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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Registar, viver e recordar

Passo a vida a tirar fotos as rapazes na esperança de imortalizar as expressões deles. Espero, um dia mais tarde, conseguir relembrar o que vivemos através dos retratos. Quem sabe, dentro de alguns anos, mostrar estes momentos aos netos enquanto faço um relato exacto de todas as traquinices.

É certo que uma foto é só uma foto. Não capta a essência da pessoa, o sentimento que vemos no seu olhar. Uma foto apenas capta a superfície mas é um excelente auxiliar de memória. Ainda no outro dia o Google fotos me relembrou que estávamos na Disneyland faz agora três anos. Assim que vi duas ou três fotos comecei a recordar tudo o que vivemos.

Estas novas tecnologias são óptimas para nós ajudarem nestas coisas. No entanto não nos podemos esquecer de viver. Não podemos ficar agarrados às lembranças. Não podemos ficar tão embrenhado em registar o presente que nos esquecemos de o viver. É importante encontrar um meio termo que nos permita registar, viver e recordar. 

Impossível não ficar derretida

Acordei com o som de passos. Apurei o ouvido e percebi que era um dos pequenos. Correu para a casa de banho, acendeu a luz e fez barulho a subir a tampa da sanita. Acabado o serviço apagou a luz e voltou a correr.

Os passos pararam à porta do nosso quarto e eu vi logo que se ia enfiar na nossa cama. Empurrou a porta de vagar e correu para a cama. Subiu pelos pés, deitou-se em cima de nós de braços abertos a dar um abraço. 

- Adoro-vos mãe e pai. Durmam bem. 

Saiu e foi para a sua cama. Estes meninos são doces, doces, doces😍

 

O melhor fim de semana

Saímos na sexta ao fim da tarde em direcção à casinha de pedra de uns amigos. A viagem para cima foi um pouco difícil com os rapazes a quererem saber quando chegávamos de cinco em cinco minutos. Chegamos à aldeia e eles ficam eufóricos. Começaram logo a brincar com os amigos e em breve o chão de madeira ranguia com os pulos dos seis. Improvisamos camas com colchões no chão e eles dormiram todos juntos. Adormeceram tarde e acordaram assim que o sol nasceu.

Saímos de casa e rumamos à serra. O GPS indicou o caminho errado e só percebemos um pouco mais tarde quando vimos as placas para Monsanto. Resolvemos aproveitar para esticar as pernas e mostrar o castelo aos rapazes.

Eles adoraram. Ficaram encantados com as enormes rochas e com os trilhos pelas encostas. 

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Acabada a visita seguimos para a serra onde brincaram e brincaram. Estava um dia quente o que proporcionou muita diversão.

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Voltamos a casa exaustos mas felizes. No dia seguinte tivemos que rumar a Lisboa mas ainda fizemos uma visita pelo caminho. Paramos no Castelo de Almourol. Os rapazes jogaram à bola no parque de estacionamento deserto e fizemos um piquenique com vista. 

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Por fim voltamos a casa exaustos. Com pilhas e pilhas de roupa suja para lavar. Roupa com nódoas que nem me atrevo a questionar de que são. No entanto tudo valeu a pena porque os rapazes dizem que foi o melhor fim de semana de sempre😁

Romantismo ou segundas intenções

Quando fomos à piscina com os rapazes fui abordada por duas senhoras. O marido entrou com os rapazes e eu fiquei a falar com as senhoras. Entrei passados uns minutos e o marido questiou:

- Então o que estavam a vender?

- Estão a oferecer alguns tratamentos de estética.

- Ofereceram-te tratamentos? 

- Sim.

- E tu vais?

- Acho que sim, porquê? 

- Porque és perfeita e não precisas de tratamentos nenhum.

