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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

É nisto que se tornou o Natal?

No sábado deixamos os pequenos com a avó e fomos tratar das prendas de Natal. Já sabíamos exactamente o que queríamos e onde encontraríamos os produtos escolhidos. Por norma, é assim que fazemos as nossas compras, chegamos e pegamos no que queremos e desta vez não foi excepção. Depois de pagarmos os volumes comprados fomos embrulhar os presentes.

Enquanto pela nossa vez comecei percebi que as pessoas que estavam a fazer os embrulhos eram voluntárias. Devo dizer que fiquei muito revoltada com o que vi.

Uma cadeia de lojas que factura imenso não pode empregar alguém para embrulhar presentes? É certo que não é o trabalho ideal mas acredito que muitos dos que não têm trabalho ficariam felicíssimos por uns dias remunerados. Aparentemente a empresa opta por ceder o espaço a voluntários de uma organização que embrulham os presentes enquanto pedem contributos para a sua causa.

Ora vejamos não temos pessoas a pedir para uma causa, temos pessoas a fazer um trabalho que pode não ter retorno nenhum. Para além disso como consumidora acho escandaloso, depois de ter gasto dinheiro na loja, ainda ter que levar com um discurso exaustivo sobre o que a associação faz.

Não é que não eu não seja solidária porque gosto bastante de contribuir. Contudo gosto de contribuir para as causas que escolho e não gosto de ser sujeita a pressões. A meu ver o facto de as pessoas estarem ali a fazer aquele serviço faz com que as pessoas se sintam obrigadas a colocar dinheiro na caixa que tão gentilmente está na mesa de embrulhos.

Já passaram alguns dias e quanto mais penso nisso mais desconsolada fico. Fico triste que os grandes retalhistas se aproveitem assim de associações que tentam fazer o bem. Acho que é errado e uma autêntica exploração. Não sei se a cadeia de supermercados vai ou não doar algo à causa, mas não vimos qualquer informação que isso iria acontecer. Resta-me presumir que o único beneficio que a associação vai ter é o facto da exposição directa a terceiros mas a meu ver não me parece o suficiente.

 

 

Prendinha lindas

Ontem fui almoçar com uma amiga e com os respectivos filhos. Três meninos, dois deles gémeos e uma menina que ainda está no quentinho da barriga da mãe. Foi bom vê-la feliz, finalmente acertou na receita. Está tudo em pulgas com a chegada deste novo membro, resta dizer que esta menina vai ter muito amor e muitos irmãos mais velhos a olhar por ela.

Já há algum tempo que não estávamos juntas. Passaram lá por casa para ver os gémeos mas isto já foi à meses atrás. Como o tempo corre depressa. Estávamos fartas de falar que tínhamos que combinar e ela estava sempre a chatear-me que tinha umas coisas para os meninos. Ontem lá se proporcionou embora tenha sido um pouco a correr.

Adorei as prendinhas e já avisei o marido que no fim de semana temos que os pendurar.

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 É uma irmã dela que faz e devo dizer que adorei. O do Leonardo então está mesmo à personalidade dele, piratinha

O Guilherme não foi discriminado simplesmente recebeu o dele logo à nascença, se bem que é um modelo diferente.

Resta-me agradecer as prendas.

Fim de semana prolongado

Este fim-de-semana prolongado foi bom mas parece que passou ainda mais rápido que um fim-de-semana normal. Por norma aproveitamos estes dias para fazer mais algumas coisas para as quais o fim-de-semana normal não tem horas suficientes. Na sexta-feira fomos visitar uns amigos em Alfeizerão foi um dia muito bem passado o único senão foi estar a chover. Sempre que lá vamos temos um hábito de ir passear à beira mar em são Martinho do Porto e desta vez não pudemos ir. Os miúdos estavam em pulgas para escalar uma duna imensa que lá existe, o Guilherme dizia que desta vez ia subir ainda mais rápido e o Leonardo só dizia que custa muito e que fica muito cansado. Da ultima vez tive que ser eu a subir com ele para o ajudar e o pior nem é subir mas sim descer pois tem um grau de inclinação. Lembro-me de vir a correr por ali a baixo e pedir para não cair pois se tal acontece-se viria a rebolar o resto de percurso. Bem a escalada terá que ficar para a próxima.

Viemos embora já de noite mas, só depois de o Leonardo fazer um galo, do tamanho de um ovo, nos carrinhos de choque. Ficou todo assustado, nesse aspecto é muito medroso. Para mim até é um alivio porque, conhecendo-o como conheço, ganhou medo aos carrinhos de choque e não vai querer andar tão cedo.

No sábado ficamos por casa, mil e uma coisas para fazer, máquinas e máquinas de roupa para lavar. Tivemos a verificar e todos os dias temos uma maquina de loiça cheia, no fim-de-semana lavamos uma ao almoço e outra ao jantar. E a roupa, lavei 4 maquinas no sábado, duas no domingo e durante a semana por norma faço mais duas. As máquinas são A+++  mas mesmo assim aparecem contas de quase 200 euros ( luz e gás). Depois de todo o dia a lavar, estender e apanha roupa e o marido a tomar conta dos pequenos trocamos. O marido saiu para jogar à bola e eu dei jantar ao quatro, adormeci os gémeos, deixei os mais velhos a ver televisão e fui dormir. Esqueci-me de referir que eu e o marido comemos um pão-de-ló  de Alfeizerão inteiro, ainda bem que só lá vamos uma ou duas vezes por anos porque aquele bolo é viciante.

