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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Jogo do telefone avariado

Quem se lembra deste jogo que tanto nos entretinha em crianças? Eu cá adorava jogar, fazíamos uma fila imensa com todos os colegas de turma e depois era só rir dos disparates que saiam da boca do ultimo da fila.

Ontem à noite os mais velhos estavam a queixar-se de estarem aborrecidos. Agora passam o tempo nisto, nada lhes agrada nos dez canais de desenhos animados que temos actualmente. Nada lhes agrada dos quinhentos filmes de animação que temos cá em casa. Nada lhes agrada do monte de brinquedos que temos. A única coisa que querem é jogar mas têm azar que não lhes fazemos a vontade. Cada vez mais tentamos reduzir o tempo que passam à frente de vídeo jogos e até da televisão. Queremos que aprendam a brincar de outras formas tal como nós fizemos na nossa geração. Gostava de ver como é que se safavam se apenas desse uma hora de desenhos animados por dia na televisão e claro apenas num canal. Gostava de os ver brincar com o mesmo brinquedo dias e dias só porque não tinham mais nenhum. Ás vezes acho que é isso que faz falta às nossas crianças. Têm tudo e por isso não dão valor a nada.

Como estava a dizer, os mais velhos estavam aborrecidos e eu lembrei-me de brincar com eles. Disse uma frase de uma forma rápida ao ouvido do Leonardo e expliquei-lhe que devia fazer o mesmo ao Guilherme, depois disse ao Guilherme para dizer o que ouviu em voz alta. Claro que saiu uma coisa disparatada, um monte de ruídos e nós só nos conseguíamos rir. Os pequenos foram atraídos pelas gargalhadas e também quiseram jogar o que tornou a coisa ainda mais disparatada. Passamos ali um bom bocado e quando chegou a hora de dormir todos queriam continuar a jogar.

Por fim lá aceitaram deitar-se mas os risos continuaram mais um pouco. Os mais velhos antes de adormecerem disseram que no dia seguinte iam tentar ensinar o jogo ao colegas da escola. É tão bom reviver bons momentos da nossa infância através deles.

Poderia ter sido um mau dia.

No sábado o Guilherme teve uma festa de anos. Desafiei o Leonardo a vir comigo à biblioteca, o plano era deixar o Guilherme e passar as 3 horas da festa entre livros. Paramos para deixar o Guilherme e o Leonardo foi convidado a ficar. Ele olhos para os outras crianças, para os insufláveis e afirmou que preferia ir à biblioteca.

Rumamos então ao local entusiasmados para encontrar algo novo para requisitar, infelizmente não tivemos essa sorte porque estava fechada devido à tolerância de ponto. Vi na cara do meu rapaz que tinha ficado desiludido, tive medo que amuasse o resto do dia ou que ficasse zangado como só ele sabe ficar.

Perguntei-lhe se queria que o fosse por à festa ou se queria passear comigo. Disse-me logo que queria estar comigo, sei que me adora e faz tudo para passar tempo comigo. Optamos então por dar um passeio ali mesmo à beira rio, andamos um pouco e depois fomos ao parque infantil onde ficou mais de meia hora só a andar no baloiço. Acho que teve a saborear o facto de não estar sempre nenhum dos irmãos a atravessar-se à frente ou a pedir a vez.

De seguida passamos no supermercado a fazer umas compras. Comemos um gelado e fomos buscar o Guilherme. 

A caminho de casa perguntei-lhe se tinha sido um dia muito aborrecido e ele respondeu que até se tinha divertido muito. O rapaz é cá dos meus, sabe que interessa mais com quem estamos do que o que fazemos. Eu adorei ter umas horas só com ele. Claro que adoro a azáfama da minha família numerosa mas também sabe bem algum tempo individualizado com cada um dos meus filhos.

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Fotos para a posterioridade

Em tempos contei-vos que fomos fazer uma sessão fotográfica. Foi difícil conciliar a nossa agenda com a do fotografo. O objectivo era fazer uns álbuns para oferecer às avós e à madrinha que fazem todas anos em Agosto. As prendas foram dadas fora de horas mas estavam tão giras que ninguém se importou de receber tarde. Depois foram necessários mais alguns meses para conseguirmos as nossas fotos impressas e em formato digital mas finalmente temos tudo.  

O trabalho foi feito por um amigo que por sinal também foi o fotógrafo do nosso casamento. Fez um trabalho fantástico e olhem que os modelos, principalmente os pequenos não ajudaram.

Deixo-vos as minhas fotos preferidas e o link do artista.

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Os melhores momentos aparecem das coisas mais simples

Por vezes os melhores momentos aparecem do nada e quando menos estamos à espera.

Ontem o marido abandonou-me e eu fiquei sozinha com os 4 meninos. Eu precisava urgentemente de arranjar os brindes para o baptizado, que está mesmo ao virar da esquina, mas também precisava dar atenção à criançada. Então ocorreu-me uma ideia.

Coloquei tudo em cima da mesa da sala e fechamos-nos os cinco naquela assoalhada. Liguei a TV no baby tv para os pequenos e pus os dois mais velhos a ajudar-me. Ficaram encarregues dos sacos dos doces para as crianças e devo dizer que foi uma delicia vê-los trabalhar. Cada saquinho teve o seu conteúdo escrupulosamente escolhido, cada doce foi cuidadosamente avaliado. No final os sacos ficaram cheios de doces e de amor.

O melhor disto tudo é que, para além de termos desfrutado de alguns momentos em família,os meninos ficaram radiantes de me terem ajudado. Hoje já estiveram a namorar os sacos e já sei que no dia vão dizer, com orgulho, a toda a gente que foram eles que prepararam as prendinhas.

Resta-me dizer que puderam comer um doce cada um, antes do jantar, como recompensa pelo trabalho infantil.