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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

As coisas que eu vejo, a sério?

Lembram-se de uma situação que vos contei neste post? Pois é na altura fiquei muito surpresa com a situação porque nunca tinha visto nada como isto. Na sexta-feira estava a passar no mesmo sitio quando vejo uma situação ainda mais louca. O semáforo estava vermelho e chegou um senhor num jipe. Vi o senhor começar a subir o passeio e fiquei logo alerta para ver o que ele ia fazer. Qual não é o meu espanto quanto ele coloca o jipe com as duas rodas do lado do condutor em cima do pequeno passeio que faz a divisão da estrada. Coloca o carro na perpendicular ao semáforo, estica o braço e carrega no botão para os peões pressionarem quando querem passar.

Eu fiquei boquiaberta porque afinal deve ser moda por aqui o pessoal carregar no botão dos peões para fechar o semáforo do sentido contrário. Este senhor é ainda mais engenhoso porque nem sai do carro para o fazer. As coisas que eu vejo, a sério!

 

Dia mundial da alimentação

Hoje celebra-se o dia mundial da alimentação. Para mim este é um tema importantíssimo que deve ser debatido o máximos de vezes possível. É importante ensinar as crianças e os adultos a alimentar-se de forma correcta. Bem sei que nem sempre é fácil. Que um alimento não saudável muitas vezes é mais barato que um saudável e isso pesa nas carteiras. Sei que a falta de tempo não ajuda. Que cansaço faz com que acabemos por fazer o comer mais rápido em vez do mais saudável. Sei tudo isto mas também sei que a obesidade e os diabetes entre crianças tem crescido a olhos vistos.

É importante estarmos atentos e ensinar os nossos filhos a fazer uma boa escolha. Ensinar-lhes que a fruta e os vegetais são importantes para serem saudáveis. No sábado fomos convidados para assistir a um workshop sobre a importância da fruta. Este evento resultou de uma parceria entre a quinta pedagógica dos olivais, o centro de frutologia da Compal e a Associação Portuguesa de Nutrição. Gostamos muito de participar neste workshop. Percebemos que a cor da fruta nos indica que tipo de vitaminas e compostos têm o que nos ajuda a saber que tipo de doenças pode ajudar a precaver. Recebemos dicas sobre comprar fruta da época porque é muito mais saborosa e doce o que ajuda a as crianças a comerem melhor. Ficamos também a saber que devemos consumir 3 a 5 peças de fruta por dia.

Quem nos segue sabe que os 4 reizinhos adoram fruta e que este não é um problema que enfrentemos diariamente mas mesmo assim preocupo-me sempre para que façam as melhores opções. Quando têm fome entre refeições e querem bolachas sugiro sempre que comam uma peça de fruta e depois uma bolacha. Assim evito que comam meia dúzia de bolachas e aumento o numero de peças de fruta que comem. 

Cabe a cada mãe e pai perceberem qual é o melhor truque para os fazer comer a fruta e os legumes, mas por favor não desistam. Vamos continuar a trabalhar para que as nossas crianças cresçam o mais saudavelmente possível.

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Aquele dia X no calendário

As pessoas que me rodeiam queixam-se que eu ando de mal humor. Eu também já o notei e até vejo mais do que um simples mau humor. Vejo uma tristeza grande dentro de mim, muitos são os sorrisos falsos que coloco na cara para que as pessoas não se percebam o que cá vai dentro. Foi uma coisa que chegou de mansinho mas tem vindo a crescer. Tristeza, desanimo, revolta. Sinto uma raiva dentro de mim e não sei o que despoletou. Não gosto do que vejo em mim e então faço o que sei fazer melhor, isolo-me. Deixo de participar nas conversa e brincadeiras. Refugiu-me no trabalho e na leitura. Faço tudo para desligar os meus sentimentos para não disparatar à mínima coisa.

Dou por mim a pensar se estarei deprimida. Questiono-me se é culpa do Outono porque dizem que faz estas coisas às pessoas. Procuro uma explicação porque não percebo o que originou isto. Depois olho para o calendário e percebo. É engraçado como o nosso subconsciente funciona. Como a dor chega antes mesmo que nos apercebermos que estamos outra vez na época negra do ano. Não à nada a fazer se não continuar e esperar que a dor volte para o sitio de onde saiu. Sei que ainda vai doer mais do que doí hoje mas também sei que vai acabar por passar. A lembrança tem destas coisas não trás só boas recordações.

O Leonardo explica nº2

Estava a ler no quarto e o Leonardo veio ler para o pé de mim como já vai sendo habito.

- Mãe sabes que esta revista conta coisas muito importantes.

- Ai sim?

- Sim! Esta folha é sobre as abelhas e explica que não podemos viver sem as abelhas.

- Como assim?

- Se as abelhas deixassem de existir a polinização não era feita e em quatro anos a Terra ficava igual a Marte!

- A sério?

- Sim é o que este senhor explica. Temos que cuidar das nossa abelhas para não morrermos todos.

 

Por isso já sabem, pensem duas vezes antes de matar abelhas.

Sabem aquelas pessoas que se safam sempre na vida?

- Mãe hoje só mandaste 3 coisas para os lanches.

- Sim Leonardo eu sei. Tinhas um iogurtes e uma sandes para de manhã e uma banana para a tarde.

- Mas era pouco.

- Pouco?

- Sim fiquei com fome à tarde.

- Leonardo viste o tamanho da banana? Era enorme!

- Eu fiquei com fome mas não à problema porque outras pessoas deram-me comer.