Fiquei sensibilizada com a resposta mas, passado um pouco, dei por mim a pensar se aquelas palavras teriam sido ditas por romantismo, ou por medo da fortuna que poderia gastar em tratamentos😂

De volta ao trabalho

O antibiótico já começou a fazer efeito e o rapaz está visivelmente melhor. Nos primeiros dois dias não me largou um segundo. Basicamente passei dois dias sentada no sofá com dois meninos em cima de mim. Digo dois porque o Santiago nunca saiu do pé de nós e estava sempre a agarrar-se a mim para mostrar que também aqui estava.

Na terça feira à tarde adormeceram os dois em cima de mim. Aos poucos consegui empurrar os rapazes até ficarem deitados no sofá. Pensei em aproveitar a oportunidade para tomar banho mas assim que saí do sofá o Salvador começou a chorar. Só se calou quando me sentei ao pé dele e se agarrou ao meu braço.

Não sei porque motivo as crianças ficam tão  necessitadas de colo. Até parece que o colo da mãe tem propriedades mágicas que os ajudam a melhorar.

Enfim foram dias em que não fiz nada mas que me deixaram exausta. Ontem finalmente o rapaz começou a dar sinal de melhoras. Deixou de chorar a cada cinco minutos. Comeu um pouquinho melhor. Dormiu um sono mais tranquilo. 

Agora é só esperar que fique a cem porcento e que a tosse do Santiago não se torne em algo mais. 

Partilhar uma mãe é difícil

Na segunda deixei o Santiago na creche e fui ao médico com o Salvador. Ele ficou triste porque não queria ficar sozinho. Quando saímos do médico fomos busca-lo.

- Mãe eu disse para me vires buscar depois de dormir.

- Eu sei mas o médico demorou mais tempo do que eu pensava.

- Pelo menos ainda é de dia.

- Sim é amanhã não vens à escola.

- Porquê?

- O mano está doente por isso vamos ficar em casa.

- Tenho uma ideia. Hoje eu fiquei na escola e o mano foi contigo. Amanhã vamos por o mano na escola e fico só eu contigo.

- O mano está doente não podemos fazer isso.

- OH!!!

 

Tanto amor

Ontem deixamos o Guilherme em casa da avó. Hoje o pai vai com ele a uma consulta. Como o marido entra no trabalho às seis da manhã resolvemos deixar o rapaz na avó. Assim não tem de acordar de madrugada e está perto para o pai o ir buscar.

Deixamos o Guilherme e viemos embora. No caminho notámos que o Leonardo vinha muito calado. Olhei para o banco de trás e reparei que estava a chorar.  Perguntei o que se passava e ele desatou num pranto. Nem conseguia falar de tanto chorar. O marido é eu tentavamos perceber o que se passava. Perguntei se estava doente. Se tinha alguma dor. Se estava com problemas na escola. Se tinha perdido algo. Se tinha partido algo. Ele limitava-se a acenar que não com a cabeça e continuava a chorar.

Foi então que o marido perguntou:

- É por causa do Guilherme?

Ele indicou que sim com a cabeça. 

- Também querias ficar em casa da avó?

Ele abanou a cabeça. 

- Então não estou a perceber?

-... Saudades...

- Estás assim porque vais ter saudades do teu irmão?

- Sim...

Lá lhe explicamos que era só um dia e que num instante estariam de novo juntos. 

Eu cá não sei se deva ficar orgulhosa de tanto amor ou preocupada por esta dependência do irmão mais velho. 

 

Está aberta a época das reuniões escolares

A do Leonardo calhou no dia da natação, tivemos que andar a correr para fazer tudo. A do Guilherme vai calhar num dia em que tenho uma reunião, já estou a pedir para me despachar e não chegar atrasada à escola. A dos gémeos ainda está por marcar mas com a sorte que temos nestes assuntos vai calhar no dia mais ocupado.

Quando me perguntam se vou separar os gémeos quando forem para o primeiro ano respondo que nem pensar. Só se estiver louca é que acrescento mais uma reunião de pais à equação.