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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Mas a quem é que saem assim?

É uma pergunta que nos fazemos muitas vezes perante certos comportamentos dos nosso filhos. Se for um comportamento bom é certo que sai ao pai e à mãe. É bom a matemática, sai ao pai. É bom no raciocínio mental puxa à mãe. Já se for um mau habito, não sai a ninguém. Não sai ao pai, não sai à mãe, deve sair a ele próprio.

Mas e quando percebemos que afinal o que criticamos foi herdado de nós?

O marido implica que o Leonardo fala muito alto. Sim é verdade que ele fala muito alto mas o meu marido também fala e o meu sogro então parece que está sempre a gritar. Parece-me a mim que afinal herdou de alguém.

Já o Guilherme é um cabeça no ar. Sabem a quem é que ele sai? Pois eu também não.  Claro que tinha que sair à mãezinha. E sai mais a mim do que eu alguma vez pensei. No outro dia estava a falar com a professora que me disse que ele parecia que estava sempre a sonhar acordado na aula, parece que não presta atenção a nada mas afinal está a apanhar tudo na mesma. Estava a ouvir a professora e a pensar que eu era igualzinha. Lembro-me de passar horas a imaginar histórias na minha cabeça, quando dava conta já tinha acabado a aula e eu nem tinha estado lá. No entanto, não me perguntem como, apanhava a matéria toda na mesma. Outra coisa que a professora se queixou é que o rapaz deixa de fazer certas coisas na sala só para ler o seu livro e eu mais uma vez revi-me. Tantos livros que foram lidos à socapa nas aulas. Tanta matéria que deveria ter sido estudada mas que era posta de lado porque o chamamento do livro era mais forte.

Outra coisa que me queixo é do facto de se esquecerem de tudo. Esquecem-se dos casacos, dos gorros, das lancheiras. Depois penso um pouco e recordo que deixei de usar chapéus de chuva porque os perdia todos. Lembro-me de perder um casaco. Lembro-me do pânico que senti quando um dia não conseguia encontrar a mochila. Mais tarde percebi que não podia levar os livros e cadernos nas mãos como faziam as minhas colegas porque saia de casa com eles mas dificilmente regressava com todos.

Percebo agora que afinal são mais parecidos connosco do que pensamos. Basta colocarmos-nos nos sapatos deles e logo vamos relembrar as nossas aventuras de crianças. No fim vão perceber que afinal os nossos filhos são muito melhor do que nós fomos.

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