- Como assim? Quem é que te deu comer e o quê?

- Foram os meus colegas. Deram-me bolachas de água e sal e biscoitos.

É impressionante como se vai safando. Na outra escola era a funcionária e o pão com manteiga, agora são os colegas e as bolachinhas. Porque será que toda a gente dá comer ao rapaz? 

A liberdade de usar farda

Sempre ouvi as pessoas falarem mal por terem de usar farda. Muitos são os que não gostam de andar na rua a fazer publicidade à empresa. Outros porque não gostam de ter que trocar a sua própria roupa por outra. É certo que as fardas nem sempre assentam bem, nem sempre são feitas com bons materiais e por vezes a cor não nos favorece. Se pensarmos bem sobre o assunto estou certa de que vamos encontrar coisas positivas.

Eu cá voluntariei-me à força para usar farda. Quando me pediram para dizer o que era necessário para o meu pessoal requisitei também para mim. Primeiro ouve quem me perguntasse porquê. Outros que me questionaram se tinha  se certeza de querer usar a farda. Eu aceitei as perguntas e sugestões mas aderi à farda do mesmo jeito e não podia estar mais satisfeita. Só o levantar de manhã e não ter que pensar o que vestir é um descanso enorme para a minha cabeça. Todos os dias tenho que preparar a roupa para os quatro rapazes e quando chegava a minha vez já não tinha cabeça para nada. Assim passei a ter menos uma dor de cabeça é só levantar e vestir sem ter que raciocinar. Outra coisa que também têm de bom é que deixei de precisar de tanta roupa. A minha roupa passou a ser usada ao fim de semana e férias por isso não preciso de mil peças no guarda roupa. Deixei também de ter o problema da roupa que se estragava no trabalho e que me obrigava a ter que comprar mais. Agora não se estraga e quase não é vestida pelo que não tenho necessidade de compras. Para uma forreta como eu isso é uma vantagem enorme e se só comprava roupa em extrema necessidade agora vou passar a comprar... acho que nunca mais.

É certo que nem tudo é lindo. Reparo a forma como as pessoas me olham quando passo na rua. Algumas com curiosidade mas outras com puro desdém, como se de alguma forma a roupa que uma pessoa veste pudesse deferir que é. Eu cá continuo a dizer que ninguém é melhor que ninguém, que nunca se deve julgar o livro pela capa.Eu cá vou continuar a ser do contra e a vestir farda enquanto quiser.  Opiniões e experiências existem por aí?

Como deixar um homem sem palavras

No sábado arrastei o marido para uma loja. Eu queria comprar uma coisa especifica que tinha visto numa visita atrasada ao estabelecimento. Estava entretida a procurar...

- Mas o que é que tu procuras?

- Estava mesmo aqui mas agora já não vejo.

- Mas o que é? Assim ajudo-te a procurar.

- É uma moldura.

- Isso já eu percebi mas como é?

- Não te sei explicar bem. Sei que estava aqui escondida atrás de outras mas agora não a vejo. Acho que já a devem ter vendido.

- Então vamos embora?

- Não vamos escolher outra. Que pena adorava mesmo a outra e não vejo nada parecido. Era um género de uma árvore, mesmo perfeita para nós. Devia ter comprado logo. Baixa aquela para ver, e aquela. Vou tirar esta também para vermos melhor. Afinal a que quero está aqui escondida atrás destas.

O marido veio e lá tirou a pilha de molduras que estava à frente da pretendida.

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- É mesmo esta que eu quero. Vês é perfeita para nós. Dá para colocarmos uma foto nossa e as dos miúdos à volta. É mesmo à conta.

- Catarina as molduras à volta são seis e os pequenos são só quatro.

- Por enquanto são só quatro.

O marido limitou-se a olhar para mim como quem vai fazer celibato pelos próximos vinte anos

 

Exercício matinal

Nada como fazer um belo exercício matinal para despertar melhor. Chegar a sala  e deparar-me com uma pequena osga toda contente na nossa parede. Sou uma pessoa que adora todos os animais excepto um e claro que essa excepção são as osgas. Perante a visão do animal pensei fazer o que sempre vi a minha mãe fazer, fechar a porta e deixar para o marido resolver depois. Lembrei-me imediatamente que a sala não tem porta por isso não havia como garantir que ficava enclausurada lá. Só conseguia imaginar o bicho a esconder-se algures lá em casa e não sermos capazes de nos livrar dele. 

Pensei então como me iria livrar do animal e manter-me fiel ao principio de não fazer mal a um ser vivo. Fui então buscar uma folha de papel e andei atrás da osga para que subisse para a folha. A sacana era teimosa e apenas fugia para o sentido contrário. Eu teimosa sou e estava certa que ela acabaria por subir. Depois de muito andar atrás dela acabou por ceder e subiu para a folha que eu amachuquei prontamente para garantir que não conseguia sair. Corri para a libertar no quintal completamente petrificada pelo medo que conseguisse escapulir e me subisse para a mão. Estou arrepiada só de pensar nisso, é um bicho que me mete nojo. Até gosto de lagartos, acho piada as sardas, aforo camaleões e iguanas mas osgas não então no esquema. 

Felizmente consegui chegar ao quintal antes que ela se escapulisse e lá a deixei no lugar dela. Regressei a casa aperreada por todo aquele exercício físico e stress.

Resta-me esclarecer que o animal era ainda bebe e não tinha mais que cinco centímetros. Eu tinha toda a razão para estar nervosa não?