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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Agora é que me tramaram

Os pequenos andam famintos. Emagreceram um pouco depois de um mês sempre doentes mas entretanto acham que devem comer agora o que não comeram durante a doença. Ás vezes digo-lhes que não porque tenho medo que passem mal de tanto comer. Ainda ontem, jantaram bem depois dividiram uma manga enorme, de seguida comeram três tangerinas cada e depois ainda andaram a comer pão e bolachas.

Nós tentamos cortar um pouco, dizemos que não mas isso não é impedimentos para os rapazes. Afinal já sabem onde estão as coisas e nem o facto de estarem num sitio alto nos safa.

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Nada que uma cadeira não resolva.

Resumindo agora atacam os armários pelo que só nos resta trancar a porta da cozinha para que não comam a despensa inteira.

 

Nem sempre os pais concordam um com o outro

No feriado de dia um o Guilherme tinha treino da bola às nove e meia da manhã. O pai foi chama-lo e voltaram os dois para a cozinha. O Guilherme sentou-se à mesa e o pai disse-me que o rapaz não queria ir ao treino.

Eu afirmei que tinha que ir e nada, enquanto resmungava com o marido por pactuar com o rapaz. Tivemos os dois ali um pouco a trocar argumentos sem que conseguíssemos provar quem é que tinha razão.

Será que é possível duas pessoas terem ambas razão com ideias tão diferentes?

Ora vejamos, o marido achava que não o deveríamos forçar porque o facto de ir contrariado só o faria andar sem vontade no treino e consequentemente teria menor rendimento. Concordei com ele neste ponto porque sei que a motivação move montanhas e que contrariados nunca temos os resultados desejados. Para além disso o marido argumentou ainda que concordámos que ele fosse jogar à bola para se divertir ( extravasar, libertar energias) não para andar contrariado. Mais uma vez achei que era um argumento válido. Fazemos questão que os rapazes tenham actividades mas sempre na componente liberal. Não somos daqueles pais que sonham ter o próximo Cristiano Ronaldo em casa e que os treinam de manhã à noite. Por isso mais uma vez achei que o marido tinha razão no que dizia.

Da minha parte ficou o argumento da nossa palavra e do compromisso. A meu ver o rapaz assumiu um compromisso com o clube e com os colegas de equipa quando entrou para a equipa. Compromisso esse que deve ser honrado. Não acho certo estarem a contar com ele e ele não aparecer. Não é este o tipo de educação que eu quero dar aos meus filhos. Quero que cresçam a entender que quando dizemos que sim é sim. Que quando nos comprometemos temos que cumprir. Afinal quantos de nós apareceríamos para trabalhar se ficássemos em casa quando não nos apetece ir?

Acabamos por concordar em deixar o rapaz faltar ao treino mas com um aviso que era a primeira e ultima vez. Tem que perceber que se quer jogar têm que ir faça chuva ou faça sol. Se vai inventar desculpas mais vale desistir de vez e poupar tempo e dinheiro aos pais.

No fim tinhamos ambos razão ou não?