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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Nem tudo é culpa da mãe

O Leonardo estava a colocar a mochila às costas para ir para a escola.

- Mãe o que é isto que está espetado na minha mochila?

- Parece uma coisa metálica mas não sei o que é. Tens que abrir a mochila para ver o que tens aí dentro.

Ele colocou a mochila no chão e procurou o objecto que estava a furar a mochila.

- Mãe porque é que colocas-te um garfo na minha mochila?

- Um garfo? 

- Sim é um garfo que aqui está dentro, olha.

- Um garfo? Eu não coloquei nenhum garfo na tua mochila, aliás nunca vi esse garfo na vida. Não é nosso.

- Se não foste tu quem foi?

- Eu não mexo na tua mochila, tu é que colocas e tiras as coisas. Já te disse que esse garfo não é nosso. Já o tinhas visto cá em casa?

- Não, mas como é que está na minha mochila?

- Deve ser de algum dos teus colegas. Leva para a escola e pergunta se é de alguém.

Assim fez mas ninguém se acusou. Agora tenho um garfo do bombeiro Sam no carro à espera que apareça o dono.  Só nos acontecem situações estranhas.

Às vezes preciso de um tradutor

Minutos depois de termos saído de casa o Salvador gritou:

- Ai a minha língua!

- O que foi amor?

- Pisquei a minha língua!

- O quê?

- Pisquei a minha língua! Ai! - explicava enquanto enfiava o dedo na boca para mostrar

- Trincas-te a língua?

- Não. 

- Beliscas-te a língua.

- Não! Ai...

- Filho não consigo perceber.

- PISQUEI A LÍNGUA!!!!!

- Mordes-te?

- Não.

- PISQUEI.

- Está bem filho. Isso já passa.

 

Já agora se alguém conseguir traduzir eu agradeço 

Quem nunca brincou com um destes?

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- Leonardo o que é isto?

- É um jogo que fizemos na aula de expressões.

- E como se joga?

- Tens que acertar com a tampa dentro da garrafa.

 - Gostas desse jogo?

- Sim é divertido.

Eu também me diverti muito em pequena com um igual. Coisas simples que se transformam numa brincadeira gira. Obrigada à professora por me fazer relembrar.

Largar tudo e recomeçar de novo

 

No inicio do ano ocorreram mudanças na empresa onde o meu marido trabalha. As chefias demitiram-se em massa e isso fez com que a empresa tivesse que se reajustar. Dois dias depois da bomba explodir o marido teve um reunião onde foi convidado a assumir a posição de chefia do departamento. Na altura não pensou duas vezes e aceitou prontamente. Eu confesso que não fiquei nada agradada com a nova posição. Não fiquei chateada pela progressão de carreira dele nem tão pouco tive inveja do que alcançou. Na verdade fiquei apreensiva porque achei que ele não sabia no que se estava a meter. Conheço bem o marido que tenho e sei que a solução dele quando algo corre mal é arregaçar as mangas e trabalhar. Antevi longas horas de trabalho, quer na empresa, quer em casa através do portátil que começou logo a vir para casa. Felizmente a vida resolveu enviar uma solução para os meus problemas.

O marido começou a dar formação da sua posição para poder passar a executar as novas funções e dias depois veio a surpresa. As chefias que tinham saído vieram convida-lo para embarcar no novo projecto que estão a desenvolver. O convite veio aliciado com um acréscimo de ordenado mas para mim o mais importante foi o facto de a proposta ser para uma coisa de menor dimensão. Aparentemente o interesse não é crescer desmesuradamente mas sim ter um serviço de qualidade. Do género pouco mas bom. Eu confesso que fiquei rendida só de pensar que ele poderia ter melhores condições de trabalho e não andar constantemente stressado como andava na altura. No entanto, embora seja uma decisão que vai mexer com a família, deixe que a decisão fosse dele. Quando me perguntava o que eu pensava limitei-me a enumerar os prós e contras de ambas as opções. Por fim ele escolheu aceitar a nova proposta. Quando se foi despedir fizeram-lhe uma contraproposta bastante apelativa e eu julguei que tinha ido tudo por água a baixo. Felizmente ele optou por virar costas a um ordenado melhor em prol de mais qualidade de vida. Eu confesso que fiquei muito orgulhosa porque para mim o mais importante é ter um marido em casa e um pai para os meus filhos. Os euros ao fim do mês são importantes mas só precisamos que cheguem para as contas.

Para a semana começa uma nova fase da nossa vida. Vamos  recomeçar tudo de novo e esperar pelo melhor.

Hoje é o dia deles

Não lhes comprei nada porque não vou gastar dinheiro em coisas que não precisam. Em vez disso vamos fazer um serão em família. Provavelmente vamos jantar fora num restaurante escolhido por eles. Podemos dar uma voltinha e depois voltar a casa para uma sessão de cinema a seis.  

Para mim estes dias não são um apelo ao consumismo mas sim um insentivo ao convívio. Vamos lá conviver com as nossas crianças

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