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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Os meus dias

Eu quero escrever mas as minhas mãos andam demasiado ocupadas para me permitirem escrever.

Tenho passado os meus dias assim

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Também assim

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O meu nariz está prestes a cair e os meus olhos ficam assim

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Isto tudo aliado à tortura da fisioterapia. Como se diz cada um tem o que merece😁. 

 

Imagens tiradas da net. 

O frio veio para ficar

O calor da cama fica mais convidativo. Noto que os rapazes dormem mais e é mais difícil acorda-los. Agora ainda é de dia quando acordamos mas dentro de dias a história vai mudar. Não basta sair do trabalho já com a noite cerrada e o frio a apertar. A única coisa que apetece é enroscar no sofá assim que entramos em casa. 

De manhã os rapazes queixam-se que está frio quando saltam da cama e reclamam por terem que vestir mais roupa. A antecipação do natal começa a sentir-se. Existem enfeites por todo o lado. Os canais de televisão já passam mais tempo a passar reclames de brinquedos do que a própria programação. Eu sinto-me cansada. Olho para o calendário e vejo o mês de Dezembro quase a chegar. Olho para todos aqueles fins de semana prolongados e para a semana de férias que vou gozar e sinto-me logo com mais força.

Mais uns dias de frio e vamos ficar todos juntos. Vamos poder passear e brincar. Até lá vamos vivendo um dia de cada vez.

E quando remamos contra a corrente

Gostava de conseguir escrever mais mas a verdade é que não tenho conseguido. Não vou dar a desculpa que é por falta de tempo porque não é totalmente verdade. Sim o tempo não é muito mas se tivesse, de facto, vontade conseguia arranjar um pouco. A verdade é que ando um pouco desanimada. Com o quê? Não sei bem. Com tudo e com nada. Porquê? Aos olhos dos outros, sem motivo aparente. Já perdi a conta às vezes que o marido me perguntou porque ando assim e a verdade é que nem eu sei bem.

Em parte acho que estou a sentir falta da semana que costumamos passar fora e que este não se concretizou. Pode parecer mentira mas essa semana é o suficiente para recuperar energias e este ano com a mudança de casa ainda tinha mais para repor. Sim tivemos férias mas estivemos sempre ocupados. Tínhamos muita coisa para resolver devido à mudança e quando demos por nós estávamos de volta ao trabalho.

O trabalho também não ajuda. Há anos que vemos coisas más e que esperamos que mudem. Fomos comprados uma vez e tivemos esperanças que a coisa entrasse nos eixos. Contudo depressa percebemos que iria ficar tudo na mesma. Meia dúzia de nós continuámos a remar contra a corrente e a tentar melhorar o que podíamos contudo quando nos cortam as pernas é difícil avançar. Os anos foram passando e as pessoas foram ficando cansadas. Fomos comprados novamente e o nosso coração encheu-se de esperança. A empresa entrou em grande, fez muitas mudanças e acreditamos que finalmente tinha chegado a resposta para as nossa preces. Contudo quando pensávamos que estacamos a começar a subir a montanha veio uma avalanche e voltamos ao inicio. Os poucos que remavam contra a corrente e começaram a desistir um por um e ninguém os pode culpar.

Fica uma situação de desanimo e de tristeza. Por muito que digamos à boca cheia que não nos importamos a verdade é que apenas nos tentamos enganar a nós próprios. A verdade é que o nosso coração sofre e continua a ter esperança que alguém abra os olhos e perceba que algo está mal. Até lá vamos dizendo a nós mesmos que não nos importamos e pode ser que um dia isso seja de facto verdade.

A mãe não tem sorte nenhuma

A mãe está cansada e gostava de descansar. A mãe passou os últimos dois meses a limpar e arrumar casas, uma para deixar outra para viver A mãe limpou tinta. A mãe limpou calcário. A mãe limpou porcaria até mais não, a mãe até limpou coisas que nem conseguia saber o que eram (provavelmente melhor assim). A mãe viu as duas semanas de férias encurtadas por razões laborais. Agora finalmente a mãe está de férias e a única coisa que queria era dormir mais um pouco de manhã. Será que é pedir muito? 

Parece que talvez seja um pedido demasiado ambicioso. A mãe acordou hoje às 6 horas da manhã com o robot a aspirar a casa e teve que fazer uma corrida até ao piso de baixo antes que o barulho acordasse a casa toda.

A mãe pensou que gosta muito do robótica mas se ele aspira mais vezes a esta hora vai ficar de castigo.

