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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Por aqui hoje é Feriado da Espiga

No ano passado esquecemos-nos deste feriado. O marido levou os mais velhos à piscina e ligou-me a perguntar porque é que estava fechada. Foi preciso uns pouco para percebermos que nos tínhamos esquecido do Feriado Municipal,é o que dá gozar o de Lisboa no trabalho.

 

Esta segunda feira o Leonardo disse-me:

-Mãe dia 5 é feriado por isso não há escola.

Eu pensei que não havia nenhum feriado no dia 5 pelo menos não tinha visto nenhum no calendário. Mais tarde em conversa com uma colega percebi que era o Feriado da Espiga. Tomei nota mental que na quinta ficava com os quatro em casa.

Terça-feira de manhã:

- Mãe não te esqueças que quinta feira é feriado.- lembrou o Leonardo

Quarta-feira de manhã:

- Mãe não te esqueças que amanhã não há escola.- relembrou o Leonardo

Quarta-feira à tarde:

- Catarina não te esqueças que amanhã é Feriado. - disse o marido

Quinta-feira de manhã:

-Mãe...

- Já sei que hoje não há escola por isso podem todos calar-se com isso.

Será que estavam todos com medo que eu me esquecesse e fosse por os miúdos à escola. Bem até é possível que isso acontecesse mas no máximo dava com o nariz na porta

Já começamos

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 Resolvi aproveitar o facto de estar em casa com eles para começar a mostrar-lhe o bacio. Um só chora que não quer estar lá sentado, o outro só chora porque não se quer levantar. Ontem o Santiago fez chichi no bacio depois da sesta e hoje de manhã também fez. O Salvador nem se quer sentar. Sento-o e levanta-se logo.

Não vou stressar porque sei que só vão deixar as fraldas quando quiserem. Desejem-nos sorte.

Fico de cabelos em pé

Estes meninos mais pequenos vão de mal a pior, é quase impossível estar em casa com os dois sem endoidecer. Apesar de ter as gavetas todas trancadas eles descobriram que conseguiam tirar talheres pela ranhura que fica.

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 Claro que foi uma animação com eles a tirarem talheres e a espalha-los pelo chão. Adoram atirar tudo o que faz barulho e eu agradeci o facto de os vizinhos de baixo não estarem a ouvir aquela barulheira. Tentei de todas as formas, possíveis e imaginárias, que eles deixassem a gaveta em paz mas sem sucesso. Então resolvi tomar medidas mais radicais uma vez que estava farta de apanhar talheres.

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Sim filmei a bandeja dos talheres, eles depressa perderam o interesse porque já não conseguiam tirar nada da gaveta.

Viraram então a tenção para uma gaveta diferente.

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Desarrumaram, brincaram e até tentaram arrumar mas sem sucesso.

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Eu arrumei os panos várias vezes mas assim que os arrumava eles iam logo espalhar tudo novamente. Optei por não arrumar mais. Quando o marido chegou a casa arranjou a tranca da gaveta e já não há panos espalhados pela casa.

Perto da hora da almoço fui fazer sopa para lhes dar. Deixei-os entretidos, ainda a brincar com os panos. Estava a descasar as coisas e começo a ouvir um barulho diferente. Fui ver o que se passava e vejo que o Santiago tinha arrastado uma cadeira até ao pé do aparador. Subiu para cima dela e estava todo contente a escavar nas pedras do meu centro de mesa.

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 Pedrinhas azuis por todo o lado. Tive uma trabalheira para arrumar tudo.

Depois de almoço dado e casa arrumada fui estender uma roupa que se demonstrou uma tarefa quase impossível. O Salvador não pode ver ma janela aberta que trata logo de a fechar. Nenhum dos dois pode ver o cesto das molas porque espalham as molas por todo o lado. Então eu comecei a estender roupa e vieram logo os dois a correr. Eu pegava numa peça, ia ate ao frigorifico de onde tirara duas molas do cesto, abria a janela e tentava estender a roupa enquanto o Salvador empurrava a janela contra as minhas costelas para a fechar. Eu colocava-me para dentro e ele fechava a janela. O Santiago estava entretido a espalhar a roupa lavada pelo chão  o que me dificultava ainda mais a tarefa. entretanto o Salvador ouviu a musica duns bonecos interessantes e saiu da cozinha.Eu aproveitei para estender a roupa sem estar sempre a abrir a janela e a levar com ela. Vou buscar molas e vejo o Santiago a preparar-se para deitar uma peças de roupa pela janela. Felizmente consegui salvar a roupa mas tive que continuar a abrir e a fechar a janela até acabar.

Perto das  duas da tarde deitei-os para dormir a sesta e adormeceram imediatamente. Até eu dormi a sesta de tão cansada que estava destes pestes. 

Crianças e um capacete

Cada vez que o marido chega a casa de capacete na mão os garotos vão logo a correr. O marido coloca-lhes o capacete na cabeça e é uma animação.

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Eles divertem-se, acho que estão a treinar para astronautas. Claro que o capacete têm que passar pela cabeça de todos.

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 Daqui por uns anos fazem fila para andar com o pai de mota.

O melhor amigo do meu filho nº2

O melhor amigo do meu filho estava um bocado farrusco.  Atrevo-me a dizer que já se parecia mais com um urso pardo do que com um panda pelo que decidi que precisava de um banho.

Quem não gostou nada da história foi o Santiago que se chateou comigo quando percebeu que eu estava a estender o seu amiguinho. Como não liguei à birra dele e deixei o panda no estendal o Santiago montou guarda só para ter certeza que o seu amigo não desaparecia.

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No final da tarde lá recebeu de volta o seu panda limpinho e cheiroso. 

Dia da mãe

 

 

Poderia ter sido o dia perfeito. Poderia ter sido um dia de passeios em família. Poderíamos ter ido até ao pé da praia, sentir o cheirinho a mar e, quem sabe, até molhar os pezinhos. Poderia ter sido tudo isto mas não foi. No sábado vimos os nosso planos ir por água a baixo. O Salvador piorou de uma hora para a outra e eu tive que ir a correr para as urgências com ele. Chegamos com 39,5 de febre que teimava em não baixar e com saturação de 91%.

Depois de uma rx ao tórax tivemos o diagnóstico de pneumonia. Felizmente  a saturação subiu para 94% e conseguimos voltar para casa.

O dia da mãe foi passado de pijama rodeada dos meus meninos. Vendo bem a coisa até não e posso queixar muito. Só foi pena ter passado o dia com o coração nas mãos sempre a ver se ele demonstrava estar melhor ou pior. Poderia ter sido o dia perfeito, não precisava de passeios só precisava que o meu menino não estivesse doente.

Os mais velhos encheram-me de miminhos e de prendinhas que fizeram na escolinha. Eu adorei tudo, tanto que nem me apetece usar as carteiras para não as estragar. 

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 No fundo foi um dia quase perfeito.

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