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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Impossível não ficar derretida

Acordei com o som de passos. Apurei o ouvido e percebi que era um dos pequenos. Correu para a casa de banho, acendeu a luz e fez barulho a subir a tampa da sanita. Acabado o serviço apagou a luz e voltou a correr.

Os passos pararam à porta do nosso quarto e eu vi logo que se ia enfiar na nossa cama. Empurrou a porta de vagar e correu para a cama. Subiu pelos pés, deitou-se em cima de nós de braços abertos a dar um abraço. 

- Adoro-vos mãe e pai. Durmam bem. 

Saiu e foi para a sua cama. Estes meninos são doces, doces, doces😍

 

Os meus rapazes

Ontem cheguei a casa completamente de rastos. Trabalhei das oito da manhã até às nove e trinta da noite. Vinha exausta, irritada,stressada. Tive um dia tão louco que quando entrei em casa percebi que nem tinha ido à casa de banho durante o dia. Obriguei-me a comer uma sandes e arrastei-me para  a cama. Deitei-me com os rapazes para os adormecer mas eles não estavam muito para ai virados. Estavam com saudades minha e queriam brincar enquanto que eu só queria descansar um pouco.

Tive que ralhar para pararem quietos. Finalmente fez-se silencio e a minha barriga resolve começar a fazer ruídos. Acho que se estava a queixar de ter estado mais de sete horas sem comer e depois só receber uma sandes. O Salvador começou a dizer que a minha barriga estava a falar. Eu disse-lhe para se calar. A barriga fez novamente ruído e ele começou a rir. Durante um bocado ficamos ali assim, ouviam-se barulho da minha barriga e ele ria-se às gargalhadas. Soube tão bem ouvir as gargalhadas dele que são a coisa mais deliciosa do mundo. Quando dei por mim já não estava cansada nem stressada. Apenas me apetecia ouvi-lo rir a noite toda.

Estes meninos trazem o melhor de mim ao de cima.

Brincar às escondidas n#2

Os pequenos continuam a adorar brincar às escondidas. Eu costumo brincar com eles, um deles conta enquanto eu me vou esconder. O segundo acha piada vir para o pé de mim e acaba sempre por denunciar o nosso esconderijo. Outras vezes sou eu que conto e depois vou encontra-los no meu ultimo esconderijo.

No fim de semana queriam jogar mas eu estava ocupada a fazer o almoço. Os mais velhos quiseram estão jogar com os irmãos. O  Guilherme voluntariou-se para ser sempre a contar. O Leonardo escondia-se e os pequenos seguiam-no. Adorei ver como o Guilherme andava pela casa a fingir que os procurava embora soubesse desde o primeiro minuto onde estavam escondidos. Fartei-me de sorrir a vê-lo imitar-me, ignorando um pé de fora dos pequenos ou os risos que indicam bem o paradeiro deles. Em vez disso o mais velho andava pela casa a dizer:

- Onde é que eles se esconderam?

- Não estão aqui.

- Também não estão aqui. Estou a ficar sem ideias.

Os pequenos não conseguiam conter os risos de felicidade por conseguirem estar escondidos sem que o irmão os descobrisse.

São estes momentos que me fazem perceber que é tão bom ter irmãos.

O marido

Ontem fui alvo de altas criticas, por parte da minha prima e mãe, devido ao facto de quase não mencionar o meu marido do blog. Aparentemente quem lê fica com a impressão que sou só eu e os meus filhos. Nunca foi essa a minha intenção e se não falo mais vezes no marido é porque aqui coloco o meu ponto de vista ou as coisas que me aconteceram. Sou eu que passo mais tempo com os meninos, devido à redução no horário, pelo que acabo por ser mais situações engraçadas. Não posso falar pelo meu marido mas posso falar um pouco dele, para limpar a imagem.

O meu marido é...o meu marido, o meu companheiro, o meu amante mas acima de tudo é o meu melhor amigo. É com ele que eu falo de tudo, é no seu ombro que eu choro, é nele que eu procuro refugio quando preciso. Ele conhece-me melhor do que me conheço a mim própria, faz-me sentir especial, faz-me sorrir mesmo quando estou triste.

