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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Gosta mesmo da escola

Ontem sai mais cedo do trabalho porque os pequenos estavam com febre. Fui busca-los à creche e de seguida apanhei o Guilherme na escola.

Cheguei antes da hora e ele já estava fora da sala. No portão a auxiliar disse-me:

- Ele hoje não tiveram musica à ultima hora. Eu esqueci-me de dizer que os podiam vir buscar mais cedo mas eles também não se lembraram.

- Não há problema. - respondi eu

- Então Guilherme não tiveste aula e não nos disseste nada?- perguntei a caminho do carro

- Esqueci-me.

- Esqueceste-te ou quiseste ficar na escola a brincar?

- Um pouco dos dois!- respondeu a rir-se

Eu fiquei feliz porque é sinal que ele gosta mesmo da escola e nem me importo de o deixar lá mais um pouco afinal a escola não é só para estudar.

O que mudou num ano

No dia 30 de Outubro fomos festejar o aniversário da prima. O ano passado correu muito bem, fiquei com imensas fotos da festa e até partilhei algumas aqui.

Este ano a coisa foi um pouco muito diferente. Claro que os pequenos divertiram-se imenso mas para nós pais sofremos. Tudo devido a uma pequena alteração climatérica. O ano passado choveu imenso no dia da festa pelo que ficamos confinados entre a sala de brincar e a sala da comida. Foi muito fácil controlar os rapazes porque basicamente bastava ter atenção às portas. 

Este ano tudo mudou. Teve um dia de verão e os pequenos puderam aproveitar o terraço. Foi bom terem mais espaço mas isso dificultou-nos imenso a vida. Passaram a poder aceder às salas pelas janelas que abrem para o terraço para além das portas e nós passamos a ter que controlar várias entradas. O que podem dois meninos de dois anos aprontar numa pequena festa? Imenso.

Tão depressa lhes estávamos a tirar os sapatos para irem para o insuflável como corríamos atrás deles para não andarem descalços no terraço.  Piscávamos os olhos e já só víamos um. Lá estava a outro no insuflável calçado, toca a descalçar para, dois segundos, depois já estar no terraço descalço. Alguém chamou por mim a dizer que um dos rapazes espetou o dedo num copo de gelatina. Dei-lhe a gelatina para comer e vi o outro a mexer nas fatias de salame de chocolate. Tirei o papel de alumínio mas afinal não quis, não faz mal a mãe come. Voltaram para o terraço e no mesmo instante lá estava o Salvador a espetar o dedo nos copos todos de gelatina. O Santiago descobriu a fruta e quis comer. Deixei a avó a dar de comer ao Santi e fui ver se o Salvador estava com o pai e irmãos.  Corri tudo à procura do Salvador e encontrei-o sossegado ao pé da mesa do bolo de aniversário. Tinha a boca cheia de gomas que descobriu na mesa e já tinha arrancado um Kit Kat que fazia uma cerca no bolo de aniversário....Claro que isto é só o que me lembro agora.

Chagamos a casa de rastos, estes rapazes dão cabo de nós.