Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Descobri que o meu marido têm razão

Já sabia que tenho um olhar mortífero mas desconhecia que tinha uma maneira de falar que dá medo.

O olhar até dá jeito, quando os meninos estão a fazer asneiras eu só tenho que lhes lançar o olhar e eles param imediatamente. Já o meu irmão, quando era pequeno, dizia que quando eu olhava assim para ele ficava com medo de mim. 

Hoje descobri que a minha forma de falar também dá medo. A verdade é que o marido se queixa há muito que eu sou muito bruta a falar. Eu defendo-me dizendo que é só impressão dele e que falo normalmente. Contudo, hoje de manhã, no trabalho após uma conversa com o segurança uma colega comentou que eu tinha falado de uma forma assustadora. Segundo ela fiz um tom de voz brusco e seco que até a fez engolir em seco. É verdade que ouvi o segurança  gaguejar e desculpar-se atrapalhado mas não fazia ideia que tinha sido tão brusca.

Percebi então que o marido têm razão e que tenho que melhorar a minha forma de falar com as pessoas quando estou chateada. Aparentemente podemos ser brutas sem ser necessário elevar a voz. Pois é, estamos sempre a aprender. 

Hoje acordei assim

Com uma neura desgraçada. Chateada, sem paciência e com vontade de não falar com ninguém. Porquê? infelizmente por mais do que uma coisa. 

Primeiro porque o maldito vento soprou a noite toda e eu fiquei a ouvi-lo assobiar nas telhas do telhado.

Segundo porque  a maldita alergia não me larga um bocadinho. Tenho os olhos igual a uma posta de sangue e mesmo assim só me apetece esfrega-los. O nariz que não para de pingar, os espirros e novamente a comichão nos olhos. O melhor de tudo é que o vento além de não me ter deixado dormir ainda fez o favor de espalhar bastante pólen no ar.

Terceiro porque já estava chateada de ontem e ainda não passou. Meti-me mais uma vez pela estrada dos buracos e desta vez a coisa não correu tão bem. Risquei um pouco o pára-choques quando me encostei a um pilar para tentar deixar outro carro passar. Infelizmente na rua mal passa um carro e quando se cruzam dois temos que fazer malabarismos. Eu calculei mal a coisa e lá ficou um vergão no pára-choques. Cerca de 10 metros mais à frente encostei-me ao máximo à direita para deixar passar vários carros no sentido contrário. O ultimo dos quais fez o favor de me deitar o espelho a baixo. O carro nem parou e eu nem me dei ao trabalho de ir atrás dele. A estrada é tão estreita que o melhor é cada um assumir o próprio estrago. Felizmente o meu só ficou com a pintura riscada. O espelho ainda saltou mas coloquei-o de volta no sitio e até a parte eléctrica funciona. No entanto fiquei bastante chateada com a situação.

Quarto quando contei ao marido do espelho ainda levei na cabeça por andar naquela estrada. Já nem mencionei o pára-choques, fica para hoje ou para quando ele ler este post.

Quinto a comichão nos olhos continua e está mais intensa do que nunca. Tenho que usar toda a minha força interior para não coçar mas quando me distraio dou por mim já a mexer nos olhos. Até tenho a pele das pálpebras sensível de tanto coçar.

Presumo que a neura vai durar.