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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Desafio de escrita dos pássaros #2.4

Atendi o telefone ao segundo toque.

 

- Bom dia.

 

- Bom dia minha senhora estou a ligar para a empresa Vaz e Vaz?

 

- Sim está em que posso ajudar.

 

- Vocês mudaram de instalações?

 

- Não meu senhor. Estamos no mesmo local há, pelo menos, 10 anos.

 

- Não pode ser.

 

- Eu vim trabalhar para aqui em 2010 e desde ai ainda aqui continuamos.

 

- Tenho uma caixa para entregar nas vossas instalações mas estou com alguma dificuldade em encontrar o local.

 

- Consegue dar um ponto de referencia de onde está para ver se o consigo ajudar.

 

-O Google maps diz que estou mesmo à vossa porta.

 

- Acabei de espreitar à janela e não está aqui nenhum veiculo.

 

- Mas o Google diz que a morada é aqui.

 

- Ó meu senhor não pode ser. Deve ter colocado alguma coisa mal.

 

- Já tentei várias vezes e indica sempre este local.

 

- Vou abrir o Google maps aqui no meu computador para ver se o consigo ajudar. – disse enquanto digitava a morada

 

- Já conseguiu menina.

 

- Tem graça! Realmente o Google indica outro local.

 

- Afinal eu tenho razão.

 

-Pelo que vejo aqui não está muito longe. Está nas coordenadas X não está?

 

- Exatamente.

 

- Deixe-me perceber as coordenadas do nosso edifício… cá está então coloque ai Y e venha lá ter connosco.

 

Alguns minutos depois.

 

- Ora viva menina.

 

- Acabou por cá vir dar.

 

- Estava difícil. Arranjam estas modernices e depois está tudo errado.

Uns simples rolos

Os gémeos tinham que fazer um bolo com materiais reciclados para festejar o aniversário da instituição que frequentam. A mãe trouxe do trabalho os interiores dos rolos de etiquetas. Teve a magnífica ideia de fazer um bolo em forma de flor usando 7 rolos de cartão. 

Chegada a casa os rolos ganharam vida. 

IMG_20200219_073206.jpg

Formaram torres. Tornaram-se pulseiras e armaduras. Serviram de pinos para jogar bowling e mais muito mais.

Simples rolos que deram asas à brincadeiras e brincadeiras. 

 

Fomos passear de comboio

No sábado aproveitamos o dia de sol e fomos passear. Resolvemos levar os rapazes a andar de comboio. Os gémeos nunca tinham andado e os mais velhos já estavam esquecidos. 

Foi uma grande aventura. Perdemos o comboio que queríamos apanhar e tivemos que entreter os rapazes durante quase uma hora. Na pressão de tentar apanhar o comboio comprámos um cartão com 6 viagens e não um cartão para cada um. O pai teve que voltar à máquina para tirar outros 5 bilhetes enquanto eu fiquei a jogar ao macaquinho do chinês com eles. 

IMG_20200215_143725.jpgQuando os rapazes começaram a desesperar chegou o nosso e lá seguirmos viagem.

Eles adoraram. Foram o caminho todo a fazer perguntas. Queriam saber tudo.

Na vinda a coisa já foi um pouco diferente. O comboio estava cheio. Na verdade não estava totalmente cheio mas muitos lugares estavam ocupados por malas. Uma senhora retirou logo a mala quando viu o Leonardo. Logo outra tirou um saco para dar lugar ao Santiago. Encontrei outro assento vago e o Salvador foi para lá. Assim seguimos viagem um em casa ponta. Os rapazes vieram lindamente não incomodaram ninguém. O comboio começou a vazar e eu consegui lugar ao pé do Salvador. A senhora do banco ao lado contava que também tinha gémeos. A do banco atrás dizia que o Santiago já dormia. Outra comentava que era uma casa cheia com três rapazes. O Salvador começou logo a dizer que eram 4 rapazes e que o Guilherme estava sentado na frente. É impossível sair com eles todos sem que todos reparem em nós.

Foi um dia bom e divertido. Eu acho que não o vão esquecer tão cedo. 

Desafio de escrita dos pássaros #2.3

O desafio desta semana consiste na criação de um manual para iniciar relacionamentos. Apesar de ter uma relação de vários anos não sei bem o que partilhar neste manual. Talvez porque os relacionamentos não são todos iguais, afinal se nós somos todos diferentes não nos podemos relacionar da mesma forma. O que resulta para uns não funciona para os outros. Se uns acham que a relação sobrevive com muitos passeios e passeatas, outos defendem que é melhor passarem tempo a sós no sossego da casa. Existe quem diga que o não ter preocupações monetárias ajuda o relacionamentos enquanto outros defendem que as adversidades unem o casal. As opiniões sobres os filhos, sobre gostos semelhantes ou diferentes, regimes alimentares e religião também não são uniformes.

 

Assim sendo resolvi deixar a minha opinião pessoal. Não vou partilhar convosco a receita infalível apenas noções básicas que podem ajudar.

 

 

 

O ponto principal numa relação é respeito mutuo. Respeitar e ser respeitado é meio caminho andado para um bom entendimento.

Não pode existir violência de forma alguma. Nem física, nem psicológica. Caso isto aconteça a relação está condenada ao fracasso.

Não abdicar de sonhos ou gostos pelo companheiro.

