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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Pequenos ajudantes

É com grande agrado que verifico um crescente interesse dos mais velhos por me ajudar a cozinhar. Nos últimos meses são muitas as vezes em que eles vêm ter comigo e se oferecem para fazer algo. Nem sempre tenho vontade de aproveitar a  ajuda porque o tempo é curto e uma tarefa de cinco minutos transforma-se em meia hora se for feita por eles. Mas depois penso que se não aceitar a ajuda eles vão acabar por deixar de oferecer, assim acabo por aceitar e aproveitar para passar mais uns momentos com eles.

Este sábado não foi excepção. Fiz sopa e resolvi fazer uma omeleta com salsichas. Ora nada melhor que deixar os meus ajudantes fazer as coisas enquanto eu supervisionava o trabalho.

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Revezaram-se a cortar as salsichas. Ainda bem que as latas trazem numero par assim cada um cortou metade da lata e não tivemos chatices.

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 Depois bateram os ovos a meias. O Leonardo deitou os ovos na frigideira e o Gui ajudou a mexer. Comemos um pouco mais tarde do que o habitual mas eles estavam delirantes porque tinham feito o jantar. 

Apaixonei-me e perdi a cabeça.

No sábado deixamos os meninos e saímos um pouco em busca de colchas para o quarto deles. Já deveríamos ter comprado as colchas mas entre chuva e doenças não tivemos oportunidade. Deixamos os mais velhos ficaram com a avó e os gémeos ficaram em casa da madrinha. Inicialmente tínhamos pensado ir para a zona da baixa de Lisboa porque é uma zona agradável de se passear e têm sempre imensa escolha. Contudo assim que entramos no carro começou a chuviscar e ficamos com medo de apanhar uma molha.

O marido lembrou-se de seguir até Sintra onde existes uma série de lojas de mobiliário de decoração. Entramos em várias mas sem sucesso. Em nenhuma encontrava quatro exemplares, não é que tivessem que ser iguais mas, pelo menos, teriam que ser do mesmo material podendo então variar a cor. A escolha era muito escassa e por vezes só tinham o exemplar que estava exposto. Tudo caríssimo as mais baratas que vi custavam 25€ e eram de um material horrível. As mais bonitas rondavam os 40€ e não tinham suficientes.

Cansados de procurar e já com o estômago a dar horas resolvemos entrar no Fórum Sintra. Começamos a andar para ver onde poderíamos comer e deparamos-nos com uma loja de roupa de casa de que nunca tinha ouvido falar. Na montra tinha uma colcha espectacular e a um preço razoável.

Resolvemos entrar e estava a ver que nunca mais de lá saiamos. Têm uma variedade tão grande e são todas tão bonitas que o difícil foi decidir. Assim que pensava que já tinha escolhido olhava para o lado e ficava indecisa. O marido dizia  que gostava das dos helicópteros. Eu gostava das dos piratas. Também gostava de uma com uns padrões mais de adolescente. Entretanto vi as dos dinossauros e fiquei apaixonada. Já só tinham duas dos dinossauros o que  não nos fez diferença até porque não queríamos todas iguais. Acabamos por trazer as outras duas dos piratas para serem todas dentro dos mesmos tons.

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Os mais velhos escolheram as dos dinossauros como já estávamos à espera. 

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 Ambas as colchas são reversíveis. As dos dinossauros têm um verso às riscas e as dos piratas têm um verso branco.

Sinceramente adorei a compra ao contrário do marido que achava que íamos comprar duas e aproveitar as que já tínhamos dos mais velhos. Ainda por cima para além das colchas ainda trouxemos almofadas. 

Deixo-vos o link da loja para que possam ver mais opções mas aviso que é possível que se sintam tentados a comprar tudo.

Como ensinamos a respeitar os animais.

Um dia destes gritei pelo marido para que viesse apanhar uma borboleta da traça que tinha entrado pela janela.

O marido veio seguido pelo Guilherme que gosta de estar sempre em cima do acontecimento. O marido andou atrás da borboleta enquanto dizia:

- Anda cá que eu não te quero matar.

Por fim, lá acabou por a agarrar. Pegou-a pelas asas, colocou a mão de fora da janela e deixou-a voar. Depois de devolvermos o animal ao seu habitat o Guilherme quis saber porque é que não tínhamos, pura e simplesmente, morto o bicho. Tratamos de explicar-lhe que todos os animais são importantes e têm um papel na Natureza. Falamos que mesmo aqueles bichos que nos parecem inúteis contribuem para que tudo funcione devidamente no mundo. Demos-lhe um exemplo das abelhas que são tão indesejadas e temidas mas que têm um papel fundamental na polinização e produzem aquele mel maravilhoso.

Ele ouviu tudo atentamente e acho que percebeu a ideia porque, ainda no outro dia, o vi colocar uma folha de papel à frente duma aranhita. Quando a aranha subiu para o papel ele foi coloca-la fora de casa, tudo isto enquanto explicava ao irmão que em nossa casa não matamos animais.