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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Hora da ceia

Decididamente as crianças aprendem todas os mesmos truques. É só mencionar que são horas de dormir e eles inventam mil e uma coisas para adiar a ida para a cama. Uns pedem água, outros precisam ir à casa de banho, existem outros que vão dar beijinhos à família toda e quem se lembre que têm frio ou calor. Por aqui lembram-se que têm fome. Todos os dias lá vão eles sentar-se à mesa a comer a ceia.

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Melhores cozinheiras do mundo

Sentamos-nos à mesa para jantar e o Guilherme disse:

- Mãe adoro todas as comidas que fazes, são sempre as mais deliciosas de todas. Acho que deves ser a ,melhor cozinheira do mundo.

Esqueçam lá o Gordon Ramsay ou outro qualquer grande chef. Esqueçam as estrelas michelin. As melhores cozinheiras do mundo são e serão sempre as mães.

Bem o titulo é capaz de ser dividido entre mães e avós.

Diferenças entre ter um primeiro, um segundo e um terceiro filho.

Existem muitas diferenças entre ter um primeiro, um segundo e até um terceiro filho.

 

Num primeiro filho:

  • Temos todo o cuidado do mundo.
  • Lemos imensos livros para saber como fazer tudo.
  • Só lhe damos comida saudável. Primamos pelas coisas biológicas
  • Seguimos as instruções do pediatra à risca
  • Juramos que só vai comer doces aos 18 anos
  • Não deixamos o bebe olhar para a televisão até ter um ano de idade porque o pediatra diz que faz mal.
  • Não damos colo para não habituar mal
  • Não deixamos comer morangos, marisco e frutos secos antes dos dois anos por instruções médica
  • Compramos livros e brinquedos didácticos
  • Devoramos livros que falam sobre remédios milagrosos para o bebe dormir
  • Demoramos uma eternidade a fazer tarefas como mudar uma fralda ou vestir o bebe.
  • Morremos de medo de falhar
  • Juramos que nunca vai dormir na cama da mãe e do pai
  • Corremos para o médico ao mínimo sinal de doença

 

Num segundo filho:

 

  • Temos cuidado mas não tanto como do primeiro
  • Já não tanto ligamos ao que os livros  nos ensinam
  • Começamos a ser menos selectivos na comida, come o que houver
  • Passamos a introduzir as coisas mais cedo e quando damos conta aos oito meses já come morango
  • Ficamos mais permissivos com doces e bolachas, afinal o menino não pode ficar aguado a ver o irmão comer.
  • Já não nos importamos que olhe para os bonecos que o irmão está a ver na televisão mesmo que ainda não tenha um ano
  • Passamos a dar mais colo porque percebemos que eles crescem demasiado depressa
  • Deixamos de comprar brinquedos porque percebemos que não lhe ligam nenhuma. Brinca com os que herdou do irmão
  • Ignoramos os livros que falam sobre o sono dos bebes
  • Corremos com o pai da cama para conseguir dormir com os dois pequenos
  • Passamos a lavar e vestir os miúdos com uma perna às costas
  • Temos menos medo de falhar
  • Só vamos ao médico quando já não há volta a dar

 

Num terceiro filho:

   

