Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Discussões filosóficas com os filhos

IMG_20190502_130859.jpg

- Duas vidas valem mais do que uma? Que disparate não é mãe?

- Não percebi.

- O livro que estás a ler tem uma pergunta disparatada na capa.

- Tem Guilherme?

- Sim. Duas vidas valem sempre mais do que uma. Dois é sempre maior que um.

- Pensa bem no que estás a dizer. Tens a certeza que a tua resposta está certa? 

Parou uns minutos a pensar e depois disse. 

- Tenho a certeza absoluta. 

- Então vou fazer-te uma pergunta muito simples. Se tivesses de escolher entre a vida de duas pessoas estranhas e a minha, qual escolhias. 

- A tua... - disse envergonhado 

- Vês que nem sempre as coisas são tão lineares como parecem. Sim duas vidas valem mais do que uma mas se uma dessas pessoas for alguém que gostes então essa vida passa a valer mais, muito mais. 

- Já entendi. 

Um pouco depois o marido chega a casa com os outros rapazes. 

- Leonardo achas que duas vidas valem mais do que uma? 

Estava em pulgas para mostrar ao irmão o que ele sabia. 

 

Deveríamos estar a dar asas às nossas crianças

Na visita a Monsanto o Guilherme mostrou interesse por tudo. Parava para ler todas as placas. Explorava todos os recantos.

Algures leu o nome de uma rainha e começou a descrever tudo o que sabia sobre ela. Eu e o pai ficámos de boca aberta para o conhecimento que tem dentro dele. O pai questionou:

- Se sabes isso tudo porque é que não tens melhores notas nos testes?

- A escola é aborrecida. Ficamos fechados numa sala a ouvir o professor falar. Isto é muito melhor. Podemos aprender enquanto vemos as coisas que fizeram.

Não deixa de ser verdade. Quando estudava tínhamos imensas visitas de estudo. Fui a certos monumentos mais de uma vez. Lembro-me que adorava ver aquelas construções históricas. Hoje em dia os meus filhos têm uma visita por ano e poucos foram os monumentos que visitaram. Por norma as visitas são ao badoca, à kidzania.

Cada vez mais discordo com o rumo do nosso sistema de ensino. Não podemos ter crianças fechadas entre quatro paredes a ouvir monólogos. Temos que as inspirar mas para isso quem insinua tem que estar inspirado. Infelizmente a falta de estabilidade e todos os outros problemas que os professores enfrentam influenciam os nossos filhos. No fundo, o que deveríamos estar a fazer é dar asas às nossas crianças para que aprendam a voar.

Nós cá vamos continuar a fazer os possíveis para os levar à conhecer o máximo da nossa história, geografia, cultura, costumes, gastronomia... 

Quadros mágicos

Acho que foi o primeiro brinquedo que, nós pais, compramos para os gémeos. Reparei que adoravam brincar com um quadro mágico na creche e como não tínhamos nenhum resolvemos oferecer-lhes. 

Como somos poupadinhos e sabemos que estragam tudo, compramos um modelo que nos custou à roda de 10€.

Os pequenos adoraram os quadros e não os largam. Já passou quase um mês e continuam a usa-los sempre. Devo dizer que para o preço até são bastante bons. Sobrevivem a quedas, pisadelas, atropelamentos de carros. 

O único senão deste brinquedo é que os pequenos para além de desenharem também adoram ver os pais desenhar. Agora passamos a noite a tentar desenhar o que nos dizem. Um  deles vêm pedir um carro. Depois pede para fazer o sol, as nuvens, pássaros no céu, árvores,  flores... quando terminamos de colocar tudo o que quer, apaga e pede para fazermos outra vez.

Por um lado estou farta de desenhar, até porque é coisa que não gosto de fazer, mas por outro lado adoro o sorriso com que nos brindam quando desenhamos para eles. Para além de promover algum tempo em família também os ajuda na fala. Aos poucos vamos desenhando coisas novas e ensinando o que são. Assim eles aprendem os nomes e mais tarde pedem-nos para desenhar aquele determinado artigo.

2016-10-12 11.29.44.jpg

2016-10-12 11.29.28.jpg

 

Adaptadores para lápis

 

 

 

Quando fui comprar os livros vi uns adaptadores para lápis. Como o Guilherme tem uma letra horrorosa optei por comprar estes adaptadores para experimentar. Custaram 0,80€ cada pelo que achei que valia a pena o investimento. No fundo são pequenas borrachas que se colocam na ponta do lápis. Estas borrachas tem a formas nas laterais para ensinar os mais novos a colocar os dedos na posição correcta. 

2016-09-13 12.16.01.jpg

2016-09-13 11.55.06.jpg

2016-09-13 11.54.50.jpg

 

Agora vamos ver se resulta.