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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Coisas que só nos acontecem a nós.

Costumo dizer que sou um pouco distraída mas a verdade é que sou muito distraída. Por vezes queixo-me que sou azarada mas a verdade é que já tive sorte em muitas situações na vida, sem esquecer no amor.

Resolvi então contar algumas das peripécias que já nos aconteceram e que ainda hoje nos fazem rir até chorar.

 

Tinha tirado a carta à pouco tempo e o meu pai deu-me o seu Fiat Uno para eu usar. Num belo e luminoso dia de Verão fui ao posto médico com a uma consulta com a mãe. Á saída dirigimos-nos ao carro, eu coloco a chave na porta e a fechadura nada de rodar. Comento com a minha mãe que não conseguia abrir a porta e dou a volta ao carro para tentar abrir a porta do passageiro. Tento na outra fechadura e nada.

A mãe pergunta onde é que eu tinha partido a antena. A chamada antena era um bocado de ferro roscado das obras, o pai fartou-se que lhe palmassem as antenas e arranjou aquela que nunca mais desapareceu. Eu olho para o ferro e reparo que está mais curto. Se calhar bati com ele nalgum sitio, respondo para a mãe e continuo fogo, fogo a tentar abrir a porta. De repente reparo que aquele carro não era o nosso. Eu estava a tentar arrombar um carro azul escuro com umas faixas amarelas a dizer Uno enquanto que o meu era todo preto.

Mãe, anda embora que este carro não é o nosso!  Que figura.