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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

O voltar às aulas é agridoce

Por aqui o ano escolar tem inicio hoje. Os rapazes já saíram e não pude deixar de notar as diferenças entre eles.

O Leonardo estava animado e até ansioso pela hora de sair. Foi o primeiro a acordar e a ficar pronto. Tagarelava animado sobre rever os amigos, as funcionárias e a professora. Noto que está sedento de aprender, no fundo é uma criança que precisa de estimulo diário e demonstrava já um certo cansaço desta monotonia de férias.

O Guilherme, por sua vez, também acordou satisfeito e ficou pronto num instante. Apesar desta proatividade notei nele um certo "vamos lá que tem que ser". No fundo encara sempre a escola como uma obrigação e não um sitio que lhe abre a porta a todo um mundo. 

São posturas diferentes que, cada vez mais, me fazem mais acreditar que o ensino deveria ser mais dinâmico. A verdade é que todos os alunos são seres com personalidades e capacidades diferentes e todos sabemos que não existem duas pessoas iguais. Eu tenho o maior exemplo disso nos gémeos. Iguais, o mesmo ADN, educados da mesma forma, sujeitos ao mesmo ambiente e cultura e não poderiam ser mais diferentes.  Ora se todas as crianças são diferentes como podem esperar que todas aprendam da mesma forma? Como pode um professor chegar de igual forma a vinte e muitos alunos que estão dentro da mesma sala? Não sei a resposta a estas perguntas e duvido que alguém as saiba mas gostava de ver algumas coisas mudarem. Gostava para que as crianças que não conseguem ter boas notas não se sintam inferiores aos colegas. Gostava porque já é tempo de aprender que diferente não significa mau, apenas significa outras capacidades.

Como mãe só me resta olhar para o novo ano lectivo com ansiedade, sem saber bem o que nos vai trazer mas sabendo que o que quer que seja não nos vai derrubar sem luta. Vamos levar um dia de cada vez e tentar apoiar os rapazes o melhor possível. Por agora resta-me esperar que regressem a casa e me contem tudo sobre o primeiro dia.

Existem livros e livros

Com esta estadia forçada em casa tenho aproveitado para ler. Na quarta-feira acabei o quarto volume da Guerra dos Tronos e li o livro deste mês do livro secreto, o velho e o mar. Neste caso foi mais reler porque já o tinha lido à uns anos atrás. Soube bem reler este conto e adorei-o tanto como dá primeira vez.

Ontem olhei para o livro que tinha trazido da biblioteca e estava à espera de vez. 

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Olhei para as suas quase seiscentas páginas e pensei que teria que estender o prazo na biblioteca para o acabar. Peguei nele e comecei a ler um pouco. Li, li e li. Queria parar mas simplesmente não conseguia. É de facto um escritor que no cativa desde a primeira página e o resultado é que hoje de manhã já o tinha terminado. Existem livros bons mas existem livros fantásticos, este é por certo um deles. 

Refrescar com fruta

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Não é segredo que os nossos pequenos são viciados em fruta. Gostam de pêras, maçãs, pêssegos, nêsperas, mangas, laranjas.... Na verdade acho que ainda não encontrei uma variedade de fruta que não gostem.

Nestes dias de calor uma coisa que não costuma faltar no frigorífico é melão ou melancia. Cortamos a peça toda em pequenos pedaços, retiramos a maioria das pevides, colocamos tudo em caixas e fica no frigorífico a refrescar. Assim é muito mais fácil porque está pronta a comer. Cada pessoa que vai ao frigorífico acaba por tirar 2 ou 3 pedaços, depois mais dois ou três pedaços e uma melancia inteira acaba por não durar mais de um dia. Sabe tão bem assim fresquinha e para além disso é saudável. 

Coisas que me acontecem

Estava a ouvir a minha mãe a falar sobre o aniversário de um primo.

- Faz 34 agora em Setembro.

Ouvi e pensei: a minha mãe está enganada. Sou seis meses mais velha pelo que é impossível que ele faça 34 se eu só tenho 33... Não tenho? Estamos em 2018 nasci em 1984 pelo que tenho 34. Afinal já tenho 34? Quando é que isto aconteceu?

É um pouco triste quando não sabemos quantos anos temos

Ainda não caí em mim

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Ontem tive a confirmação para uma dúvida que me acompanhou durante os últimos dois meses. Os gémeos têm falta de vista e terão que usar óculos para a vida toda ou pelo menos até terem idade de se poder ponderar a cirurgia a laser.

Sei bem que não é o fim do mundo mas a notícia não me caiu muito bem. Este último ano tem sido recheado de problemas e o meu optimismo está a ser afectado. Neste momento não vale a pena chorar sobre o leite derramado. Vou-me limitar a fazer contas à vida com mais dois pares de óculos a juntarem-se todos os anos aos do Leonardo.