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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

A mulher nem sempre é a má

Quantos de nós não tecemos conclusões sobre determinadas coisas sem termos os dados todos à nossa frente.Por vezes tecemos conclusões sobre uma determinada pessoa ou relação quando a verdade é que não fazemos a mais pequena ideia.

Resolvi então demonstrar como às vezes as coisas não são bem como aparentam. Por vezes existem homens que parecem que precisam da aprovação das mulheres para tudo o que faz com que pensemos que a mulher deve ter um feitio difícil. A parte do feitio difícil é verdade mas o resto pode não ser.

O meu marido têm o hábito de se desculpar com a minha pessoa quando se quer esquivar a algo. Se o convidam para um convívio e não têm vontade de ir, inventa que eu preciso de ir aqui ou acolá. Outras vezes argumenta que eu já tenho planos. Percebam a parte em que saliento o eu como sujeito culpado da situação mas que desconhece completamente a mesma.

Mas há mais. Quando lhe ligam para vender alguma coisa pede que lhe liguem à noite e depois diz-me para atender. É certo que eu despacho-os num instante mas não havia necessidade de ter que fazer o trabalho sujo dele. No outro dia foi à porta atender um vendedor de televisão por cabo. Conseguiu dizer ao homem que estava fidelizado mas acho que o disse com cara de interessado. Acontece então que o sr. começou a desbobinar sobre todos os pacotes e preços até que me fartei. Lá fui eu, até à porta com a minha cara de poker dizer ao rapaz que não poderíamos mudar mesmo que quiséssemos. Despachei-o indicando para voltar dentro de um ano.

Ainda esta semana tivemos outra situação. Ligaram-lhe para o telemóvel, como não conhecia o numero pediu-me para atender porque deveria ser alguém a vender algo. 

- Estou sim. - disse eu friamente

- Boa noite seria possível falar com o Rodrigo?

- Quem fala?

- Sou o X que joga com ele nos veteranos.

- Toma lá o telemóvel que é um colega teu da bola.

Claro que o colega deve ter ficado a pensar que eu era tão má que até controlo o telefone ao marido.

Fica então a deixa que a mulher nem sempre é a má da fita. Acho que muitos homens usam esse mito em proveito próprio e eu sou a prova disso.

Mais alguém se queixa do mesmo?

Ups... esqueci-me dessa parte.

Aproveitamos o jantar para falarmos um pouco. Eu perguntava ao Leonardo sobre o que tinha comido na escola.

- Leonardo andas a comer pão ao almoço?

- Comi a sanduíche que mandas-te no primeiro recreio.

- Está bem amor. E ao almoço comeste pão?

- Não. Comi sopa, comi o arroz e deixei o peixe.

- E comeste fruta?

- Comi maçã. No terceiro recreio comi a banana, duas bolachas de chocolate com caras que uma colega me deu e uma bolacha que um colega me deu parecida com uma bolacha de água e sal.

- Mas eu ando a cortar-te a ração e tu andas a comer comida dos outros? Foste tu que pediste aos teus colegas?

- Sim qual é o mal! Somos amigos não podemos partilhar?

- Claro que podem partilhar mas o que é que tu partilhas-te com eles?

- Ups... esqueci-me dessa parte.