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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

O Sol voltou a brilhar

Adoro acordar de manhã e ver a luz do sol a entrar pelas ranhuras dos estores. Sair da cama já com claridade e sem ficar enregelada assim que coloco um pé de fora. O sol brilha lá fora e isso deixa-nos mais bem dispostos. A temperatura subiu e isso deixa-nos mais felizes. Os pequenos têm acordado melhor e mais animados. Não se queixam do frio nem dos quilos de roupa que têm que vestir.

Conseguimos sair de casa a horas e sem grandes chatices. Os mais velhos vão contentes porque podem brincar à vontade no recreio. Não há chuva a impedi-los de jogar à bola. Não há frio que os obrigue a permanecer nas sala durante o intervalo.

Os pequenos também vão mais animados. Podem finalmente sair à rua sem sentirem frio ou ficarem molhados. Conseguimos ir ao parque. Passear pelos relvados verdes. Apanhar flores que começam a desabrochar com a aproximação da primavera.

Sei que este calor não deve nem podem ficar assim por muito tempo. Sei que está demasiado quente para a época mas por enquanto vamos aproveitar para passear e nos divertirmos.

Alguém consegue dormir com este calor?

Adormeci meia horinha no sofá. Acordei suada, olhei para o lado e vi o marido ao meu lado, também a dormir sentado. Acordei-o e mandei-o para a cama. Segui-o, deitei-me e esperei cair no sono. Passou dez minutos, quinze, vinte e o sono nada de voltar. Vendo bem a coisa até tenho sono o problema é que este calor insuportável não me deixa dormir. Se me deito no sofá aqueço, se me deito no cama o colchão parece que fervilha debaixo de mim.

Abri a janela mas não corre uma aragem. Não me atrevo a ligar o ar condicionado com medo que os pequenos acordem com o barulho da maquina exterior. Resolvi então levantar-me e vir escrever um pouco. Aqui estou eu quase à uma da manhã a escrever, claro que vou agendar o post para uma hora decente.

Vou continuando por aqui a escrever e a ler um pouco à espera que a noite avance e traga uma temperatura mais fresquinha. Já sei que amanhã vou estar ferradinha quando o despertados tocar às seis e pouco da manhã. Vou acordar com sono, olheiras descomunais e cara de poucos amigos. Vou resmungar comigo mesma e prometer que me vou deitar mais cedo mas a verdade é que a noite vêm e é sempre a mesma coisa.

Será que sou só eu que não consigo dormir? 

Começo a achar que o problema é meu porque cá em casa tudo dorme menos eu e os mais velhos estão tapados com o lençol até ao pescoço. Não sei se sou eu que não sou normal ou ele.

Brincar na rua

Estou aqui deitada às escuras no sofá com as janelas abertas a desfrutar de uma brisa fresquinha que entra e do som das crianças a brincar na rua. Dou por mim de sorriso nos lábios a recordar o tempo em que também eu brincava na rua. Eram tempos maravilhosos em que as aulas acabavam, o calor apertava e a noite convidava à saída.

As casas mais pareciam fornos de tão quentes pelo que corríamos para a rua. Éramos um grupo de cerca de 15 crianças que nos juntávamos a jogar à bola, ao mata, à apanhada ou às escondidas. Por vezes sós, outras acompanhados por alguns pais, deixávamos-nos ficar até as tantas no fresquinho da noite. Não havia necessidade de casacos mais não fosse por causa de toda a correria. Como não havia aulas podíamos ficar sem recolher obrigatório, voltávamos a casa perto das duas da manhã, adormecíamos exaustos mal caímos na cama já não importava o calor.

Recordo estes tempos com saudades, foram tempos fenomenais. Recordo estes tempos com pesar por todas as crianças que não sabem quão bom é brincar na rua. Contudo hoje tive esperança pelas nossas crianças. Afinal não está tudo perdido, quem sabe daqui por dois ou três anos não serão os meus que brincarão aqui na rua. Talvez os possa deixar ir para que vejam que há mais na vida que televisão e videojogos. Por vezes as coisas melhores são também as mais simples.