Nunca pedir ao companheiro para alterar os seus sonhos ou gostos.

Aceitar as diferenças e abraçar as igualdades.

Aceitar discordar e negociar até os mais pequenos pormenores de uma vida conjunta.

Trabalhar no relacionamento e nunca deixar o amor esmorecer

Terem tempo para passarem juntos e tempo para cada um. O tempo pessoal é muito importante e muitas vezes esquecido.

Trabalharem em conjunto e não um contra o outro.

 

Poderia falar muito mais coisas mas considero que os pontos principais são estes.

P. S. :Publiquei o texto na sexta-feira mas algo correu mal, ele evaporou e só hoje, terça-feira, percebi que não foi publicado 🙄

Tão opostos

No final do período:

- Guilherme como é possível teres um dois a cidadania?

- Mãe era preciso um portfólio e eu não levei.

- Não existe na papelaria da escola?

- Sim mas eu esqueci-me.

- Durante três meses?

-... 

A semana passada:

- Mãe depois preciso de dinheiro porque gastei o que tinha a comprar um portfólio.

- Para que precisas de um portfólio Leonardo?

- Eu não sei bem se preciso. Sabes que está semana acabo TIC e para a próxima começo cidadania. Comprei para o caso de ser necessário.

- Devias ter esperado pela primeira aula para a professora dizer o que quer.

- Se não servir guardo porque vou precisar no futuro.

E é isto, um anda três meses para comprar algo que precisa. O outro vai comprar ainda sem saber se necessita ou não. 

Desafio de escrita dos pássaros #2.2

- Mãe vou receitar uma vacina bebível a ver se o seu bebé deixa de estar sempre doente. 

- Obrigada doutora.

Uns dias mais tarde o bebé adoeceu de novo e foi levado à urgência. A mãe explicou o agravamento dos sintomas e recebeu a seguinte resposta.

- Mas quem é que lhe receitou este medicamento.

- A médica de família.

- E a mãe deu a medicação sem questionar. Vai parar já a medicação. Vou receitar antibiótico e um spray para o nariz. Dentro de dias já estará bom. 

O bebé ficou melhor mas tornou a piorar assim que terminou o antibiótico. A mãe resolveu consultar um otorrino. 

- Quem é que lhe prescreveu este spray? 

- Uma médica na urgência. 

- Este tipo de spray empurra o ranho directamente para os ouvidos e origina as otites. Coloque soro, muito soro. Entretanto vou encaminhar o menino para a alergologia porque já são muitas crises. 

- Obrigada Doutor. 

Dias depois vão à dita consulta. Depois de fazer o histórico a médica diz. 

- Gostava de experimentar uma vacina bebível chamada X. Mãe orque está a olhar para mim com um ar tão escandalizado. 

- É que eu já comecei a dar esse medicamento ao meu filho. 

-E então? 

- Ele ficou doente e eu tive que o trazer à urgência. A doutora que nos atendeu disse que nunca deveria ter dado essa medicação. 

- A minha colega disse isso? Fico espantada com os diagnóstico dos meus colegas. Vou receitar um tratamento para a alergia e um spray. 

A mãe saiu do consultório incrédula. É que isso de médicos, nunca fiando. 

Quase...

Desliguei o despertador que soava na mesa de cabeceira. PORRA! Já são horas de acordar? Estas noites estão a passar demasiado rápido. Parece que ainda agora me deitei e já são horas de levantar. PORRA!

Nem consigo abrir os olhos. Dói-me o corpo todo. Vou ficar aqui na ronha mais dez minutos até o despertador do marido tocar.

Deixo-me estar ali no quente da cama, sinto o sono a rondar, os olhos pesados. Estou quase a adormecer quando me recordo. PORRA! ainda só são três da manhã e tenho que dar o antibiótico ao Salvador.

Quase que o rapaz ficava sem remédio 😂

Mais temas difíceis

- Mãe quero contar uma coisa.

- Diz Leonardo.

- É que não estou a perceber nada.

- Pode ser que eu te consiga ajudar.

- É que sabes nos outros anos os meus amigos não gostavam nada de raparigas. Mas este ano estão diferentes. Votem em raparigas para certas tarefas e não é porque são responsáveis . Não achas que deveríamos escolher a pessoa mais indicada.

- Filho para eles pode ser a pessoa mais indicada.

- Não, não é. Eles só escolhem as que dizem serem as mais bonitas.

- Está a chegar a fase de começar a gostar das raparigas. É normal. Significa que estão a crescer.

- Eu não vou passar por essa fase. Vou ser sempre justo nos meus votos e escolhas.

Mais um ano e logo vemos se também não é atingido pela febre do sexo oposto 😁

Não existem palavras para explicar...

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o turbilhão de emoções que senti quando peguei nele pela primeira vez.

Ele saiu de mim. Fui eu que o vi crescer, que o moldei, que o ajudei a ser hoje o que é.

Agora saiu de casa e pertence ao mundo. Deixei que o conseguir proteger. 

Senti um grande orgulho mas também muito receio. Fiquei felicíssima e aterrorizada, tudo ao mesmo tempo.

Será que vão gostar dele ou nem por isso. Serão as boas críticas verdadeiras ou apenas politicamente correctas. Sofrerá críticas que nos permitam crescer?

Só o tempo dirá... 

Entretanto se alguém quiser adquiri o livro falem comigo porque posso enviar exemplares com autógrafos.