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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Brincar às escondidas n#2

Os pequenos continuam a adorar brincar às escondidas. Eu costumo brincar com eles, um deles conta enquanto eu me vou esconder. O segundo acha piada vir para o pé de mim e acaba sempre por denunciar o nosso esconderijo. Outras vezes sou eu que conto e depois vou encontra-los no meu ultimo esconderijo.

No fim de semana queriam jogar mas eu estava ocupada a fazer o almoço. Os mais velhos quiseram estão jogar com os irmãos. O  Guilherme voluntariou-se para ser sempre a contar. O Leonardo escondia-se e os pequenos seguiam-no. Adorei ver como o Guilherme andava pela casa a fingir que os procurava embora soubesse desde o primeiro minuto onde estavam escondidos. Fartei-me de sorrir a vê-lo imitar-me, ignorando um pé de fora dos pequenos ou os risos que indicam bem o paradeiro deles. Em vez disso o mais velho andava pela casa a dizer:

- Onde é que eles se esconderam?

- Não estão aqui.

- Também não estão aqui. Estou a ficar sem ideias.

Os pequenos não conseguiam conter os risos de felicidade por conseguirem estar escondidos sem que o irmão os descobrisse.

São estes momentos que me fazem perceber que é tão bom ter irmãos.

Passa a vida a brincar às escondidas.

Ontem, estava a fazer o jantar e a tomar conta e três dos miúdos. O marido tinha saído para ir buscar o Guilherme. Comecei a ouvir o Santiago, não estava a chorar mas sim a emitir um som que fazem quando estão aflitos, por norma fazem este som quando nos querem chamar. Lá fui eu direita à sala para ver que sacanice andava a fazer.

Cheguei à sala e não o via em lado nenhum. Acabei por ter que seguir o som e lá o descobri.

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 Com a mania de se esconder em todo o lado, ficou entalado entre a mesa e o móvel e não conseguia sair .

Ainda pensei em deixa-lo lá mais um pouco, assim ao menos não fazia asneiras.

 

Uma nova brincadeira

Agora descobriram uma nova brincadeira. Eles riem-se todos às gargalhadas, eu consigo apreciar consoante os dias. Se estou com tempo, consigo entrar um pouco na brincadeira mas, quando estou atrasada não acho piada nenhuma em andar atrás deles. Sim porque os fregueses deram em fugir de mim na garagem.

Assim que saem do elevador começam a correr um em cada direcção, depois escondem-se atrás dos carros e ficam à espera. Lá vou eu tentar apanhar um. Assim que me vê, dá meia volta e começa a fugir no sentido contrário. Faz-me correr atrás dele o que de saltos altos não é muito fácil. Quando o consigo apanhar ri-se que nem um perdido. Lá consigo coloca-lo na cadeirinha do carro depois de muito sacrifício. Agora choram e levantam o corpo para não conseguir apertar-lhe o cinto.Quase que me tenho que deitar em cima deles para conseguir prende-los em condições.

De seguida tenho que fazer o mesmo com o outro. Os mais velhos em vez de ajudar ainda os incentivam. Bem eles ajudar até ajudam mas ajudam a pessoa errada. Só os oiço:

-Mano ela vêm ai!

-Foge mano.

-Deixa-te estar ai quietinho para ela não te ver.

-Leonardo porque é que foste para ai? Assim a mãe já sabe que o mano está ai escondido.

Digam lá que não são uns queridos. Hoje tirei umas fotos, ou melhor tentei tirar umas fotos, os sacanas não param quietos.

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