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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Por vezes temos que nos resignar

Toda a vida gostei de carros pequenos. Daqueles que se estacionam em qualquer buraco, que consomem pouco combustível, que são leves e práticos. Quando soubemos que eram gémeos tivemos que trocar o meu carrinho de 4 lugares por um monovolume. Esta troca não foi pacifica, lutei muito para que o meu carro se mantivesse na família. Por fim acabei por perceber que não poderíamos andar constantemente a trocar de carro. A nossa vida já é uma correria, temos que nos lembrar de mil e uma coisas diariamente pelo que tivemos que simplificar a coisa. No fundo não poderíamos ficar limitados ao facto de precisarmos de ir buscar os miúdos e o carro não dar para o efeito, ter que ir trocar o carro ou esperar que o outro viesse para então buscar as crianças.

Acabamos então por tocar e eu fiquei com a carrinha que tenho actualmente. Aos poucos aprendi a gostar dela. Mostrou-se mais versátil do que esperava. Surpreendeu-me nos consumos e nunca me deixou ficar mal. Quando resolvemos trocar um dos carros lutei com unhas e dentes para que não fosse o meu. Expliquei por A mais B, demonstrei e provei que este seria que deveríamos manter. Como tinha a razão do meu lado acabei por conseguir manter o meu carro no entanto não é aquele tipo que me faz brilhar os olhos.

Quando andamos a estudar a troca da carrinha do marido apaixonei-me por um modelo novo. Adorei o formato e o tamanho. Sai do stand com a imagem daquele carro na cabeça. O marido também gostou muito e falámos a possibilidade de adquirirmos um dentro de dois, três anos. Eu fiquei muito feliz por pensar que iria poder voltar a conduzir uma veiculo dentro dos meus gostos.

Entretanto o meu carro foi à oficina para fazer uma daquelas manutenções de rotina e ficou lá dois dias. Durante esses dias tivemos que andar a fazer malabarismos apenas com um carro e eu percebi que estávamos errados. Nunca podemos comprar um veiculo de cinco lugares. Imaginem que o carro de sete lugares avaria ou vai fazer uma manutenção, como é que metemos seis pessoas dentro de uma carro normal?

A verdade é que os carros para nós não são luxos. Não temos forma de irmos trabalhar de transporte quer devido aos horários quer devido à localização dos nossos locais de trabalho. Para além disso fica muito mais em conta andarmos de carro do que pagar passes para os miúdos todos.

Já me resignei. Se viermos a trocar a minha carrinha, que já está velhota, será por outro veiculo enorme, que eu terei que conduzir durante mais uns anos. Se tiver sorte quando o Guilherme tirar a carta já poderei ter um veiculo normal, afinal passo a ter menos um no carro. A esperança é a ultima a morrer...

 

Os óculos novos do Leonardo

Já sabem que tivemos que comprar óculos novos para o rapaz. Aproveitei um sábado à tarde para tratar do assunto. Antes de sair o marido perguntou-me onde é que iria eu desencantar uns óculos cor de laranja, como o rapaz queria actualmente. Eu respondi-lhe que não fazia ideia, aliás nem sabia se existiriam armações cor de laranja actualmente.

Meti o rapaz no carro e pensei que me esperava uma longa tarde a pular de loja em loja busca de uma armação que lhe agradasse . A verdade é que é uma coisa que usa diariamente e fazemos questão que os adore. Já que os têm que usar ao menos que seja uma coisa que use com orgulho.

Chegamos à primeira óptica, entramos e eu vejo na montra uma excelente oportunidade. 

- Leonardo, já viste que têm os óculos da Police vermelhos que querias?

- Mas eu já não queria esses agora quero uns laranjas.

- Leonardo estes têm as hastes laranjas.

- Pois têm!

- Levamos estes?

- Sim.

E foi a compra mais rápida de óculos que alguma vez fiz. O rapaz adora-os e nunca os larga.

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Parabéns!!!!

