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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Eu, só eu...

Ontem a caminho de casa tive uma situação caricata. De um momento para o outro o carro começa a apitar e eu começo a perceber o motivo de tanto alarido. Vi então que o Salvador tinha tirado o cinto de segurança e fui forçada a parar o carro. Tive que encostar numa zona de terra à beira da estrada mas como era estreita fiquei mesmo rente ao traço continuo. Aproveitei uma brecha no transito, sai do meu local e enfiei-me no banco de trás para apertar o cinto ao rapaz.

Ralhei com ele e disse-lhe que não podia fazer aquilo. Ele desatou a chorar, eu tentei acalma-lo quando comecei a ficar em pânico perante a asneira que tinha feito. Quando me sentei no banco de trás deixei que a porta fechasse porque não queria que algum carro ma arrancasse, o problema é que temos a tranca de crianças activada. Assim dei por mim fechada junto com os miúdos no banco de trás. Tentei baixar o vidro para alcançar o puxador do lado de fora mas também os vidros estão trancados para segurança dos pequenos.

Pois estava ali presa com o carro a trabalhar, chave na ignição, o Salvador a chorar e eu só pensava o que mais poderia correr mal. A única opção era passar por entre os bancos para os lugares da frente. Num carro normal isto até nem corre mal, mas no nosso é um pouco mais difícil devido aos apoios de braços que diminuem o espaço entre bancos e por causa da consola de arrumação que existe entre os bancos, no local onde costumava estar o travão de mão. Juntem a isto o facto de eu conduzir com o banco colado ao volante e o espaço para me enfiar entre o banco e o volante é quase inexistente. Acabei por fazer quase a espargata, apontei a perna direita para o buraco disponível, deixei a esquerda no espaço de trás. Depois deixei-me deslizar para o banco do condutor sem saber o que fazer á perna esquerda. Lá consegui juntar o joelho à testa e roda-la para o sitio certo.

Se me cansar da minha profissão actual posso ir trabalhar como contorcionista. No fim chegamos a casa sãos e salvos. O marido perguntou porque tinha demorado tanto eu limitei-me a sorrir e pensar se ele soubesse....

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CorretorMais

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