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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

O que mudou num ano

No dia 30 de Outubro fomos festejar o aniversário da prima. O ano passado correu muito bem, fiquei com imensas fotos da festa e até partilhei algumas aqui.

Este ano a coisa foi um pouco muito diferente. Claro que os pequenos divertiram-se imenso mas para nós pais sofremos. Tudo devido a uma pequena alteração climatérica. O ano passado choveu imenso no dia da festa pelo que ficamos confinados entre a sala de brincar e a sala da comida. Foi muito fácil controlar os rapazes porque basicamente bastava ter atenção às portas. 

Este ano tudo mudou. Teve um dia de verão e os pequenos puderam aproveitar o terraço. Foi bom terem mais espaço mas isso dificultou-nos imenso a vida. Passaram a poder aceder às salas pelas janelas que abrem para o terraço para além das portas e nós passamos a ter que controlar várias entradas. O que podem dois meninos de dois anos aprontar numa pequena festa? Imenso.

Tão depressa lhes estávamos a tirar os sapatos para irem para o insuflável como corríamos atrás deles para não andarem descalços no terraço.  Piscávamos os olhos e já só víamos um. Lá estava a outro no insuflável calçado, toca a descalçar para, dois segundos, depois já estar no terraço descalço. Alguém chamou por mim a dizer que um dos rapazes espetou o dedo num copo de gelatina. Dei-lhe a gelatina para comer e vi o outro a mexer nas fatias de salame de chocolate. Tirei o papel de alumínio mas afinal não quis, não faz mal a mãe come. Voltaram para o terraço e no mesmo instante lá estava o Salvador a espetar o dedo nos copos todos de gelatina. O Santiago descobriu a fruta e quis comer. Deixei a avó a dar de comer ao Santi e fui ver se o Salvador estava com o pai e irmãos.  Corri tudo à procura do Salvador e encontrei-o sossegado ao pé da mesa do bolo de aniversário. Tinha a boca cheia de gomas que descobriu na mesa e já tinha arrancado um Kit Kat que fazia uma cerca no bolo de aniversário....Claro que isto é só o que me lembro agora.

Chagamos a casa de rastos, estes rapazes dão cabo de nós.

É sempre bom

É sempre bom chegar a casa e perceber que metade da família está doente. No nosso caso metade já é numero razoável, quase uma epidemia. São três rapazes a quem temos que controlar a febre. Três rapazes a acordar de noite a pedir água. Três a gemer, choramingar e remexer na cama a noite toda. Três a quem temos que dar antipirético, trocar roupas encharcadas...

São sete da manhã mas o meu cérebro diz-me que precisa de descansar. Os meus olhos teimam em abrir, o máximo que consigo é uma pequena brecha para ver o que estou a fazer. O meu corpo está descoordenado,penso em mexer um braço e só dez minutos depois é que consigo fazer o movimento. Como é que vou vestir e despachar quatro rapazes que vão estar ainda pior que eu?

Cheira-me que vai ser um dia muitooooo longo....

Banho

Cá em casa não se toma banho sem brinquedos, muitos brinquedos. À medida que o tempo passa o numero de tralhas na banheira vai crescendo. começou com copinhos, depois veio o patinho e de seguida os bonecos de borracha. 

Eles adoram brincar no banho. Descobriram que os bonecos esguicham água pelo que quando acaba o banho existe mais água nos pais, no chão, nos azulejos do que na própria banheira. Os mais velhos vêm aquilo tudo e só dizem que querem tomar banho com os irmãos também. Quatro numa banheira com estes bonecos deve dar uma coisa esperta. Vou preparando o meu coração para o dia em que isto acontecer.

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O drama das camas

Acordei na noite de sábado para domingo com o Santiago a chorar. Quando cheguei ao pé dele vi que o pai o tinha deitado na cama do Salvador e que este estava todo molhado. Percebi que a fralda tinha vazado pelo que tive que o limpar e vestir roupa lavada. Dormiu o resto da noite na nossa cama. No domingo lavei a roupa toda e fiz a cama de lavado.

Esta noite acordei com o choro do Salvador. Fui ter com ele à cama e estava molhado até ao pescoço. Nova troca de roupa e fralda a meio da noite. Dormiu o resto da noite na nossa cama e eu tenho outra vez uma cama para mudar. Ainda por cima é a mesma que ainda ontem foi feita de lavado.

