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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Aprender a partilhar

Há uns tempos estava a falar com uma conhecida sobre ter mais do que um filho. A conhecida em questão dizia que não tinha vida para ter mais do que um filho e explicava-me porquê:

-Ainda agora dei um computador ao meu M.Se tivesse outro filho tinha que comprar outro computador, não tenho vida para isso.

Eu ouvi a desculpa estapafúrdia, desculpem a expressão mas a resposta não tinha qualquer lógica. Acho muito bem que as pessoas tenham o numero de filhos que quiserem. Se não os quiserem ter eu concordo porque cada um é livre de decidir sobre a sua vida. Mas a lógica desta mulher sobre o ter que dar igual aos dois filhos a mim parece-me surreal.

Para mim as crianças têm que aprender uma coisa essencial que é o partilhar. Por aqui em casa não existe o teu e o meu, existe o nosso. O nosso quarto, os nossos brinquedos, os nossos jogos. Não interessa quem recebeu porque já sabem que é para os dois brincarem. Quando é o aniversário de um, é como se fosse o aniversário dos dois. Ambos ficam entusiasmados porque sabem que vão receber coisas para os dois. Acho que a única coisa que não é partilhada é mesmo a roupa. Essa não é partilhada mas se tiver em condições é aproveitada.

Sinceramente adoro ver como os mais velhos crescem tão companheiros. O ano passado o Leonardo saia mais cedo da escola e ia muitas vezes ao café com avó e com uma das minha primas. Quando lhe perguntavam o que queria dizia sempre que queria dois chupas, um para ele e um para o irmão.

Esta semana, a avó deu-lhes dois mentos quando veio ao carro, ajudar-me com os gémeos. A primeira reacção deles foi de dar um mento ao irmão, até que se aperceberam que a avó tinha dado aos dois e podiam comer os dois.

Eu adoro assistir a esta cumplicidade entre os dois que os faz ser cada vez mais unha e carne. Espero que continuem assim por muito tempo e espero conseguir transmitir o mesmo aos gémeos. Até já estou a começar a treina-los.

A avó pediu-me que lhes comprasse uns brinquedos para lhes dar no Natal. Eu comprei um carrinho daqueles em que se sentam e andam. A avó, o avo e até o marido perguntaram-me porque só tinha comprado um. Ora acontece que já têm um carrinho semelhante que herdaram dos irmãos por isso mais dois seriam desnecessários. Começamos já a lição sobre aprender a partilhar porque de pequeninos é que se torce o pepino.

2 comentários

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    Catarina 23.11.2015

    Nem sempre é fácil Cada criança é uma caso diferente. E no teu caso acredito que a diferença de sexos também não ajude. Afinal as meninas gostam, por norma, de coisas diferentes que os rapazes. Eu também cresci com um irmão e também aprendemos a partilhar. Não partilhávamos brinquedos porque ele gostava de carrinhos e eu de livros. Mas partilhávamos o computador, a aparelhagem, o Walkman.
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