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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

De volta a casa

 

 

 

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Tivemos um começo atribulado. O Salvador caiu da nossa cama no sábado de manhã. Deve ter descido da cama, como já sabe fazer, mas depois faltou-lhe as forças nas pernas e bateu com a boca. Quando cheguei ao pé dele estava a deitar sangue da boca, o marido stressado  como é começou logo a dizer que tínhamos de ir para o hospital com o menino. Eu acalmei o menino, limpei-lhe a boca e vi que só tinha um pequeno golpe no lábio. O pai fez-lhe gelo, dei-lhe o leite e mamou bem pelo que vimos que tinha sido apenas um susto. 

Metemos tudo no carro e iniciamos o caminho. Os gémeos dormiram a primeira hora e meia de caminho mas quando acordaram não se calavam. Acabei por ir o resto da viagem espremida entre eles e mesmos assim estavam sempre a resmungar. Só levantavam o rabo da cadeira como quem diz, deixa-me sair. Custou mas chegamos. Fomos almoçar e depois seguimos para a casa. Tínhamos combinado entrar as 15h mas quando lá chegamos a casa ainda não estava pronta. Esperamos quase uma hora até que finalmente o Sr. nos veio entregar a chave, desculpou-se que casa tinha ficado muito suja das pessoas anteriores e por isso tinha demorado mais tempo. Claro que preferia esperar e encontrar a casa limpa mas não foi isso que aconteceu. Assim que pus os meninos no chão ficaram com as pernas todas pretas. O sofá estava sujo, os armários colavam e a loiça cheirava a gordura. Até um copo meio de agua encontrei no armário. 

Só me apetecia pegar nas malas e vir-me embora mas claro que não valia a pena. Fui as compras, comprei produtos de limpeza e passamos o resto da tarde de sábado a limpar. Limpei o mínimo e indispensável, apenas o que necessitávamos para usar. Lavei alguma roupa de casa que tinham, tapei o sofá com duas mantas que tinha levado para as camas dos mais velhos, caso as noites estivessem frescas. 

Depois disso a casa ficou mais apresentável. A TV estava limitada a 16 canais, os quatros portugueses principais e os restantes todos estrangeiros, o único canal de bonecos era alemão o que não agradou aos meninos. Contudo como passávamos quase os dias todos fora de casa os bonecos acabaram por não fazer falta.

Levamos um dia ou dois a adaptarmos-nos, os gémeos andaram mais chorões, os mais velhos andaram eufóricos mas depois entramos em velocidade cruzeiro e desfrutamos de algum descanso. Tivemos muito tempo em família, coisa que tanta falta nos faz. Desfrutamos da piscina e da belíssima praia da rocha. A agua estava boa, o tempo agradável. A praia estava sempre limpa, cheia de pessoas muito simpáticas, só é pena termos que descer e subir uma escadaria considerável, com os gémeos ao colo, para lá chegarmos.

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Voltamos no domingo a casa. A casa estava toda desarrumada devido as pinturas. Arrumar a casa, as malas. Ir as compras. Pilhas de roupa para lavar e depois pilhas de roupa para passar. O marido já disse que nunca mais vamos de férias para uma casa. Isto de ter de levar lençóis, toalhas, panos da loiça.... só ajuda a piorar a situação. Para além disso temos que ir buscar comer, por a mesa, levantar a mesa, por a loiça na maquina, tira a loiça da maquina, varre o chão, lava o chão. No fim a rotina é a mesma mas noutra casa. Não estou a desdenhar, souberam muito bem mas poderiam ter sido um pouco melhor. Para os meninos foram as melhores ferias do mundo. O Leonardo veio mais calmo, ainda faz algumas birras mas em muito menos escala.

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