A verdade é que passo a vida a mudar camas. Ou porque a fralda vaza, ou porque alguém têm uma hemorragia no nariz, ou porque alguém se enrola na roupa de cama e acorda encharcado...

O tempo já é curto para as tarefas que temos para fazer diariamente e a ultima coisa que precisamos é que continuem a arranjar mais trabalho. 

Ás vezes acho que não mereço isto

Os rapazes mimam-me demais. Quer seja com beijinhos e abraços. Quer seja com sestas dormidas agarrados a mim que nem uma lapa.Quer seja com expressões como "mãe é a mãe mais linda do mundo" " mãe adoro-te". Quer seja com boas vindas histéricas quando entro em casa depois do trabalho. Para além disso os mais velhos adoram oferecer-me coisas.

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Frascos comprados na feira de artesanato da escola.

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Lápis com estrelinhas para me lembrar deles enquanto escrevo.

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Um simples coração para colocar dentro do meu livro e me trazer um sorriso nos lábios cada vez que o vejo.

São coisas simples, pequenos gestos mas que me fazem imensamente feliz. É muito bom saber que o amor incondicional que temos pelos nossos filhos é correspondido de igual forma. Por vezes acho que não mereço tanto mimo. Sei que esta fase vai passar mas até lá vou aproveitando.

Um laço que se vai estreitando com o tempo

À medida que crescem cresce também o laço que os une. Vejo os quatro brincarem cada vez mais. Ouço quatro gargalhadas distintas cheias de cumplicidade. Andam sempre uns atrás dos outros e até fazer trabalhos se tornou complicado porque os gémeos não querem sair de ao pé deles. Se os tentamos deixar ao pé, os mais velhos distraem-se e não fazem nada de jeito. Se fechamos a porta para os mais velhos fazerem os exercícios os pequenos choram e gritam enquanto tentam forçar a entrada, o que resulta em que ninguém se consiga concentrar.

Esta união têm coisas boas e coisas más mas mais boas do que más. Fico de sorriso nos lábios quando os vejo andar que nem sombras uns dos outros. Ainda hoje, os mais velhos foram tomar o pequeno almoço e os pequenos tiveram que ir para ao pé deles. 

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Não importa que a televisão da sala estivesse a dar os mesmos bonecos. Não importa que o chão esteja frio e seja rijo. A única coisa que importa é estarem todos juntos.

Vantagens de ser mulher

No sábado passado fomos trabalhar. Almoçamos todos juntos num restaurante pago pela empresa. Desta vez resolvemos experimentar um sitio novo. Fomos muito bem atendidos e comemos bem. Eu comi pescadinha de rabo na boca com arroz de legumes e estava muito bom. De seguida escolhemos as sobremesas. O senhor foi aviar as mesmas e fez questão de nos dizer que aqueles pratos eram os das mulheres. 

Primeiro serviu um bolo de bolacha a uma das minha colegas que tinha uma fatia maior que o normal. De seguida serviu a tarde de natas da minha outra colega.

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 Ora a fatia correspondia a um quarto da tarde literalmente. De seguida coloca à minha frente a minha torta de claras.

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A fatia quase nem cabia no prato. Os colegas ainda disseram que eu não ia comer tudo mas aqui a gulosa mestre limpou o prato.

Ainda dizem que não há vantagens de sermos mulheres.

A preguiça instalou-se em mim

Surgiu não sei bem de onde e instalou-se em mim. Uma preguiça peganhenta que não desgruda por nada. Principalmente tem me dado preguiça de escrever.

Não é que não tenho temas nem ideias, mentalmente tenho post até ao fim do ano. O problema é escrever. As palavras juntam-se e formam frases. As frases multiplicam-se e originam textos. Textos bonitos, textos complexos, textos hilariantes. Tudo a dançar dentro da minha cabeça. Contudo quando penso em escrever não tenho vontade ou então os textos desaparecem como fumo no ar.

Sei que é uma fase, espero que seja uma fase porque escrever anima-me a alma. Escrever coloca-me um sorriso nos lábios, torna-me mais paciente, mais afável, mais... 

Por enquanto vou continuando a tentar expulsar esta preguiça que se instalou em mim e que me torna um ser menos risonho.

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