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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Raspadinha de abraços

O marido foi buscar o Leonardo à escola. Quando voltou disse-me:

- Quando chegou ao pé de mim perguntou se lhe podia dar um abraço. Nem sei o que lhe deu.

Mais tarde percebi o que se tinha passado. 

- Mãe já viste a raspadinha que eu recebi.

- Quem te deu uma raspadinha?

- A professora mas não é uma raspadinha normal. É uma raspadinha de abraços. Eu ganhei um então pedi ao pai para me abraçar. Também me podes dar um?

- Claro que sim meu filho.

Uma ideia tão simples mas mesmo fantástica  

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Começam as listas

- Mãe eu quero que o Pai Natal traga um boneco do Flash e chocolates.

- É isso que queres escrever na carta Santiago?

- Sim.

- Eu quero uma camisola de T-Rex, um livro de dinossauros, um boneco pterodactyl, um ovo de dinossauro, um lançador, chocolates de dinossauros...

- O que é um lançador, Salvador?

- É aquele dinossauro que lança contra o T-Rex. E quero um rografel.

- Um velociraptor.

- Sim! MUITOS DINOSSAUROS!

Parece que este anos vai ser fácil. Qualquer coisa que tenha dinossauros, até com uma meias fica contente, e um boneco do Flash.

Resta saber as dos mais velhos que costumam ser mais complexas. 

Santiago o copiloto

No últimos dias as nossas viagens de carro passaram a ser assim. 

- Verde, verde está verde. Mais depressa, rápido. Aí, aí...quaaseeee. Outro verde, rápido. PORQUE É QUE OS CARROS ESTÃO PARADOS! Já vão andar, rápido que ainda está verde. Aí, aí, aí...quase!  Mais outro verde. Estamos quase, acelera. Aí, aí...quase!

Não consigo deixar de rir com esta tagarelice do Santiago mas todos dias agradeço o facto de só passarmos por três sinais luminosos😆

Está quase a chegar o meu aniversário!

Nos últimos dias o Leonardo tem andado muito animado a falar sobres as coisas que espera receber.

- Quero o novo diário do banana. Quero aquele lego, aquele também. Também quero ...

- Mas tu andas tão entusiasmado porquê?

- Está quase no meu aniversário.

- Pois está.

- É já para a semana.

- Para a semana?

- Sim para a semana é dia 10.

- Leonardo em que mês estamos?

- Novembro.

- É tu fazes anos em que mês?

- Dezembro. Já percebi afinal ainda falta mais de um mês. Tao😂

Acontece aos melhores

Um sabor do passado

Descobri recentemente que o Aldi vende milho fresco. No domingo não resisti, sabendo que iríamos ter grelhados para o almoço corri a comprar uma embalagem. 

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Veio para a mesa tostadinho e cheiroso. Cortei as maçarocas e dei um pouco a cada um. Foi divertido vê-los roer em o milho tal como já fiz um milhão de vezes. 

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 Depois foi a minha vez. Provei o meu pedaço, senti aquele sabor e fui atingida por um turbilhão de emoções. Uma pequena dentada que me levou directamente para a minha infância. Soube bem recordar. Agora que sei onde vendem vamos comer mais vezes. 

Não faças aos outros o que não gostavas que te fizessem a ti

Fomos às compras a um centro comercial e aproveitamos para almoçar por lá. Estávamos todos sentados numa mesa quando reparo numa senhora que pousa a sua mala num banco. Assim que o faz uma jovem que estava sentada a reservar a mesa intervêm logo dizendo que a mesa está ocupada. A senhora explica que não quer ocupar a mesa apenas precisa de pousar as coisas para dar a sopa à sua bebe. Mesmo assim a rapariga afirma que está tudo ocupado e que tem que sair. Eu optei por me levantar e dizer à senhora que podia ficar com o meu lugar.

A senhora agradeceu e foi dando comer à sua pequena. Entretanto os rapazes acabaram e deixamos o local. Assim que nos afastamos um pouco o marido referiu o facto de esta juventude por vezes não ter a mínima sensibilidade. Eu concordei com o facto. Achei descabido a recusa da jovem quando meia hora depois continuava sozinha na mesa à espera que os seus companheiros chegassem. Para mim não custava nada facilitar o acesso a um dos bancos por alguns minutos mas essa não era a ideia dela.

Olho para os meus filhos e espero conseguir que sejam diferentes. Espero conseguir ensinar que devemos respeitar as outras pessoas principalmente quando são idosas ou estão acompanhadas de crianças pequenas. No meu tempo os lugares de autocarro eram cedidos a todos os idosos, gravidas, crianças. Hoje em dia desviam o olhar para fingir que não estão a ver. Tal como fingem não ver a gravida ou o senhor de canadiana na fila da caixa.

Eu tento ao máximo que os meus filhos sejam diferentes. Não sei se o vou conseguir ou não, mas tento todos os dias. Mostro-lhe que não faz mal demorar uns minutos a ajudar um idoso a atravessar a rua ou a utilizar o telemóvel. Que sabe bem ajudar alguém a carregar um saco pesado. Que faz maravilhas deixar um saco com algum comer num local onde sabemos que alguém dorme ao relento. 

São pequenos gestos é verdade. Poucos, se pensarmos no que somos capazes de fazer, mas imensos se pensarmos que todos juntos poderíamos fazer. Se metade da população da terra fizesse gestos bons de certo viveríamos num mundo muito melhor.

A verdade é que sinto um orgulho imenso cada vez que os vejo segurar a porta a alguém ou apanhar uma carteira que a pessoa nem sabia que tinha deixado cair. 

Até lá vou continuar a batalhar. Um dos lemas que gosto de lhes incutir é para pensarem antes de fazer alguma coisa aos outros se não gostavam que lhes fizessem isso então é sinal que não o devem fazer aos outros.

 

Está naquela altura do ano

O Durante o verão os dias longos e quentes convidam a passeios e convívios. Passamos pouco tempo em casa e quando o fazemos temos sempre a casa cheia. As tarefas básicas vão sendo feitas mas muita coisa é esquecida.

Estes dias de frio e chuva convidam a pôr em ordem as tarefas negligenciadas. Verificar que roupa ainda serve e comprar algumas peças para repor o guarda roupa. Decidir o que guardar para o ano seguinte e o que deixar partir. Por aqui também é tempo de escolher brinquedos. Encher sacos para doação. Com a aproximação do Natal antevejo novos brinquedos pelo que é necessário desocupar. Os brinquedos que já não seguem para fazer as delícias de outras crianças.

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