Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

É o que faz serem tantos.

Ontem coloquei os gémeos nas cadeiras de comer e fui preparar o prato. Quando voltei vi que um dos gémeos tinha no braço a marca de dentes. Pensei que o Santiago tinha mordido o Salvador porque de vez em quando faz destas coisas. Percebi logo de imediato que quem estava mordido era o Santiago. Pensei que era bom o Salvador começar a defender-se do irmão mas de qualquer forma tinha de ralhar com ele.

Peguei no braço do Santiago, encostei-o quase à cara do Salvador e comecei:

- Salvador quem fez isto ao mano?

- Mãe!

- Guilherme agora não que eu estou a falar com os teus irmãos. Salvador, isto não se faz! Os meninos têm que ser amigos e não se pode morder.

- Mas mãe...

- Guilherme eu já te dou atenção mas primeiro deixa-me acabar de conversar com os teus irmãos. Salvador a mãe não quer que mordas o Santiago porque se não a mãe vai se chatear contigo.

- Mas mãe...

- Diz lá Guilherme.

- Era só para te dizer que eu vi o mano mordeu o próprio braço.

É o que faz serem tantos, nunca sei que é o verdadeiro culpado. Quando se têm só um não há como falhar.

As escolhas das pessoas

Chegamos cedo à praia, tão cedo que tínhamos a praia deserta só para nós. Aos poucos foram chegando mais pessoas mas a praia continuava com imenso espaço vazio. 

Estávamos à beira mar a brincar com os miúdos numa piscina gigante que tínhamos construído e eu ia deitando o olho às nossas coisas que estavam um pouco mais a cima. Ás tantas vejo chegar um casal com duas crianças. O casal procura o local ideal para colocar as suas coisas e dirige-se para ao pé das nossas. Onde acham que eles se foram colocar? Vou ser amiga e dar três hipóteses para escolherem:

  1. À nossa direita, onde existia um espaço de mais de três metros de areia disponível.
  2. À nossa esquerda, espremidos em pouco mais de um metro de espaço que nos separava dos vizinhos do lado.
  3. À nossa frente, onde não existia ninguém até a beira mar, tapando assim a nossa vista.

Fico à espera das vossas respostas. Á tarde conto o que aconteceu.