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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Reunião de pais

Ontem foi dia de reunião de pais, primeiro fui à do Leonardo e de seguida troquei de sala para a do Guilherme. Já sabia as notas que os rapazes tinham tido mas não estava à espera de ouvir os comentários que ouvi por parte das professoras.

O Leonardo teve um excelente aproveitamento, muito bons nas disciplinas principais, muito bons e bons nas extra curriculares. A professora não se cansa de dizer que é uma criança com uma sede de conhecimento incrível. É interessado, participativo e despachado. Na escola estão contentíssimas porque têm conseguido que ele coma algumas colheres de sopa e que prove os pratos de peixe. Em relação ao comportamento, a professora confirmou que tem feito birras mas nada incontrolável. Aparentemente as birras resultam em atirar coisas para o chão ou amuar. A professora diz que o deixa ficar a remoer um pouco, depois lhe pede para apanhar as coisas e ele faz. As birras têm inicio num sentimento de frustração. Quer ser sempre ele a ir ao quadro, quer ser ele a responder  a tudo, quer ser o primeiro a acabar. Segundo a professora me disse basta olhar para o lado e ver que o colega está mais avançado no trabalho para ficar logo chateado. Vamos ter que continuar a trabalhar este aspecto do comportamento. Só gostava de saber o que desencadeou isso novamente. Passou os primeiros cinco ou seis meses de escola tão bem e depois de um momento para o outro regrediu e voltou aos comportamentos que tinha o ano passado. Até fiquei a pensar se as birras teriam começado quando começaram a tentar força-lo o comer. Nem eu nem a professora nos recordamos mas em fiquei com a sensação que foi isso que despoletou tudo novamente.

Em relação ao Guilherme vi e ouvi coisas que nunca pensei. O Guilherme teve bons a todas as disciplinas, excepto Português na qual teve suficiente. Percebi ao ver os teste que só teve suficiente a Português porque a professora quis jogar pelo seguro. Ao todo, fizeram três avaliações e em todas teve bom a esta disciplina. Notei ainda que as percentagens têm vindo a crescer e no ultimo teste teve 75%. Nunca pensei que conseguíssemos chegar a um resultado tão alto. Digo conseguimos porque no fundo isto é um trabalho de equipa. A própria professora disse que todos os pais estavam de parabéns porque notava que tínhamos trabalhado muito com eles em casa. A professora enalteceu o facto de o Guilherme ser muito responsável quando os outros pais se queixaram que os filhos se esquecem dos livros na escola e depois não podem fazer os trabalhos. Mal ela sabe que tivemos o mesmo problema no inicio do ano até que apertamos com ele e a situação resolveu-se. Mal ela sabe que ele é responsável com os livros mas não o é com a lancheira, chapéu de chuva e casacos. Bem não pode ser tudo bom. Perguntei que a letra estava melhor e a professora confirmou que sim. Expliquei-lhe que o obrigamos a passar os trabalhos de casa a limpo cada vez que a letra está feia e que isso têm resultado. Começa a perceber que se fizer uma letra aceitável só têm que fazer as coisas uma vez se não faz tudo a dobrar.

Voltei para casa orgulhosa e fiz questão de contar tudo a eles e ao marido durante o jantar. Dei-lhes os parabéns mas também lhes disse o que é preciso melhorar. No caso do Leonardo é o comportamento e ele entendeu que têm que mudar de atitude. Da nossa parte vamos continuar a falar com ele e a mostrar-lhe como ser uma pessoa melhor. Em relação ao Guilherme expliquei-lhe que fiquei um pouco triste com os testes de matemática porque ele é capaz de muito melhor. Não é que um bom seja mau mas é triste ver que têm perguntas incompletas só porque deixou a resposta a meio. Aceito que não fez porque não sabe ou porque não teve tempo. Não aceito que saiba e faça mas deixe incompleto porque têm a cabeça no ar. Vamos continuar a trabalhar maioritariamente a letra e o Português mas tenho que lhe dar uma ajudinha na matemática para ver se ele não deixa mais coisas incompletas.