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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Quando mija um português mijam logo dois ou três

Um vai á casa de banho e quando dou conta estão todos lá enfiados.

- Meninos o que é que se passa ai?

- O santiago foi a casa de banho e agora o Salvador também quer.

- Eu também preciso de ir!- grita o Leonardo

- Sabem que existem mais casas de banho cá em casa? Nao sabem?

- Pois.

- Então um vai à do piso debaixo e o outro à do meu quarto. Assim não estão todos ai a melgar o outro para se despachar.

Aind estou para perceber porque motivoestão horas sem vontade e depois quando um vai fica tudo muito aflito. Digam lá que o proverbio não é a nossa cara.

Jogo do telefone avariado

Quem se lembra deste jogo que tanto nos entretinha em crianças? Eu cá adorava jogar, fazíamos uma fila imensa com todos os colegas de turma e depois era só rir dos disparates que saiam da boca do ultimo da fila.

Ontem à noite os mais velhos estavam a queixar-se de estarem aborrecidos. Agora passam o tempo nisto, nada lhes agrada nos dez canais de desenhos animados que temos actualmente. Nada lhes agrada dos quinhentos filmes de animação que temos cá em casa. Nada lhes agrada do monte de brinquedos que temos. A única coisa que querem é jogar mas têm azar que não lhes fazemos a vontade. Cada vez mais tentamos reduzir o tempo que passam à frente de vídeo jogos e até da televisão. Queremos que aprendam a brincar de outras formas tal como nós fizemos na nossa geração. Gostava de ver como é que se safavam se apenas desse uma hora de desenhos animados por dia na televisão e claro apenas num canal. Gostava de os ver brincar com o mesmo brinquedo dias e dias só porque não tinham mais nenhum. Ás vezes acho que é isso que faz falta às nossas crianças. Têm tudo e por isso não dão valor a nada.

Como estava a dizer, os mais velhos estavam aborrecidos e eu lembrei-me de brincar com eles. Disse uma frase de uma forma rápida ao ouvido do Leonardo e expliquei-lhe que devia fazer o mesmo ao Guilherme, depois disse ao Guilherme para dizer o que ouviu em voz alta. Claro que saiu uma coisa disparatada, um monte de ruídos e nós só nos conseguíamos rir. Os pequenos foram atraídos pelas gargalhadas e também quiseram jogar o que tornou a coisa ainda mais disparatada. Passamos ali um bom bocado e quando chegou a hora de dormir todos queriam continuar a jogar.

Por fim lá aceitaram deitar-se mas os risos continuaram mais um pouco. Os mais velhos antes de adormecerem disseram que no dia seguinte iam tentar ensinar o jogo ao colegas da escola. É tão bom reviver bons momentos da nossa infância através deles.

A culpa é sempre minha

Fui adormecer os pequenos. Como de costume deitei-me entre os dois e fiquei o mais quieta possível para que adormecessem depressa. Passado um pouco o Santiago mexe-se e dá-me uma valente cabeçada. 

- Mãe! Bateste no Santiago!

- Eu?- pergunto ainda a ver estrelas 

- Sim a tua cabeça bateu na minha e fez dói dói.

Eu ia jurar que tinha sido ao contrário mas limitei-me a calar para ver se ele adormecia. Provavelmente hoje vai para a escola a dizer que a mãe dá cabeçadas nos meninos

O dinheiro não compra o amor

Olho à volta e vejo uma sociedade com que não me identifico. Uma sociedade em que as pessoas vivem em competição constante. Em que se mede o grau de satisfação pessoal através do recibo de ordenado. Em que a posição social se baseia na carreira profissional. Pessoas que não se importam de pisar outras só para subir na vida. Pessoas que se auto promovem a denegrir outros. Pessoas que, desculpem a expressão, são uns lambe botas e que devido a isso vão subindo apesar de não fazerem nada.

Eu olho e sinto-me desenquadrada. Não tenho grande ambição, nem grandes planos futuros. Isto no que diz respeito o trabalho, claro. A única coisa que quero é ter o suficiente para viver, não preciso de mais. Sei que o dinheiro não me vai trazer felicidade. Sei que o dinheiro não vai compensar os meus filhos pela minha ausência. Sei que o dinheiro não vai fazer com que o meu marido me ame mais. No fundo a única coisa que ambiciono é ter mais tempo para os meus.

Olho para os meus filhos e penso nos valores que lhes quero ensinar. Ensino-lhes que todas as pessoas são igualmente importantes e que todas devem ser respeitadas. Para mim a verdade é mesmo essa, todos somos iguais. Desde a pessoa que varre a rua até ao médico todos desempenham papeis importante na sociedade. Afinal o cirurgião só consegue fazer aquela cirurgia fantástica porque alguém lhe deixou o bloco e os instrumentos devidamente esterilizados e prontos a trabalhar. O arquitecto só é capaz de olhar para o seu projecto concluído porque pessoas acartaram baldes de massa, levantaram paredes e tectos.

