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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Pensa que me engana

O marido senta-se no sofá, ao meu lado, e estende-me a minha tablete de chocolate. Sim a minha porque agora compro uma para ele e uma para mim. Começo a comer e digo-lhe

-Tu comeste da minha tablete?

- Eu? Não comi nada.

- Diz lá isso sem te rires.

- Eu só me estou a rir porque tu estas a fazer cara de má.

- Estás a rir porque comeste.

- Não comi nada.

- A tablete tinha seis fiadas de chocolate e agora só têm cinco.

- Pronto eu confesso que comi uma fiada mas nunca pensei que percebesses. Mas tu até o chocolate contas.

Pensava que me enganava.

Agora que leio o que escrevi fiquei a pensar se será assim tão estranho saber quanto chocolate existe no pacote. Acham que é um comportamento obsessivo?

Adaptação à creche

Já se passou uma semana desde que os pequenos entraram para a creche. Nunca pensei que se adaptassem tão bem. Assim que chegamos o Salvador vai logo bater à porta, entre assim que a abrem e nem olha para trás. Com o Santiago a história já é outra. Assim que vê a porta começa a dizer que não e tenta fugir. Tenho que pegar nele ao colo e leva-lo para dentro. No entanto assim que lá está dentro vai juntar-se ao irmão sem choro ou birra.

Têm comido bem, bem demais. Comem tudo o que lhe põem à  frente e por norma repetem.  Têm aprendido a brincar de uma forma mais organizada. Na creche não podem simplesmente espalhar os brinquedos todos no chão. O Salvador passa o dia a brincar com um quadro mágico, pega nele assim que chega e senta-se logo a fazer desenhos. Tenho que lhe comprar um para casa para inspirar a criatividade.

Têm dormido lindamente e , por norma têm que os acordar caso contrário dormiam ainda mais. É o pai quem os vai busca-los à tarde. Diz que o Salvador assim que o vê quer logo vir embora já o Santiago não quer sair de lá. Estes rapazes gostam mesmo de ser do contra.

Eu fico feliz porque os vejo contentes mas não posso deixar de me sentir triste por se terem adaptado tão bem. O marido diz que eu sou doida mas a verdade é que é um sentimento contraditório. Se ficam a chorar ficamos tristes porque ficam a chorar. Se ficam bem sentimos que não querem saber de nós.  O marido tem razão sou mesmo doida.