  • Aceitamos que as crianças são muito mais rijas do que parecem e deixamos de andar com mil e um cuidados
  • Olhamos para os livros que compramos e pensamos se alguma das coisas que lemos corresponde à verdade.Já não queremos saber de comida biológica. O que interessa é ter algo prático e rápido para calar as crianças na hora da fome.
  • Deixamos de ligar ao plano alimentar, basicamente damos aos pequenos o que houver em casa. Qual é o mal de comer morangos aos quatro meses? Assim ficamos logo a saber se é alérgico ou não.
  • Quando damos conta um dos mais velhos já deu chocolate ao bebe que ainda não têm mais que quatro meses
  • Já aprendemos a colocar o bebe à frente da televisão para conseguirmos fazer alguma coisa. Nem nos interessa se é um canal de bebé ou não.
  • Vivemos com o bebe ao colo, deixamos que durmam longas sestas nos nossos braços. Não importa que fiquem mal habituados dentro de meses já só querem gatinhar e andar.
  • O terceiro filho brinca com os poucos brinquedos que sobreviveram dos irmãos
  • Aprendemos a vestir-nos com um ao colo, outro pendurado na  nossa perna e com o terceiro a chorar.
  • Tornamos-nos peritas em vestir e arranjar três mais depressa do que levávamos a tratar do primeiro.
  • Já aprendemos que vamos falhar em imensa coisa mas também sabemos que faremos bem muitas outras.
  • Só vamos ao médico em consultas de rotina ou situações de doença grave.

 

O google fotos têm destas coisas

Têm passado os dias a mostrar-me fotos do que estava a fazer no ano anterior. Inicialmente achei piada mas depois comecei a ficar um pouco deprimida. Ser constantemente bombardeada por fotos de paisagem lindas e de refeições magnificas. Relembrar vezes sem conta as nossas aventuras e peripécias só poderia resultar numa coisa.

Fiquei com vontade de viajar novamente. Custa-me a crer que já passou um ano desde que andamos aqui e aqui

Os gémeos

Os gémeos continuam a crescer a olhos vistos e com o crescimento aumentam as diferenças entre eles.

O Salvador é mais falador, adora apontar para as coisas e dizer o que são como que a provar que sabe o que fala. É mais espevitado que o irmão mas ao mesmo tempo é mais calmo. Não faz fitas e para ele está sempre tudo bem. Adora comer, principalmente pão e fruta. Tem sempre um doce sorriso nos lábios capaz de derreter qualquer coração mas como é muito independente acaba por receber menos mimos que o irmão. É, também, o mais dorminhoco. Adormece melhor e primeiro que o irmão. quando têm sono pede-me para ir para ao pé do pai, eu abro-lhe a porta e ele deita-se e adormece sozinho. Depois é só muda-lo de cama e dorme a noite toda.

O Santiago é mais inconstante a nível emocional. Tão depressa têm um sorriso no rosto como está a resmungar. É mais meigo que o irmão, passa a vida a dar abraços e beijos aos outros elementos familiares. Contudo também é mais teimoso e não têm medo de elevar o tom de voz para se fazer entender. Quando não quer uma coisa não quer, e não há nada que o faça mudar de ideias. É menos falador que o irmão e ainda não diz tantas frases. Por outro lado come melhor sozinho e já largou o biberão à imenso tempo, ao contrário do Salvador. O Santiago é mais menino da mamã. Pede mais colo, mais mimo. Só adormece colado a mim e passa a noite a chamar mãe.

Apesar de tão diferentes são também muito iguais. Ambos adoram ver bonecos e vídeos musicais. São fãs do Mickey e dos caricas. Adoram cantar e ouvir musica, qualquer tipo de musica. Quando vamos no carro consigo ouvi-los a acompanhar o rádio. Também adoram dançar. Adoram fazer desenhos e construções com legos. A cima de tudo adoram-se um ao outro, não fazem nada sem mencionar o irmão. Se dou uma bolacha a um pede-me logo outra para ir a correr enfiar na boca do irmão. Se um acorda vai logo chamar o irmão. Se vou lavar os dentes a um pede-me a escova do mano para lhe ir dar.

Adoro ver este carinho e cumplicidade que cresce diariamente diante dos nossos olhos. espero que a ligação entre eles continue a crescer e que sejam sempre os melhores amigos.

 

A mulher nem sempre é a má

Quantos de nós não tecemos conclusões sobre determinadas coisas sem termos os dados todos à nossa frente.Por vezes tecemos conclusões sobre uma determinada pessoa ou relação quando a verdade é que não fazemos a mais pequena ideia.

