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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

O que fazer quando temos que ralhar mas só nos apetece rir.

As manhãs são sempre um stress cá em casa. Despachar os quatro e sair de casa a horas é sempre uma proeza. Já pensei em fazer uma gravação porque todas as manhãs repito as mesmas frases enumeras vezes.

- Meninos vistam-se!

- Meninos ainda não estão vestidos?

- Meninos o pequeno almoço está pronto.

- Venham lá comer se faz favor.

- Vão buscar os casacos e os sapatos para sair. 

- Já vos mandei buscar os sapatos.

- Estou e os vossos irmãos já estamos prontos a sair e vocês ainda não estão calçados?

Todas as manhãs a mesma coisa. Chegamos à garagem e eles desatam a correr uns atrás do outro. Hoje por exemplo andavam todos a correr atrás de uma bola de basquete. Corri e consegui pegar no Salvador mas fartei-me de suar para o conseguir sentar na cadeira. Via os irmãos a brincar e queria continuar a brincar. Só dizia que não enquanto esperneava. Eu quase que me sentei em cima dele para lhe apertar o cinto mas sem sucesso. Enervei-me porque me queria despachar mas não estava a conseguir. Ainda por cima, devido às obras de construção da rotunda o transito têm estado caótico, tenho fugido por uma estrada secundária mas com as chuvas aquilo transformou-se num lamaçal. Temos que circular a 20 km/h enquanto tentamos escolher os buracos mais pequenos para passar, sim porque já não há a opção de fugir do buracos apenas de tentar adivinhar qual serão menos propícios a provocar estragos.

Ora estava eu a stressar para me despachar e os quatro nada de colaborar. Acabei por elevar a voz, mandei os mais velhos colocarem as mochilas na bagageira e entrarem para os seus lugares. Depois prendi os gémeos enquanto resmungava com os mais velhos. Disse-lhes que era sempre a mesma coisa, que tinha sempre que me chatear e que já eram crescidos o suficiente para me ajudarem em vez de dificultarem. Continuei a resmungar até estar tudo pronto para arrancarmos, liguei o carro o que acendeu o relógio digital e oiço o Guilherme:

- 8:00 horas, tanta birra e ainda é cedo!

Eu tive que fazer um esforço imenso para não me escangalhar a rir daquela saída. Coloquei a minha cara mais séria, evitei o contacto visual com ele e concentrei-me em conduzir o carro. Fingi que tinha ficado zangada com a o que ele tinha dito mas a verdade é que estava constantemente a virar a cara no sentido contrário para me rir. Ele ficou amuado porque porque percebeu que aquilo não é forma de falar comigo. Acho que no fim me safei bem da coisa.

Coisas que só nos acontecem a nós nº 20

Hoje vamos falar de pilinhas.

O meu Guilherme nasceu com a pele da pilinha muito fechada. Tanto que quase nem havia buraco para o xixi sair, era ver a pele a inchar igual a um balão porque o xixi saia a conta gotas. Devido a este problema fomos logo encaminhados para cirurgia e assim que ele largou as fraldas marcaram-nos a operação.

A operação correu bem, ele recuperou de imediato e teve alta no próprio dia. Lembro-me que para sair tinha que fazer xixi sem se queixar.  Quando chegou a hora da vontade destapamos-lhe o material e ele ficou a olhar para ela. Depois de muito olhar perguntou-me:

-Mãe porque é que o doutor me pôs uma salsicha no lugar da minha pilinha.