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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Coisas que só nos acontecem a nós nº 22

Hoje de manhã estava a ler este post da Chic'Ana e lembrei-me de mais uma daquelas situação que só nos acontecem a nós.

Esta história passou-se à cerca de uns quatro anos. Estava com a minha mãe e os pequenos na praia. Os pequenos a que me refiro é são o Guilherme e o Leonardo porque os gémeos ainda nem estavam nos planos.

Entramos todos no mar até ficarmos com a água pelos joelhos. Na altura eles tinham algum receio da água principalmente o Leonardo. Ficamos ali um pouco a pular as ondas todos contentes até que o Guilherme se queixou que algo lhe tinha picado o pé. Eu expliquei-lhe que provavelmente tinha pisado uma concha e que teria sido isso que tinha sentido. Ele continuou a dizer que lhe doía o pé e levantou-o para fora de água para ver o que se passava. Mal ele tira o pé debaixo de água vi que algo não estava bem, tinha algo agarrado a um dos dedos e eu não percebi bem o que era. Peguei nele e saímos do mar. Sentei-o na areia e percebi que tinha um anzol espetado no dedo.

O menino gritava para eu lhe tirar aquilo,o Leonardo chorava de ver o irmão aflito, a avó gritava que aquilo não saia de qualquer maneira e que ia magoar muito o meninos. Pensei por breves instantes, enchi-me de coragem e resolvi tirar aquilo. Felizmente saiu bem porque não chegou a apanhar carne. Fiou preso apenas na pele pelo que foi fácil tirar e nem fez sangue nem nada.

Fui imediatamente colocar o anzol no caixote do lixo para mais ninguém se magoar. Por acaso correu bem mas poderia não ter corrido. Quantas linhas se partem ficando assim os seus anzóis perdidos no mar podendo estes anzóis magoarem-nos a sério.

A culpa é sempre da mãe

Esta é a ultima.

- Mãe, quando é que acaba a praia? -pergunta o Leonardo

- É só até ao fim da semana.

- Até ao fim da semana! Que seca! Estas são as piores férias grandes de todas e a culpa é toda tua!

- É culpa minha porquê?

- Porque foste tu que escolheste.

Não importa ter sido decidido entre mim e o marido a culpa continua a ser minha. Já estou habituada. E por ai a culpa também é sempre da mãe?

Amor de gémeos

O amor entre os dois é cada vez mais visível e não para de me surpreender. Já não passam um sem o outro. No outro dia fomos fazer uns exames e claro que teve que ser um de cada vez. Cada vez que fechávamos a porta desatavam a chorar e a chamar pelo mano. Foi muito difícil conseguir que parassem de chorar para fazer o exame.

De manhã levo os dois pela mão, a avó vem ao nosso encontro, pega num e começa a subir as escadas. Eu levo começo a subir as escadas com o outro e ele não tiram os olhos um do outro. O primeiro a chegar ao quarto andar fica no patamar das escadas à espera do irmão e só entram em cada os dois juntos.

Também noto que se ajudam muito mutuamente. Ainda ontem o Santiago pediu-me a chucha. Eu disse-lhe que não porque já tinha uma na boca mas ele continuou a insistir. Acabei por lha dar e fui atrás para ver o que ia fazer com ela. Foi a correr até ao quarto e colocou-a na boca do irmão.

A ajuda não fica por aqui, já vi um dar a mão ao outro para o ajudar a subir algo. Já vi um a empurrar o outro com a mesma finalidade. Já os vi partilhar comer e até darem comer há boca um do outro.

Adora também brincar um com o outro. Passam horas a fugir um do outro e a rirem-se às gargalhadas. Principalmente ao inicio da noite. Dou-lhes a chucha para começarem a amolecer mas ultimamente a coisa têm resultado no oposto. Um esconde a própria chucha e depois vai roubar a do irmão. Aparece na sala a correr perseguido pelo irmão. O que têm a chucha corre às gargalhadas até o irmão o apanhar e lhe roubar a dita. É a vez do segundo colocar a chucha e fugir. O outro corre atrás dele até o apanhar. Adoro estar no sofá a vê-los e ouvi-los nesta brincadeira. As gargalhadas deles são contagiantes e eu não consigo deixar de sorrir.

Claro que também há dias em que estão para implicar. Por enquanto são raros mas às vezes batem-se e empurram-se o que é perfeitamente normal. Felizmente 90% do tempo dão-se bem um com o outro o que eu agradeço. Só não agradeço o facto de se ajudarem e encobrirem nos disparates. Por vezes penso que se já são capazes de colaborar tão bem para a sacanice nem quero imaginar como será daqui por uns anos