência...

São todos uns santos que nunca fazem nada

Fui buscar os pequenos à escola. No caminho para casa o Santiago disse-me:

- Mãe hoje fiquei de castigo.

- Foi filho, o que fizeste?

- Nada!

- Santiago tiveste de te portar mal para ficares de castigo. Conta à mãe o que fizeste.

- Nada. Não fiz nada.

- A sério filho? És um anjo que se porta sempre bem e elas colocaram-te de castigo. Amanhã a mãe fala com a Margarida para saber o que aconteceu.

- Está bem! Eu fiz assim ao amigo - disse enquanto mexia na cara

- Tu bateste na cara do teu amigo?

- Não tapei a boca dele porque ele estava a falar muito. Eu não queria que ele falasse.

E pronto tenho um ditador em cada que até quer controlar o que os outros falam...