No domingo acordei e fui logo presenteada com uns postais lindos, um colar feito com pelo Leonardo e uma moldura do meu Guilherme.

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 Fomos almoçar com os meus sogros, demos um salto à Geox para comprar calçado para os mais velhos e passeamos um pouco. Depois fui para o cinema com o Gui, o Leo e a minha mãe enquanto o marido ficou com os bebes.  Fomos ver o filme Home que se revelou um filme engraçado para as crianças. Mandamos um balde grande de pipocas a baixo. Enfim divertimos-nos muito mas o dia passou a voar. Chegamos a casa e os gémeos estavam impossíveis. O pai disse que estranharam ficarem só com ele, ficaram logo todos contentes de  me ver  e aos irmãos mas ao mesmo tempo estavam rabujentos de sono.

Tive sorte e ainda recebi mais um presente, um Samsung Galaxi. O marido diz que faltava a prenda dos gémeos. Realmente sou uma mulher muito amada. Costumo dizer que tenho resmas de gajos a gostarem de mim, digam lá que não é verdade.

Festa de aniversário

Ontem fizemos a festa de anos do Guilherme, como já vai sendo habitual ele escolheu um sitio para fazer a festa, desta vez foi no Rodinhas e nós só pagamos. Mesmo que quisesse fazer de outra forma não me resta tempo para organizar estas coisas. Já foi difícil ir actualizando a lista de crianças que iam, tanto que acabei por dar os números à empresa sem o Guilherme e o Leonardo. Só ontem quando estavam a entrar é que me apercebi que tinha duas crianças a mais do que tinha referido mas ao mesmo tempo não tinha nenhuma a mais do que as que estavam na lista.

Então fez-se uma luz nesta cabeça cansada.

Seguiram-se duas horas de muita brincadeira, correrias, pulos. Ora saltavam no insuflável ou se atiravam na piscina de bolas. Ora trepavam pelo Playground acima ora jogavam à bola.

 

Entretanto seguiu-se uma breve aula com regras e sinais de transito e de seguida  a pratica da condução. Nós ficamos no local com os mais pequenos e alguns pais amigos. O fotografo do estabelecimento veio falar comigo e disse-me que queria tirar uma foto da família com os pais o Guilherme e o presumível irmão que eu tinha ao colo. Eu respondi que poderíamos tentar mas com tantos era um pouco difícil. Segue-se a tão esperada pergunta:então quantos são? 2 pais e 4 filhos. E o comentário só para não variar: que pais cheios de coragem. Quando chegou a hora lá tentamos e até ficamos os 6 relativamente bem.

Chegou a hora de condução ficamos estupefactos com o que vimos. Se alguns já demonstram muita habilidade  e destreza no manuseamento dos karts bem como na interpretação dos sinais já os outros....Nem vos digo nem vos conto. Vimos de tudo, só lhes interessava andar se iam em sentido contrário não importa, aliás se até os adultos andam em contramão nas auto-estradas porque haveriam os pequenos de  respeitar. Cortavam as curvas pela via de sentido contrário, não paravam nos STOPs, tão pouco paravam quando os instrutores lhes atravessavam a frente. Até comentamos que os instrutores deviam ficar com as pernas cheias de negras de tantas cacetadas dos karts.

 

Finalmente lá acabou a lição e saíram todos ilesos, menos os instrutores. Foram lavar as mãos e vieram lanchar. Entraram na sala de lanche e não sei precisar qual dos rapazes vinha mais transpirado, traziam os cabelos encharcados e as t-shirts coladas ao corpo. Curiosamente as meninas até vinham muito compostas.

Devoraram o que estava na mesa, um lanche muito equilibrado com pão, bolinhos e bolachinhas, batatas fritas, pipocas, gelatinas e sumo. Durante cerca de 15 minutos não se ouvia um som sem ser o sorver sumo ou mastigar. O Leonardo agarrou-se às batatas fritas e devorou os dois recipientes,que existiam em cima da mesa, praticamente sozinho. De seguida cantaram os parabéns, o Leonardo apagou a vela ao irmão, acendemos novamente a vela e recomeçamos a cantar a parte final dos parabéns mas o Guilherme soprou imediatamente as velas antes que o irmão se antecipasse. Os pais que entretanto tinham chegado começaram a abandonar o local com as suas crianças.

 

Mais tarde, á no carro, o Leonardo mencionou que tinha sido o melhor dia de todos antes de adormecer. O Guilherme foi o caminho todo a dizer que gostava muito de nós, graxista. Não é que ele não seja uma criança carinhosa, até nos diz muitas vezes que nos adora mas num percurso de 15 minutos deve ter repetido o mesmo umas 20 vezes. Foi um dia conturbado e cansativo mas depois de ver a felicidade daquelas crianças todas ficamos com um sentimento de realização. Afinal a felicidade dos nossos filhos é a coisa mais importante do mundo.