Acho que eram bom muitas pessoas lembrarem-se destas coisas quando olham para os outros com um ar superior. As pessoas deviam recordar-se que não conseguem fazer o que quer que seja sem ajuda de terceiros. A ajuda pode ser indirecta, podemos nem dar por ela mas a verdade é que ela existe.

No meu caso vou continuar a agradecer o que tenho e tentar passar este valores para os meus rapazes. Espero que um dia eles percebam que o amor e respeito não se compram com dinheiro. 

Wraps de atum e legumes

É uma receita simples mas que faz as delicias cá em casa.  Costumo comprar tortilhas e corta-las em quatro, depois recheio a gosto. Neste caso coloquei atum, cenoura, milho e queijo.

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De seguida fechamos os embrulhos e espetamos um palito para garantir que não se abrem.

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Depois é só levar ao forno cerca de 20 minutos a 180º. O tempo de cozedura pode ser alterado porque no fundo nenhum dos produtos precisa de cozedura. Eu gosto deles um pouco dourados para ficarem um crocantes. 

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É um óptimo para servir como aperitivo ou para uma refeição ligeiras nestes dias de calor. Pode ser comido quente ou frio conforme a preferencia.

 

Quem é que fica mais nervoso num parto? O homem ou a mulher?

Da ultima vez que estive na urgência com o Santiago assisti a uma cena muito engraçada. Eram cinco da manhã, eu tinha tirado uma senha e aguardava que nos chamassem para a triagem, quando passa um homem muito apressado à minha frente e começa a falar com a senhora da recepção. Estava com um tom de voz alterado o que me chamou a atenção. Ouvi uma menção à mulher que estava gravida e com muitas contracções. Pensei que a senhora devia estar aflita no carro e que ele tinha ido buscar ajuda. Entretanto uma pessoa entra no meu campo de visão, essa pessoa dirige-se para a máquina das senhas. O senhor continuava a insistir que a mulher estava muito aflita e a senhora da recepção a explicar-lhe que tinha que tirar uma senha para fazer a inscrição. Estavam os dois a meio desta troca de palavras quando ouvi:

- Toma lá a senha e para de discutir.

Percebi então que a pessoa que tinha entrado era nada mais nada menos que a mulher gravida do senhor. Sim apresentava uma barriga de final de tempo mas parecia estar muito mal. Não tão mal ao ponto de o senhor a ter deixado fazer o percurso sozinho enquanto ele corria para a urgência. Acabaram então de fazer a inscrição e a senhora explicou que tinha que esperar para ser chamados à triagem. Ouvi-o resmungar que não podiam esperar. O ecrã mostrou o nosso numero, eu dei a mão ao Santiago e dirigi-me ao local. Estava a entrar a porta quando o senhor passa por mim a grande velocidade e quando chego à sala de triagem está a dizer ao enfermeiro que a mulher está muito aflita. O Enfermeiro diz que têm que esperar e manda-nos entrar na sala. Eu disse que não me importava que os atendesse primeiro afinal também já estive gravida mas o enfermeiro disse-me que primeiro ia ver o menino.  Fomos então encaminhados para a urgência pediátrico onde fomos atendidos e tratados. Quando esperávamos uma das portas que dão para outros serviços abriu-se e vejo sair o tal senhor da mulher gravida e uma auxiliar. Esta explicou-lhe que devia carregar no botão, sair pela porta que se ia abrir e esperar na sala lá fora que o chamassem.

Ele saiu e passados dois segundos começa a soar um alarme altíssimo. Começo a ouvir passos a correr pelo corredor e vim espreitar o que se passava. Estavam então duas enfermeiras, duas auxiliares e uma médica a rirem-se que nem perdidas. No meio delas estava o senhor com ar de quem tinha feito asneira. Elas explicaram-lhe que ele tinha entrado na sala de casos graves e apertado o alarme de reanimação. Elas vieram a correr que nem loucas para reanimar alguém e encontram um senhor desnorteado. As instruções que lhe tinham dado eram para carregar num botão e sair pela porta que o botão acciona. O que ele fez foi entrar na primeira porta que viu e carregar num botão.

O que os nervos fazem a uma pessoa. Eu assisti a esta cena e lembrei-me do meu marido aquando dos meus partos. Recordei que também ele ficou extremamente nervoso, recordei também histórias de amigos e conhecidos em que todos eles ficaram nervosos. Tudo isto fez-me perguntar quem é que fica mais nervoso num parto, o homem ou a mulher?

A alegria que um simples saco pode conter

Chego a casa com dois sacos de roupa. Os rapazes querem ver tudo o que comprei. Depois do intusiasmo de ver tudo ficam dois sacos vazios. Como cá em casa damos uso a tudo tratei de dar uma nova utilidade aos sacos.

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O resultado foram horas intermináveis de risos. Os pequenos diziam que eram uns monstros das caixas e andavam pela casa a assustar-nos. Se lhes tivesse comprado um brinquedo não se teriam divertido tanto.

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