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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Desafio de escrita dos pássaros #2.5

Hoje é um dia especial. Não sei o que aconteceu mas tudo corre bem. Não tenho que me apressar para ir deixar os rapazes na escola e seguir para o trabalho. Não tenho que limpar a casa. O cesto da roupa suja está vazio, o que é coisa inédita cá em casa. 

Os rapazes nem parecem eles. Dormiram, pela primeira vez na vida, até as dez da manhã. Acordaram bem dispostos e ainda não houve dramas. Estão mais silênciosos que o habitual e fazem tudo o que lhes digo à primeira.

Comecei um livro e não fui interrompida nem uma vez. O marido disse que hoje tratava do almoço e eu agradeci. Fiquei pelo cadeirão até ouvir que o comer estava pronto. 

Os rapazes ajudaram o pai a colocar a mesa. Conversaram sobre os últimos dias sem falarem uns por cima dos outros. 

Depois de almoço saíram todos para a rua. Eu  troquei o cadeirão pela cama de rede, continuei a leitura até cair no sono. Acordei com o rebuliço dos meus homens a entrarem em casa.

Vinham suados e felizes da brincadeira. Não foi preciso dizer nada. Seguiram ordeiramente para o banho sem discutirem a ordem do uso do mesmo.

O jantar foi preparado em conjunto. As malas da escola foram preparadas para o dia seguinte e a roupa escolhida. 

Na hora de dormir fui surpreendida com quatro rapazes deitados em silêncio. Nada de confusão, nada de birras, nem implicâncias. 

Eu desfrutei ao máximo desta harmonia tão pouco usual mas tão benéfica. Aproveitei bem porque sabia que era sol de pouca dura. 

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