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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Brincar na rua

Estou aqui deitada às escuras no sofá com as janelas abertas a desfrutar de uma brisa fresquinha que entra e do som das crianças a brincar na rua. Dou por mim de sorriso nos lábios a recordar o tempo em que também eu brincava na rua. Eram tempos maravilhosos em que as aulas acabavam, o calor apertava e a noite convidava à saída.

As casas mais pareciam fornos de tão quentes pelo que corríamos para a rua. Éramos um grupo de cerca de 15 crianças que nos juntávamos a jogar à bola, ao mata, à apanhada ou às escondidas. Por vezes sós, outras acompanhados por alguns pais, deixávamos-nos ficar até as tantas no fresquinho da noite. Não havia necessidade de casacos mais não fosse por causa de toda a correria. Como não havia aulas podíamos ficar sem recolher obrigatório, voltávamos a casa perto das duas da manhã, adormecíamos exaustos mal caímos na cama já não importava o calor.

Recordo estes tempos com saudades, foram tempos fenomenais. Recordo estes tempos com pesar por todas as crianças que não sabem quão bom é brincar na rua. Contudo hoje tive esperança pelas nossas crianças. Afinal não está tudo perdido, quem sabe daqui por dois ou três anos não serão os meus que brincarão aqui na rua. Talvez os possa deixar ir para que vejam que há mais na vida que televisão e videojogos. Por vezes as coisas melhores são também as mais simples.

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