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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Hoje deve ser o dia do azar!

Atenção que isto foi a expressão que o meu Leonardo utilizou hoje de manhã e eu não podia estar mais de acordo com ele. Andei a correr desde que acordei para despachar os miúdos e sair ao mesmo tempo que o marido. Meninos comam, meninos vistam-se, meninos já vos disse para se calçarem, meninos calcem-se, porque é que ainda não estão calçados?

Uma pessoa chega ao carro já cansada. O marido ajuda-me a colocar os gémeos no carro e eu preparo-me para sair. Ligo o carro, o Salvador não para de choramingar, o Leonardo canta, o Santiago não para de refilar com o Leonardo e o Gui sempre a fazer perguntas.

-Porque é que o pai vai de mota? Vai trabalhar? Porque é que ele ligou a mota se ainda não está sentado nela?

Eu a tentar fazer manobra enquanto luto com o comando para abrir o portão. Lembro-me que o marido emprestou o comando dela à vizinha para fazer uma cópia, penso que lhe devo dar o meu visto que é ele que chega primeiro com os miúdos todos. Aproximo o carro da mota, abro o vidro e entrego-lhe o comando. Com isto tudo acabei por colocar o carro num angulo muito esquisito na garagem, daqueles que quanto mais manobras fazemos mais encrencados ficamos. Resolvi ir para a frente para fazer manobra. Os miúdos não se calam, a mota está a fazer barulho e a minha dor de cabeça começa a acordar. O marido faz-me sinal e eu percebo que encostei na carrinha dele, com o barulho nem ouvi nada. Quando desencosto percebo que deixei dois riscos cinzentos por cima do azul. Fico danada comigo própria e o marido fica com cara de poucos amigos. Faço mais não sei quantas manobras e lá consegui sair da garagem sem mais estragos. 

Saiu de casa e apanho um trânsito descomunal por causa da estrada da escola estar fechada. Lá vou eu no para arranca, com o carro a gritar que não têm gasóleo e a desancar-me psicologicamente pela asneira que fiz na garagem. Chego a casa da mãe corro a deixar os gémeos. O Salvador chora e pede-me colo. Agarra-se a mim igual a uma lapa como quem diz não me deixes. Fico com o coração apertado mas tenho que o deixar. Vou para a porta e vêm os dois agarrar-se a mim. Só me apetecia pegar neles e voltar para casa mas não pode ser. Por fim a avó lá os distraiu com o Ruca na televisão e eu sai sorrateiramente.

Apreço-me para por gasóleo, chego à bomba e descubro que está em obras. Em vez de seis apenas três estão a funcionar. Espero para por gasóleo, espero para pagar e saímos da bomba mais tarde do que o previsto. Faço gincanas dentro do bairro para chegar até à escola e deixar os mais velhos. Sigo por um caminho diferente visto que o que fazia habitualmente está cortado. Chego a meio e deparo-me com mais de dois quilómetros de fila. Dou meia volta e sigo por outro caminho.  Chego à entrada da auto-estrada à hora  a que costumo estar a chegar ao trabalho.

Claro que cheguei mais atrasada do que o costume e com um humor daqueles.

 

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