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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

A nossa relação com carrinhos de bebés

Sempre tive uma péssima relação com carrinhos. Os passeios são demasiado pequenos para eles e estão muitas vezes obstruídos. Os elevadores são estreitos e vêm sempre cheios. As estradas são más e os acesso para carrinhos inexistentes. Motivos que sempre me fizeram perder a paciência. Cada vez que pensava em sair perdia a vontade só de pensar em ter que empurrar aquele mono, principalmente o dos gémeos que era uma monstruosidade.  

O Guilherme começou a andar com cerca de 14 meses e depressa deixamos de utilizar o carro. O Leonardo andou por volta dos 9 meses pelo que antes do ano já não havia carrinho para ninguém. Com os gémeos foi um pouco diferente, o carrinho foi utilizado um pouco mais tempo porque controlar duas crianças é mais difícil.

Em Junho, quando fomos de férias o marido informou-me que não tínhamos espaço para o carrinho e eu concordei que não havia necessidade de levar a bagageira no tejadilho apenas por causa deste item. Partimos então na aventura de fazer uma semana de férias apenas os dois com os miúdos todos, num pais estrangeiro e sem carrinho para os pequenos. A verdade é que tudo correu muito melhor do que pensava. Os pequenos adoraram a liberdade mas comportaram-se sempre muito bem. Em nenhum dia me arrependi de não termos levado o dito, é certo que por vezes pediam colo mas com a brincadeira conseguíamos contornar a situação. Voltaram das férias mais desenvolvidos e com uma locomoção muito melhor.

Quando voltamos o carrinho ficou na garagem por mais algum tempo.  Eu tinha receio das consultas a que vou muitas vezes sozinha com eles e achava que ainda o ia usar. Os meses foram passando e o artigo ficou sempre no mesmo sitio. Fui a vários sítios com os dois e até com os quatro. Fui às urgências com os dois ao mesmo tempo. Fui às compras, ao parque, à escola… e nunca precisei de os controlar. Finalmente o mês passado senti que estava na altura de nos desfazermos do mesmo. Foi entregue a outra mãe gemelar que necessitava de um com urgência.

Neste momento posso dizer que sinto muito mais vontade de sair com os rapazes só de saber que não vou andar a empurrar um camião.

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