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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Estes rapazes conseguem fazer-me sempre sorrir

Os gémeos estão de todo. Crescem a cada dia que passa e começam a ter uns comportamentos muito giros. Já não querem comer nas cadeiras da papa, já tirámos os tampos e colocamo-los a comer à mesa connosco mas mesmo assim fazem fita. Querem sentar-se nas nossas cadeiras e não querem babetes como se já fossem crescidos. Começam a querer vestir e despir certas coisas.

Estão também cada vez mais gozões. Vou trocar de roupa, dispo a camisola e quando vou para vestir a do pijama não a encontro. Oiço uma gargalhada e percebo que são eles que a levaram. Passam a vida a roubar-nos coisas só para que andemos a persegui-los pela casa. Eles correm à nossa frente enquanto se riem à gargalhadas e nós derretemo-nos a ouvi-los.

O discurso está também mais fluido e começa a ter saídas engraçadas. O Salvador entro na nossa casa de banho e percebeu que a cabine de duche tinha desaparecido. Olhou para o espaço vazio e disse:

- O tomar banho fugiu!

E foi assim que ficou apelidado o facto de não termos onde tomar duche. Ainda não largaram as fraldas mas avisam assim que estão sujos para que os troquemos. Começam também a demostrar interesse no que vestem, se vestem uma camisola com um dinossauro andam o dia todo a apontar para o boneco enquanto dizem dinossauro e grunhem como um ( pelo menos presumo eu)

No outro dia estavam a brincar todo e o Leonardo aleijou-se. Sentou-se a chorar e os pequenos vieram fazer-lhe festas enquanto diziam:

-Não lora (chora) Nardo. Ponto, ponto. Não lora.

Um dia deste o Santiago escondeu-se atrás do sofá quando estávamos para sair e eu pense que ele tinha estado a fazer alguma coisa na fralda. Perguntei-lhe e ele não me respondeu. Vou ter com ele para perceber e deparo-me com o Salvador a levantar a camisola do irmão com uma mão enquanto que com a outra puxava a fralda. Espreitou para dentro da fralda do irmão e disse:

- Não tem cocó!

São tantas as situações que andamos constantemente com um sorriso nos lábios.