Resolvi então demonstrar como às vezes as coisas não são bem como aparentam. Por vezes existem homens que parecem que precisam da aprovação das mulheres para tudo o que faz com que pensemos que a mulher deve ter um feitio difícil. A parte do feitio difícil é verdade mas o resto pode não ser.

O meu marido têm o hábito de se desculpar com a minha pessoa quando se quer esquivar a algo. Se o convidam para um convívio e não têm vontade de ir, inventa que eu preciso de ir aqui ou acolá. Outras vezes argumenta que eu já tenho planos. Percebam a parte em que saliento o eu como sujeito culpado da situação mas que desconhece completamente a mesma.

Mas há mais. Quando lhe ligam para vender alguma coisa pede que lhe liguem à noite e depois diz-me para atender. É certo que eu despacho-os num instante mas não havia necessidade de ter que fazer o trabalho sujo dele. No outro dia foi à porta atender um vendedor de televisão por cabo. Conseguiu dizer ao homem que estava fidelizado mas acho que o disse com cara de interessado. Acontece então que o sr. começou a desbobinar sobre todos os pacotes e preços até que me fartei. Lá fui eu, até à porta com a minha cara de poker dizer ao rapaz que não poderíamos mudar mesmo que quiséssemos. Despachei-o indicando para voltar dentro de um ano.

Ainda esta semana tivemos outra situação. Ligaram-lhe para o telemóvel, como não conhecia o numero pediu-me para atender porque deveria ser alguém a vender algo. 

- Estou sim. - disse eu friamente

- Boa noite seria possível falar com o Rodrigo?

- Quem fala?

- Sou o X que joga com ele nos veteranos.

- Toma lá o telemóvel que é um colega teu da bola.

Claro que o colega deve ter ficado a pensar que eu era tão má que até controlo o telefone ao marido.

Fica então a deixa que a mulher nem sempre é a má da fita. Acho que muitos homens usam esse mito em proveito próprio e eu sou a prova disso.

Mais alguém se queixa do mesmo?

Ups... esqueci-me dessa parte.

Aproveitamos o jantar para falarmos um pouco. Eu perguntava ao Leonardo sobre o que tinha comido na escola.

- Leonardo andas a comer pão ao almoço?

- Comi a sanduíche que mandas-te no primeiro recreio.

- Está bem amor. E ao almoço comeste pão?

- Não. Comi sopa, comi o arroz e deixei o peixe.

- E comeste fruta?

- Comi maçã. No terceiro recreio comi a banana, duas bolachas de chocolate com caras que uma colega me deu e uma bolacha que um colega me deu parecida com uma bolacha de água e sal.

- Mas eu ando a cortar-te a ração e tu andas a comer comida dos outros? Foste tu que pediste aos teus colegas?

- Sim qual é o mal! Somos amigos não podemos partilhar?

- Claro que podem partilhar mas o que é que tu partilhas-te com eles?

- Ups... esqueci-me dessa parte.

Olivais street Food Festival

Este ano fomos à segunda edição do Olivais Street Food. Chegamos ao fim da tarde quando o numero de pessoas ainda permitia uma livre circulação. Os pequenos brincaram nos divertimentos. De seguida provamos algumas coisas das roulotes. Comemos hambúrgueres, cachorros, sandes de bifanas, carbonada e bolas de Berlim. Eu ainda olhei para os gelados e para os outros doces mas já não havia barriga para mais. Saímos do festival por volta das 21 horas quando a maioria das pessoas estavam a chegar para assistir aos espectáculos. Deixo-vos algumas fotos.

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Primeira experiência dos gémeos num insuflável. No inicio choraram mas depois já não queriam sair.

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O Leonardo a escorregar pelo insuflável abaixo.

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 O Guilherme no trampolim e o irmãos a verem. O Salvador queria experimentar também.

O festival contou com  a presença de artistas como Bruno Correia, Herman José,Toy e Mia Rose.