Temos uma relação daquelas em que acabamos as frases um do outro ou dizemos a mesma coisa ao mesmo tempo. Por vezes nem precisamos falar um com o outro, basta olharmos e sabemos o que o outro está a pensar. O meu marido é um pai fantástico, está sempre pronto para brincar com os filhos e só não o faz mais vezes por causa do seu horário de trabalho. É um pai galinha não desvia os olhos dos filhos por um segundo, detecta qualquer arranhão, nódoa negra ou hematoma assim que se estão a formar, não lhe escapa nada.

Ajuda-me muito em casa, a dar banho aos miúdos, fazer camas, etc. Todas as sextas-feiras salta o almoço e vai a casa para limpar o pó, depois quando sai por volta das 16:30H aspira tudo e lava o chão de forma que quando chego por volta das 18:30 tenho tudo limpo e arrumado. Toma conta dos pequenos para eu poder fazer as minhas coisas, no fundo não me posso queixar. Claro que eu como mulher que sou resmungo muito que faço tudo sozinha mas não é totalmente verdade, tenho um bom companheiro que me ajuda e só não ajuda mais porque eu não deixo.

Ele passa a vida a dizer que me ama e queixa-se que eu quase que não lhe respondo, não é da minha natureza andar sempre aos beijinhos e abraços mas isso não quer dizer que eu goste dele menos do que ele gosta de mim. Preciso dele como os peixes precisam de água, como as plantas precisam do sol. Não me importo de passar uma noite em claro só para que ele possa dormir. Não me importo de me molhar para ele não fazer. Não me importo de abdicar de coisas para que ele possa ter o que quer porque a coisa que mais preciso na vida é dele.

Já passamos por muito na vida os dois, crescemos juntos, eu tinha 14 anos e ele 17 anos quando começamos a namorar. Superamos uma anorexia, superamos a distancia, casamos, fomos pais, choramos juntos a perda de um  bebé, fomos pais novamente, viajamos, fomos pais novamente, no fundo construímos esta vida maravilhosa que temos em conjunto. E só é maravilhosa porque fazemos todos parte dela.

 A verdade é que o melhor marido do mundo, mas ele não pode saber ou fica todo inchado.

 

 

 

Dia da mãe.

O que é ser mãe? Ser mãe não é só dar à luz. Ser mãe é criar, é dar mimo e educação. Ser mãe é sofrer quando os nossos filhos sofrem, é ficar doente quando eles estão doentes. Ser mãe é sorrir quando os nossos filhos riem e chorar quando eles choram. Ser mãe é amar os nossos filhos com todo o coração. É amar alguém mais do que a nós próprias desde o dia em que descobrimos que estamos grávidas eainda nem os conhecemos. 

Ser mãe é ajudar os nosso filhos a crescer, passarem de bebes a crianças, de crianças a adolescentes e depois a adultos. Ser mãe é ter sempre a porta aberta para os filhos tenham que idade tiverem. Ser mãe é saber ouvir e entender mesmo que não concordemos. Ser mãe é ser medica, cozinheira, costureira, enfermeira, psicologa...

Ser mãe é um trabalho de 24 horas por dia, 365 dias do ano.É um trabalho que fazemos da melhor forma que sabemos porque ninguém nos diz se o estamos a fazer bem ou mal. É um trabalho no qual não temos métricas nem estatísticas. Fazemos o trabalho da forma que achamos melhor e esperamos que tudo corra bem. No fundo a única coisa que uma mãe quer é que os seus filhos se tornem uns seres humanos educados, compreensivos, amados e realizados.

A todos os filhos que acham que as mães são umas chatas. Sim de facto somos umas chatas mas, é só uma tentativa de não errar neste que é o trabalho mais importante da nossa vida para o qual nunca tivemos qualquer tipo de formação. Sim somos mães galinhas, mães leoas, somos os animais que tivermos que ser para garantir a vossa felicidade e segurança.

Desejo a todas as mães um dia maravilhoso junto daqueles que mais amam.