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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

E quando remamos contra a corrente

Gostava de conseguir escrever mais mas a verdade é que não tenho conseguido. Não vou dar a desculpa que é por falta de tempo porque não é totalmente verdade. Sim o tempo não é muito mas se tivesse, de facto, vontade conseguia arranjar um pouco. A verdade é que ando um pouco desanimada. Com o quê? Não sei bem. Com tudo e com nada. Porquê? Aos olhos dos outros, sem motivo aparente. Já perdi a conta às vezes que o marido me perguntou porque ando assim e a verdade é que nem eu sei bem.

Em parte acho que estou a sentir falta da semana que costumamos passar fora e que este não se concretizou. Pode parecer mentira mas essa semana é o suficiente para recuperar energias e este ano com a mudança de casa ainda tinha mais para repor. Sim tivemos férias mas estivemos sempre ocupados. Tínhamos muita coisa para resolver devido à mudança e quando demos por nós estávamos de volta ao trabalho.

O trabalho também não ajuda. Há anos que vemos coisas más e que esperamos que mudem. Fomos comprados uma vez e tivemos esperanças que a coisa entrasse nos eixos. Contudo depressa percebemos que iria ficar tudo na mesma. Meia dúzia de nós continuámos a remar contra a corrente e a tentar melhorar o que podíamos contudo quando nos cortam as pernas é difícil avançar. Os anos foram passando e as pessoas foram ficando cansadas. Fomos comprados novamente e o nosso coração encheu-se de esperança. A empresa entrou em grande, fez muitas mudanças e acreditamos que finalmente tinha chegado a resposta para as nossa preces. Contudo quando pensávamos que estacamos a começar a subir a montanha veio uma avalanche e voltamos ao inicio. Os poucos que remavam contra a corrente e começaram a desistir um por um e ninguém os pode culpar.

Fica uma situação de desanimo e de tristeza. Por muito que digamos à boca cheia que não nos importamos a verdade é que apenas nos tentamos enganar a nós próprios. A verdade é que o nosso coração sofre e continua a ter esperança que alguém abra os olhos e perceba que algo está mal. Até lá vamos dizendo a nós mesmos que não nos importamos e pode ser que um dia isso seja de facto verdade.

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