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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Preocupações de mãe

Ontem fui com o Guilherme à natação. Estive a observa-lo enquanto esperava junta da turma para entrar na piscina.O grupo de crianças estava quieto e sossegado à espera enquanto que o meu rapaz não parava um minuto. Tão depressa estava aos saltos sem sair do mesmo sitio. Como abanava os braços de uma forma estranha. Na aula nunca está com atenção, a professora explica o exercício e ele anda a olhar para tudo menos para a professora. Outras vezes, enfia a cabeça debaixo de agua perdendo assim as instruções da professora. 

Eu observo isto tudo e o meu coração de mãe sofre. Sei perfeitamente que os comportamentos dele são desadequados. Fizemos anos de terapias que trouxeram muito benefícios mas nunca alteraram estes tiques. Disseram-nos que iriam desaparecer com o tempo mas eu não os vejo a desaparecer. Já o vi pior mas também acho que já o vi melhor.

Preocupa-me estes comportamentos diferentes. Infelizmente vivemos numa sociedade cruel que não aceita muito bem as pessoas diferentes. Todos sabemos que, por vezes, basta ter uma cor de olhos ou de pele diferente para sermos marginalizados. Basta ter uns quilos a mais ou a menos. Basta sairmos de todo um padrão de estereótipos que foi criado. Não me importo que o meu filho seja diferente mas preocupa-me que o seja. Como mãe a única coisa que quero é que os meus filhos cresçam seguros e felizes. Como mãe só quero protege-los de tudo.

Dou por mim a pensar que para o ano o ambiente vai mudar. Vai deixar de estar num meio controlado com quarenta crianças  para se ver envolto num mundo de centenas de crianças e adolescentes. Não consigo deixar de ter medo que os comportamentos dele lhe tragam dificuldades acrescidas nesta mudança. 

Por vezes só me apetece fecha-lo numa bolhas para que nada de mal lhe aconteça. No entanto a vida não pode ser vivida assim. Temos que os deixar travar as suas batalhas, ganhar e perder. Eu vou tentando mentalizar-me para a nova etapa que ai vêm enquanto rezo para que ele cresça um pouco, só um pouco.

Sei que provavelmente estou a preocupar-me demais mas não consigo evitar. O Outubro é um mês que me deixa de coração nas mãos.