Dias de loucos

Três dias de trabalho e parece que já trabalhei um mês inteiro. Trabalho, trabalho e trabalho para onde quer que olhe. Por mais que corra está sempre tanto para fazer. As oito horas transformaram-se em dez, onze, doze e mesmo assim ainda à tanto para fazer.

Regresso a casa cansada, exausta sem vontade para nada. Se pudesse chegava tomava banho e enfiava-me na cama. Não para dormir porque o meu cérebro anda a funcionar em excesso e não me têm deixado dormir muito bem, mas para descansar o corpo. Contudo os rapazes precisam de atenção e sentem a minha falta. Desde que chego a casa já só me querem a mim. Querem vir para o meu colo, querem que seja eu a dar água, querem que seja eu a brincar com eles...

Pensamento positivo. Já só faltam mais dois dias.

Cansada ou maluca?

Estava a tomar banho quando me lembrei que necessitava cortar as unhas dos pés ou caso contrário teria que começar a comprar sapatos um numero acima. Pensei para mim que desse por onde desse ia fazê-lo de seguida mesmo que isso implicasse que os gémeos arrombassem da casa de banho. Sai do banho, sequei-me e ignorando os gritos, choros e encontrões na porta sentei-me para cortar as unhas. Preparei-me para iniciar a tarefa e qual é o meu espanto quando vejo umas unhas recentemente cortadas. Olhei, tornei a olhar e disse para mim própria ( sim falo para mim própria muitas vezes, Já me disseram que é sinal de loucura mas não consigo evitar:

- QUANDO RAIO É QUE TU CORTASTE AS UNHAS? NÃO ME LEMBRO DE O FAZER.

Já se passaram uns dias e eu continuo sem perceber o que aconteceu. Já revivi os últimos dias vezes e vezes sem conta e não me recordo de ter feito o serviço. Será que o fiz em estado sonâmbulo? 

Estou demasiado cansada para conseguir chegar a uma conclusão sobre o assunto mas preciso de algo para me elevar a moral por isso digam-me que não sou a única a esquecer coisas destas. 

Pensamentos, pensamentos

Ando cansada, ou melhor ando exausta. Não por causa dos pequenos que têm dormido lindamente mas sim por causa da minha cabeça que teima em não sossegar.

O marido vai para a cama cedo porque tem que sair de madrugada e eu deixo-me ficar no sofá a ver uma série. Por norma consigo ver cerca de vinte minutos antes de adormecer. Acordo cerca de meia hora mais tarde e vou para a cama. Acontece que entre a sala e a cama a minha cabeça resolve despertar. Deito-me e tento dormir. Os pensamentos ganham vida própria e passam a uma velocidade vertiginosa. Eu quero dormir mas não consigo parar aquela avalanche de ideias que me desfilam diante dos olhos. Passado uma hora desisto e volta para o sofá. Acabo de ver a série, isto é, tenho sorte se conseguir acabar a série antes de adormecer. Acordo novamente toda torta e vou para cama. Mais uma vez a minha cabeça resolve lembrar-se de tudo e mais alguma coisa e não me deixa dormir. Desisto ao fim de uma hora, volto para a sala....

Provavelmente já perceberam que é um ciclo vicioso. Acabo por adormecer na cama quase à hora de o marido deitar. O despertador toca cerca de três horas depois contudo, parece-me que só passaram minutos. 

Gostava mesmo de descobrir onde desligo estes pensamentos para conseguir dormir descansada.

Lamento mas hoje não me apetece trabalhar!

A verdade é que estou exausta. Ainda não recuperei da escarlatina dos gémeos. Para além disso os pequenos têm andado loucos. Chega a hora de dormir e só querem brincar. Eu tenho que me zangar e dizer-lhe que é para dormir. Mesmo assim só consigo que adormeçam perto da meia noite. Depois o Santiago habituou-se a dormir comigo e tenho passado a semana toda a tentar deixa-lo sozinho na cama. Deito-me na minha cama e nem passado meia hora  já está a chamar para mim. Volto para o pé dele e ando assim um pouco até que desisto e durmo o resto da noite na cama dele.

Como se não bastasse, todos os dias, de manhã, os pequenos acordam super animados a pensar que vão para a praia. Estou a vesti-los e eles a dizer:

-À praia, à água!

Ora trabalho ou praia? Lá venho eu de mau humor trabalhar e passo o dia a sonhar com a praia.