Há uns anos atrás uma colega fez uma partida ao marido que eu adorei e resolvi aplicar este ano ao marido. Liguei-lhe de manhã e quando atendeu o telefone eu e os miúdos cantámos-lhe os parabéns. Ele gostou bastante do telefonema até que começou a perceber que aquilo não ficava por ali. Entretanto já lhe mandei meia dúzia de mensagens para o telemóvel pessoal, mais meia dúzia para o particular. Já lhe enviei os parabéns pelo facebook. Estou farta de lhos mandar pelo messenger e já perdi a conta aos email que lhe enviei.

Ele, coitado, já me escreveu de volta a dizer que já chegava mas eu não desisti. Vou continuar a enviar-lhe os parabéns até chegar a casa. Ele já nem me responde pelo que presumo deve estar danado comigo.

Já sabem que se deixarem de ter noticias minha ou se ouvirem alguma noticia estranha do género:" homem espanca mulher por esta lhe desejar os parabéns demasiadas vezes" somos nós.

P.S: Amor se estás a ler isto quero desejar-te os paragens!!!!!

Rotina depois do trabalho

Muitas são as pessoas que nos perguntam como é a nossa rotina de final do dia, afinal dar banho, fazer jantar, fazer trabalhos com quatro crianças é dose. Resolvi  então escrever um pouco sobre o assunto. À partida temos uma vantagem que é o facto de o marido os conseguir ir buscar à escola às 17:30. O marido vai buscar os gémeos por volta das 17:15, segue para a escola onde apanha os mais velhos e, por norma, às 17:45 já estão em casa. Se é dia de actividades ( segundas, quartas e sextas) os rapazes começam imediatamente a fazer os trabalhos. Entretanto eu chego por volta das 18:15, apresso-me a trocar de roupa e corremos para a piscina. Voltamos para casa às 20 horas jantamos o que o marido fez ou aqueceu. Nos dias de actividades tento deixar adiantado ou, até já feito, o jantar de véspera, assim o marido fica com a tarefa facilitada uma vez que também têm que tomar conta dos gémeos. Quando terminamos o jantar os rapazes acabam os trabalhos, se ainda não estão todos feitos e, ou, vêm um pouco de televisão até às 21:30 que é a hora de se deitarem.

Nos dias em que não há actividades chego a casa e costumo encontra-los a começar os trabalhos de casa. Eu vou fazendo o jantar enquanto os vou ajudando nas dúvidas. Costumam acabar os deveres ao mesmo tempo que o jantar fica pronto, ou então esperamos um pouco até eles acabarem. Nestes dias jantamos um pouco mais cedo o que significa que ficam com mais tempo para brincar ou ver bonecos.

O ano passado o Guilherme tinha musica para além da natação o que nos dificultava mais a vida. O pai deixava-o na musica depois da escola, eu ia busca-lo e íamos para a natação. Nesses dias jantava, fazia os trabalhos e quando acabava já eram horas de dormir. Por vezes tinha pena dele mas ele é que queria ter aquelas actividades.

Este ano ainda não sei se vai ou não voltar para a musica. Tão depressa diz que quer como não quer, também fala no futebol mas não sei se será possível conciliar os horários até porque acho que as crianças têm que ter tempo para ser crianças….

 

Mais um primeiro dia de aulas

Ontem foi dia de voltar à escola novamente.O dia começou bem. Conseguimos sair de casa a tempo e nem me precisei chatear. Deixei os pequenos na cresce e segui para a escola. Os mais velhos entraram contentes e carregadíssimos de material escolar.

Apesar de ser o primeiro dia o horário foi normal, pelo que, só voltaram ao final da tarde. Chegaram a casa bem dispostos mas, já com trabalhos para fazer. Nesta escola é assim, nunca à um dia de folga. 

Ao jantar contaram como foi reencontrar os colegas e conhecer alguns novos, no caso do Leonardo. Falaram sobre o que fizeram durante o dia e explicaram o que foi o almoço. Depois do jantar e dos trabalhos feitos  fui preparar as coisas para o dia seguinte. Perguntei ao marido onde estavam as lancheiras. Respondeu-me que o Guilherme se tinha esquecido da dele na escola e que a do Leonardo estava na mochila. Revirei a mochila  do rapaz e percebi que afinal o Leonardo também se tinha esquecido da dele. Claro que resmunguei sobre o facto de serem uns cabeças no ar e esquecerem-se de tudo. Depois percebi que me tinha esquecido dos óculos algures entre o trabalho e o carro e pensei que têm mesmo a quem sair....

