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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Abandonei o marido

Aconteceu à uns meses atrás mas ainda hoje o marido goza comigo e diz que o abandonei. Eu cansada de me defender vou deixar aqui a história para que não restem duvidas da minha inocência.

Estava uma noite quente de sábado. O marido tinha ido correr. Entrou em casa tomou banho e disse que não lhe apetecia jantar. Em vez disso tirou um gelado do frigorífico e foi sentar-se a comer no sofá. Eu sentei-me ao pé dele, cansada e quando dei por mim estava naquele dorme acorda. Lembro-me de o ouvir dizer que estava mal disposto e um pouco mais tarde acordei rodeada pelo pequenos todos e nada de marido.

Fui à procura dele e encontro-o de rastos na casa de banho. Todo ele suava. Tentava vomitar sem sucesso e nem se aguentava em pé. Sugeri sair dez minutos para comprar uma água das pedras mas ele disse-me logo para não o deixar sozinho. Fui buscar um pouco de azeite para ver se o ajudava a vomitava mas nem se atreveu a beber.

Perguntei-lhe então se tinha comido o quilo de gelado ao que afirmou que sim. O meu cérebro chamou-lhe todos os nomes e mais alguns. Fiquei chateada porque estava assim por culpa dele mas depressa percebi já estava a levar uma lição de vida. Ele estava cada vez pior. Eu estava sozinha com os miúdos e ele. Estávamos numa zona nova onde quase não conhecemos os vizinhos. Os meus pais tinham ido passar o fim de semana fora. Os meus sogros não têm carro e eu decidi não chatear mais ninguém da família. Liguei para a saúde 24 que depois de falar comigo e com o marido nos instruiu que fossemos à urgência.

Consegui arranjar o marido e arrasta-lo para o andar de baixo. Vou chamar os rapazes e deparo-me com o Leonardo a dormir no sofá. Tive que arranjar um novo plano. Deixei o Guilherme em casa com o Leonardo, expliquei-lhe que demoraria pouco tempo e que me ligasse se fosse preciso.

Cheguei à urgência inscrevi o marido que foi logo chamado à triagem. Invadimos a sala de triagem ele, eu e os dois pequenos. Expliquei à enfermeira que ele ia ficar na sala de espera sozinho porque tinha mais duas crianças em casa.

E assim foi. Deixei-o na sala de espera com um maço de guardanapos e uns trocos para me ligar do telefone fixo. Ele mal se aguentava em pé e por isso não arrisquei a deixar-lhe objectos de valor.

Votei para casa e coloquei os miúdos todos na cama afinal já passava da meia noite e estava tudo cansado. Os pequenos dormiram mas eu não conseguia sossegar. Sabia que devia estar no hospital com ele mas também sabia que não podia deixar os rapazes sozinhos embora tenha explicado ao Guilherme que teria que sair para buscar o marido. Fiquei à espera do telefonema dele que nunca mais chegava. Um pouco antes das três da manhã não aguentei mais, achei que já devia estar despachado e resolvi dar um salto ao hospital. Qual o meu espanto quando ao subir a rampa da urgência vejo o marido que estava a sair do edifício. Aparentemente tinha acabado de ter alta, ainda me tentou ligar mas o telefone não fez a chamada e ficou com o dinheiro.

Voltamos a casa e os pequenos estava sossegados a dormir, é o bom de se viver a cinco minutos do hospital.

Portanto aqui fica a história do dia em que eu não abandonei o marido apenas o deixei por umas horas.

P.S: depois disto passou o resto do ano quase sem comer gelados

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