Está tão triste
Hoje acordamos com um menino muito choramingas. Tem febre e diz que lhe dói a boca. Foi preciso quase uma hora para comer uma banana. A cada dentada chora mas não desiste de comer.
Vamos lá ver o que é desta vez.


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Hoje acordamos com um menino muito choramingas. Tem febre e diz que lhe dói a boca. Foi preciso quase uma hora para comer uma banana. A cada dentada chora mas não desiste de comer.
Vamos lá ver o que é desta vez.


E foi o que fiz de sábado para domingo. Sai de casa um pouco depois da meia noite e só voltei depois das sete da manhã. De certeza que querem saber onde é que uma mãe de quatro vai fazer uma noitada assim. Estão roidinhos para saber como consigo ter tempo e energia para uma directa, não estão?
Pois vou dizer-vos que fui a um sitio muito emocionante e fui muito bem tratada. Claro que não fui sozinha mas não levei nenhuma das companhias que devem estar a pensar. Na verdade o meu companheiro de noitada foi nada mais, nada menos, que o senhor Santiago. Foi uma noite emocionante para os dois onde tivemos direito a colheita de sangue, RX, clisteres, análises urinárias. Tivemos também um rol de médicos a tentar perceber passa com o rapaz. Muitos foram os possíveis diagnósticos mas nenhum se comprovou. Acabamos por voltar a casa com a indicação de vigiar o peso do rapaz e voltar um dia ou dois depois se a situação persistir, devemos voltar de dia para poderem fazer uma ecografia ao abdómen.
O dia de ontem foi igual, ele passou o dia aos caídos, sempre a choramingar. Vamos esperar que hoje melhore. Custa muito ver os nossos filhos doentes mas custa ainda mais quando não sabemos o que é.



Quem me conhece sabe que sou uma pessoa bem disposta e sempre com uma atitude positiva. Sou daquelas pessoas que vê o copo como meio cheio em vez de meio vazio. Queixo-me bastante das coisas mas acredito sempre que tudo têm uma solução.
Contudo existem alturas em que é difícil manter uma atitude positiva. Alturas em que o cansaço é imenso e a paciência mínima. Alturas em que nos arrastamos para fora da cama e nem sabemos como aguentamos o dia. Sei que é uma fase e que vai passar mas estou à espera que passe à demasiado tempo.
Tudo começou à coisa de três semanas. Queixei-me aqui que pensava que os pequenos estavam a ficar doentes. Deixaram de comer. Não aguentavam a chucha na boca. Choravam o tempo todo. entretanto veio a febre e descobri que tinham a boca cheia de aftas. Apanharam a tão famosa febre aftosa e contagiaram a família toda. Os mais velhos tiveram também algumas aftas e andaram a comer mal. Queixaram-se uns dias mas voltaram ao normal. O marido foi quem mais sofreu, ficou com a boca e garganta num estado lastimoso. Teve que ir ao médico que lhe receitou uma solução para bochechar a boca e só agora está a passar. Na semana passada, no meio disto tudo, o Leonardo teve febres altas durante três dias. Não foi à escola e tive que o levar comigo para o trabalho. A febre passou do Leonardo para os gémeos e acabei por ter que ficar em casa. Entretanto melhoraram um pouco e consegui trabalhar quinta e sexta. No domingo o Santiago andou um pouco resmungão. Amanheceu a segunda-feira com os olhos ramelosos. Deixei-o na creche, os olhos pioraram um pouco e veio novamente a febre. Fui à farmácia com ele e comprei uma remédio para a vista. Passaram dois dias, os olhos casa vez piores e a febre sempre presente. Acabei por ir à urgência com ele. Disseram-nos que é um vírus que afecta a garganta, nariz e os olhos. Receitaram outro remédio para a vista e passaram um atestado porque não pode ir à creche. Estou novamente fechada com eles em casa à espera para ver que é o próximo a apanhar este vírus que segundo me explicaram é muito contagioso.
Passo dizer que em três semanas não me lembro de uma noite que tenha dormido bem. Quando digo bem refiro-me a dormir 4 ou 5 horas. Basicamente tenho acordado de hora a hora com alguém a chorar, a gemer de febre ou com um ataque de tosse.
A única coisa que me faça é que sou tão ruim que as doenças não querem nada comigo. Vou conseguindo tratar de todos sem ficar doente. Resta-me esperar que melhores dias cheguem.