Novo passatempo

Numa nova leva de arrumações encontrei um boneco que tem como utilidade guardar a fraldas novas. É extremamente útil para ter pendurado ao pé do muda fraldas e tem uma cores que ficam bem em qualquer quarto.

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 Resolvi então fazer um passatempo para arranjar uma nova casa para a nossa amiga girafa.

 Quem quiser concorrer só tem que:

  • fazer gosto na nossa página do facebook
  • Partilhar a publicação do passatempo
  • Mencionar num comentário o nome de três amigos.

O passatempo acaba dia 23 de Setembro.

Fiquei escandalizada

Esta semana tivemos reunião com a direcção da escola para falarmos um pouco sobre o novo ano escolar. Como já vai sendo hábito estiveram presentes o director do agrupamento, a directora da escola, as professoras, o presidente da junta e alguns membro da GNR.

Todos os membros falaram um pouco e responderam às nossa duvidas. Chegou então a hora da GNR falar. Explicaram-nos que os membros da escola segura não fazem única e simplesmente o patrulhamento das escolas. Disseram-nos que, tal como nos anos anteriores, iriam ter contanto directo com os alunos. Os agentes vão regularmente à escola para sensibilizar as crianças com diversos assuntos como a violência doméstica. Também lhes transmitem cuidados sobre como andar nas via publicas quando são peões e quando circulam em veículos. Foi nesta área que ouvi da parte dos agentes uma coisa que me deixou boquiaberta. Os agente pediram aos pais para nunca andarem com as crianças sem o cinto de segurança. Informaram que quando perguntas às crianças muitas delas dizem que circulam sem cinto porque os próprios pais dizem que não é preciso colocar uma vez que a escola é muito perto.

Não me quero armar em moralista mas confesso que fiquei escandalizada com isto. Já tinha reparado que uma ou outra criança do bairro vinham de carro sem virem devidamente seguras mas não fazia ideia que eram assim tantas e que era uma coisa tão regular. Como é possível facilitarmos tanto quando falamos na vida dos nossos maiores bens? É uma coisa que demora dois segundos a fazer e pode salvar uma vida.

Coisas que uma mãe faz

Deram-me metade de uma melancia de uma proporção bastante generosa. Cheguei a casa e resolvi arranja-la toda porque sei que se for preciso partir a coisa ninguém lhe toca. Comecei então a corta-la aos bocados e a tirar as pevides. Ao fim de três fatias já tinha a caixa quase cheia e pensei que teria que colocar o resto noutro recipiente mas, a família veio em meu auxilio. Claro que não vieram ajudar a mãe a cortar e a tirar sementes. Vieram sim comer para evitar que se suja-se outro recipiente. Digam lá que não são meus amigos. Comeram, comeram e comeram. Comeram tanto que pensei que nem ia sobrar nenhuma e, só sobrou porque, assim que acabei de a arranjar tapei a caixa enquanto informava que estavam proibidos de comer mais.

Fica a foto do que restou antes do jantar porque depois ainda sofreu um novo ataque.

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 Tanto trabalho e não durou tempo nenhum.

Conversas com crianças

Estava eu num parque infantil com os rapazes todos quando o Salvador decidiu que queria andar no sobe e desce. Sentou-se de um lado mas nenhum dos outros quis ir andar com ele. Tive que me voluntariar, lá fui eu agarrar o banco oposto e fazer uma serie de agachamentos para fazer subir o rapaz do outro lado.

Entretanto vem uma menina para o segundo sobe e desce e a avó começa a fazer exactamente o que eu estava a fazer no meu. Contudo o grau de dificuldade dela era superior visto que a menina era muito maior e mais pesada que o meu rapaz. Passado um pouco a avó diz:

- Isto é difícil! Logo à noite não me mexo.

- Ó avó à noite não te precisas mexer. Só tens que ficar quietinha na cama.