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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Quase...

Desliguei o despertador que soava na mesa de cabeceira. PORRA! Já são horas de acordar? Estas noites estão a passar demasiado rápido. Parece que ainda agora me deitei e já são horas de levantar. PORRA!

Nem consigo abrir os olhos. Dói-me o corpo todo. Vou ficar aqui na ronha mais dez minutos até o despertador do marido tocar.

Deixo-me estar ali no quente da cama, sinto o sono a rondar, os olhos pesados. Estou quase a adormecer quando me recordo. PORRA! ainda só são três da manhã e tenho que dar o antibiótico ao Salvador.

Quase que o rapaz ficava sem remédio 😂

Fruta da época

Miúdos com tosse. Miúdos ranhosos. Miúdos afónicos. Para onde quer que olhe está igual. 

Ontem estive presente numa aula do Leonardo. Fiquei sem entender como os professores conseguem dar aulas com todo aquele barulho de fundo. Tão pouco percebi como é que as crianças conseguem perceber alguma coisa. Todos fechados dentro de uma sala em que mais de metade dos indivíduos tosse a cada três minutos. 

Claro que o meu Leonardo também está a ficar congestionado. O Guilherme já está a seguir o irmão e os gémeos começaram hoje a tossir. 

Acho que vamos ter um inverno muito difícil 😬

Clausura

Estou fechada em casa desde sábado. Saí ontem, por breves momentos, para ir ao médico com os rapazes. Este apenas confirmou o meu diagnóstico de varicela.

Os próximos dias prometem. Os rapazes passam o dia a mostrar-me cada borbulha nova que descobrem. Não sossegam dois minutos e cada vez que um toca no outro oiço:

- Mano cuidado com a minha varicela. MÃE o mano tocou numa das minhas varicelas!!!!

Rezem por mim🤪

Eu e o Inverno

Durante anos até gostei do inverno. Adorava andar à chuva e sentir o cheiro a terra molhada. Amava saltar as poças de água, isto já crescida. Andava frequentemente toda molhada porque nunca usava um guarda chuva. Gostava dos dias de céu limpo e aproveitava as horas de sol para aquecer o corpo. Adorava ir à neve e brincar até o frio se entranha nos ossos.

Adorava em pequena e continuei a adorar durante muitos anos. Adorei até ser mãe. Quando os meus filhos começaram a nascer percebi que o inverno é sinónimo de tosse, ranho e febres.  Os dias frios e escuros estão acompanhados de noites mal dormidas entre doenças e preocupações.

Os dias são passados entre idas ao médico, farmácia e medicamentos. Quando pensamos que ultrapassámos o obstáculo aparece logo outro e recomeça tudo outra vez. 

Se pudesse mudava de sítio em sítio e só vivia no verão  

De volta ao trabalho

O antibiótico já começou a fazer efeito e o rapaz está visivelmente melhor. Nos primeiros dois dias não me largou um segundo. Basicamente passei dois dias sentada no sofá com dois meninos em cima de mim. Digo dois porque o Santiago nunca saiu do pé de nós e estava sempre a agarrar-se a mim para mostrar que também aqui estava.

Na terça feira à tarde adormeceram os dois em cima de mim. Aos poucos consegui empurrar os rapazes até ficarem deitados no sofá. Pensei em aproveitar a oportunidade para tomar banho mas assim que saí do sofá o Salvador começou a chorar. Só se calou quando me sentei ao pé dele e se agarrou ao meu braço.

Não sei porque motivo as crianças ficam tão  necessitadas de colo. Até parece que o colo da mãe tem propriedades mágicas que os ajudam a melhorar.

Enfim foram dias em que não fiz nada mas que me deixaram exausta. Ontem finalmente o rapaz começou a dar sinal de melhoras. Deixou de chorar a cada cinco minutos. Comeu um pouquinho melhor. Dormiu um sono mais tranquilo. 

Agora é só esperar que fique a cem porcento e que a tosse do Santiago não se torne em algo mais. 

Semana sem fim

Tem sido uma semana difícil. Uma correria tremenda, um cansaço extremo. Ando tão cansada que muitas são as vezes que ando sem rumo e tenho que parar para pensar o que ia fazer para tomar o rumo certo. Ontem esqueci-me do Leo, está sem professor de educação física e saí às 15:30h. Eram quase 17h quando me lembrei. Voei até à escola a pensar que estaria chateado quando lá cheguei estava a brincar. Já tinha feito os trabalhos e brincava com outras crianças da escola. Vê-lo bem aliviou o peso na minha consciência. Voltei ao trabalho com ele, fomos à piscina co todos e ainda corri ao supermercado. Voltei estafada a suspirar por uma boa noite de sono. 

Acordei uma hora depois de adormecer com o Salvador a vomitar. Eu e o marido passamos o resto da noite em claro com o rapaz. Vomitou uma série de vezes. Chorou a noite toda a pedir água que tentamos racional, já que cada vez que bebia tornava a vomitar. 

Agora de manhã está a ferrado e só dizia que queria dormir. A mim só me apetecia ficar com ele mas não pode ser. Vamos ter que desencantar forças para mais um dia. 

 

 

Este tempo esquisito

Este tempo esquisito. Este calor fora de época. As noites e manhã frias aliadas a dias de um sol quente. Este vento que trás pó e pólen. Tudo isto contribuiu por um surto de tosse que se instalou cá em casa. Nuns manifestou-se sozinha, noutros com outros sintomas. Uns estão roucos, outros semi-febris. O pai queixa-se de dores de cabeça e dores de estômago. A mãe não vê a situação a melhorar, ouve a respiração dos pequenos a ficar mais ruidosa e começa a ficar preocupada.

Vamos lá ver o que os próximos dias nos reservam.

A cama dos pais e as doenças

Já não é a primeira vez que falo sobre a atracção que as crianças nutrem pela cama dos pais. Parece que é um género de reino magico que os faz dormir melhor.

Esta noite acordei com alguém a tentar enfiar-se na nossa cama. Percebi que era o Guilherme e pensei que estava a ter outro ataque de sonambulismo pelo que o mandei para a cama dele. Curiosamente ele respondeu-me coerentemente e eu percebi que afinal estava acordado. Disse-me que estava com calor na cama dele, como se dormir na nossa cama com mais duas pessoas resolvesse o problema. Eu disse-lhe que voltasse para a cama e não se tapasse até ao pescoço como costuma fazer. Pensei que de manhã iria retirar o edredom da cama dele para evitar que se cobrisse com ele. Se tiver dez cobertores o rapaz tapa-se com eles mesmo que esteja quarenta graus de temperatura. Estava então a pensar mudar os lençóis e a edredom enquanto ele saía do quarto. Eis que o oiço tentar travar um vómito e correr para a casa de banho. Acabou por vomitar a casa de banho inteira com ar de pânico. Lá o acalmei quando passaram os vómitos e consegui que voltasse a dormir.

Enquanto limpava a sujidade toda não pude deixar de pensar no facto de ter corrido para a nossa cama só porque não se sentia bem. Lembrei-me de tempos passados em que eu e o meu irmão fazíamos a mesma coisa. Bastava deitarmos-nos na cama dos nossa pais e ficávamos logo melhores, não ficávamos bons milagrosamente mas melhorávamos um pouco. Não sei se é a companhia se o aconchego mas a verdade é que a cama dos pais continua a ser o melhor remédio para as doenças.